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Retreinamento da biomecânica da corrida

12/08/2022 | De Felippe Ribeiro

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AÍ RUNNERS: já ouviram falar de RETREINAMENTO DA BIOMECÂNICA DA CORRIDA? Novamente teremos uma coluna divida em 2 partes, então segura e desce para ler! O retreinamento da biomecânica da corrida, nada mais é que alterar um movimento da corrida com o intuito se obter uma melhora da corrida, desempenho ou prevenir uma possível lesão. Mas será que funcionam? Será que todo mundo precisa? Talvez essas teorias serão respondidas ou parte respondidas com trabalhos futuros, porém com o que temos hoje na literatura ainda não é possível garantir que TODOS os corredores precisam receber um retreinamento ou que DEVEMOS corrigir esse movimentos “anormais”. ANORMAIS ?? Mas o que é o NORMAL? Não sabemos exatamente, caro leitor. Estamos cansados de observar vários dos melhores corredores de rua e triatletas do mundo, com rotações gigantescas de tronco, Lateral Heel Whip (Marcha em chicote lateral) e o Valgo Dinâmico (joelho entrando) como, por exemplo, a Brigid Kosgey, a mulher mais rápida do mundo em Maratonas, ou quem já observou o Canadense Lionel Sanders, que teve sérios problemas com drogas e em 2017 foi um dos melhores triatletas do mundo, correndo com alterações na flexão de joelho e que levam a uma corrida “diferente” e há outros grandes nomes, podem crer. E garanto que esses movimentos para eles, são NORMAIS. Sabiam que esses corredores, ou os considerados mais bem preparados, machucam menos (7.4 lesões a cada 1000 h de pratica de corrida) comparados aos iniciantes (17.8 lesões a cada 1000 h de prática de corrida)? Então será que o problema está no movimento? Quanto mais eu estudo e trabalho, vejo que esses comportamentos ou movimentos “diferentes” são mais comuns do que imaginamos, e minha resposta se devemos alterar é que DEPENDE. Sempre que observo uma alteração nos parques, nas provas, nos campeões e nas minhas avaliações diárias em corredores, eu me pergunto antes de qualquer intervenção: Será que o corpo não foi se moldando com o tempo e a prática para chegar nesse padrão de movimento do melhor jeito e do mais econômico possível, cravando vários títulos e medalhas, os tornando campeões? Será que devo alterar esse comportamento? Será que ele contribuiu para a lesão desse corredor ou para a perda do seu desempenho? NÃO DEMONIZE ESSES MOVIMENTOS E ALTERAÇÕES !!! Quando falamos de retreinamento temos que ter muita calma e realmente entender que na MAIORIA dos casos, o problema provavelmente não está no movimento da corrida, ou naquele movimento “estranho” e não deveríamos focar em modifica-lo logo de cara. Lembramos, que qualquer alteração biomecânica que realizarmos, por mais sutil que seja ela levará a sobrecarga para outro segmento, ou seja, não irá sumir pela atmosfera. E o que os estudos nos mostram? Atualmente o retreinamento é um grande foco de estudos na literatura da corrida mundial. Até 2016, encontramos resultados promissores, se bem indicados e bem avaliados, porém há muitas dúvidas, quanto ao tempo de duração do retreinamento, dias, semanas, meses ou anos? Então até essa data, os trabalhos apesar de bons resultados, tinham no máximo um seguimento de 1, 3 e 6 meses, considerado um tempo pequeno para a duração de um resultado. E a grande pergunta era: Será que conseguimos prolongar por mais? Em 2017, um trabalho muito interessante em corredores iniciantes (Chan et al), muito bem realizado metodologicamente, publicado em uma ótima revista, reuniu 320 corredores, divididos em 2 grupos, um grupo que retreinava o movimento por duas semanas com uma estratégia super simples e outro que não retreinava, com seus tênis de preferência, em duas velocidades diferentes, 8 e 12 km/h, e os seguiram por 1 ano. Resumindo para vocês, eles encontraram no final de 1 ano, mais que o dobro de lesões no grupo que não retreinava em comparação ao grupo que retreinava, e 62% menos CHANCE de se lesionar no grupo retreinado em comparação ao não retreinado. Ótimo resultado e com um bom tempo de duração. Esse trabalho veio como um divisor de águas, no assunto retreinamento e em seu tempo de duração, podendo complementar o tratamento das lesões em corredores. Atualmente alguns guidelines de tratamentos para lesões em joelho pelo mundo, o indicam como um complemento válido para tratamento, existindo 3 métodos de intervenção respaldado por essas evidências, cada qual com sua vantagem e desvantagem. Se você chegou até aqui está animado e curioso, então aguenta aí meu caro leitor, que em nossa coluna na próxima semana explicaremos cada um desses 3 métodos !!! Até Mais.. RUNNERS

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Crédito: Divulgação

Sobre o autor

Felippe Ribeiro

Fisioterapueta | Empreendedor

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