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Biomêcanica da Corrida

O Efeito gangorra! O que é?

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Esse é o nome da única hipótese que atualmente explica biomecanicamente, o por quê os tênis de placa de carbono melhoram sua performance!

Alguns prefere pensar em um efeito similar a de catapulta ou de uma colher!

Então DESCE

Durante a fase de apoio da pisada no tênis de placa de carbono, o ponto de aplicação da força é deslocado para frente, fazendo com que a placa, com toda a sua rigidez e curvatura, responde verticalmente para cima no calcanhar, promovendo uma diminuição do gasto de energia, e uma energia extra para a propulsão.

Note no slide a aplicação da força do corredor (seta preta) na parte da frente do tênis e a força de reação vertical no calcanhar (seta vermelha) durante o apoio médio (à esquerda) e na propulsão (à direita). O deslocamento do ponto de aplicação de força, da região dos metatarsos (abaixo dos dedos dos pés) para os dedos (circulo vazio e pontilhado, para circulo cheio) demonstra o efeito gangorra, onde a placa projeta o calcanhar para cima.

Benno Nigg relata que é preciso alguns pré requisitos para que isso aconteça como:

Uma curvatura adequada da placa de carbono, principalmente na região do antepé (parte da frente).

Ponto de pivô (caracterizador do efeito gangorra), não pode ser localizado tão à frente do tênis, fazendo com que o próprio tênis seja o eixo da alavanca.

A rigidez da placa de carbono deve ser o suficiente para que a força de reação do solo ocorra na região do antepé da placa, durante o contato com o solo.

Nesse editorial os autores citam estudos afirmando que a borracha da entressola aumentada para que se acople uma placa de carbono mais curvada, contribui com somente 1% deste ganho, coisa que a fabricante mais conhecida relata como a melhora do desempenho, porém de 3 a 5 % de melhora da economia de corrida, vem desse “efeito gangorra” promovido pela placa.

ATENÇÃO !

Tudo isso ainda precisa ser testado para descobrir se os cálculos biomecânicos propostos realmente quantificam o efeito proposto na economia de corrida em todas as situações.

Aguardemos novas evidências

Por: Felippe Ribeiro

Biomêcanica da Corrida

O que realmente sabemos sobre os tênis de placa de carbono

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O que realmente sabemos sobre os tênis de placa de carbono

RUNNERS,

Hoje falaremos um pouco dos tênis de placa de carbono, o queridinho dos corredores.

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Poderíamos começar nossa coluna respondendo a pergunta do título com um QUASE NADA. Isso mesmo, não sabemos QUASE NADA dos tênis de placa de carbono, seus efeitos para as lesões, como se dá o aumento do desempenho, o que esperar no futuro, qual o melhor, qual o pior, enfim temos que estudar ainda muito, e isso leva um certo tempo. A coisa do tênis de placa de carbono ainda é muito recente, e os estudos ainda estão engatinhando nessa atmosfera.

Os Tênis de placa de carbono, cada vez dominam as vendas, os recordes e a preferência dos corredores! O tênis de placa de carbono tornou-se um objeto de desejo de todo o corredor! Os melhores tempos do mundo são feitos com corredores utilizando um tênis de placa de carbono e cada vez mais os tempos estão mais baixos.
Será uma coincidência? ou realmente tem algo com esses supertenis ?

Recebo diariamente as mesmas perguntas sobre os tênis de placa: Ele realmente melhora o meu desempenho? Vale a pena comprar? O que você acha sobre os tênis de placa de carbono? Qual o melhor? Mas também recebo alguns relatos: Me machuquei depois que comecei a correr com um tênis de placa! Achei muito instável! Não gostei! Ele vai me machucar? Assim como muitos relatos positivos recebo muitos negativos também! Então decidi escrever essa matéria para esclarecer alguns pontos, visto da minha experiência diária e correlacionado com o que vejo nos estudos mais atuais sobre esse brinquedinho predileto dos corredores e dos vendedores!!!

Vamos a alguns pontos:
Estudos em sua maioria foram realizados em corredores rápidos 14 km/h, 16 km/h, 18 km/h, ou em Tiros, não sabemos se você corredor de 8 km/h , 9 km/h vai se beneficiar realmente desse calçado, isso NÃO ESTÁ CLARO! Talvez sim, Talvez não! É preciso testar!!
Estudos foram feitos com pequenos números de corredores 18, 19 atletas, ou seja, amostragem pequena pode ser um grande erro, levar isso ou comparar com grandes populações.
A maioria dos estudos tem foco na comparação de médias de grupo comparando economia de corrida (e isso serve muito mais como filtro, do que como um achado) já que sabemos que há uma grande variação interindividual em estudos com o tênis podendo assim MASCARAR o Efeito.
Os resultados de corrida em esteira a desempenhos de corrida em solo (rua) pode ser BEM LIMITANTE E INCORRETO, já que corredores usam estratégias diferentes na esteira e na rua com o mesmo tênis. Lembrando que a maioria dos estudos usaram corredores na esteira. Não dá para bater o martelo no que temos de estudo até o momento!

Não sabemos nada ainda também, sobre a biomecânica do funcionamento e o porquê dessa melhora de desempenho! Há hipóteses somente, como o do efeito gangorra.
E o que é o efeito Gangorra?

Durante a fase de apoio da pisada no tênis de placa de carbono, o ponto de aplicação da força é deslocado para frente, fazendo com que a placa, com toda a sua rigidez e curvatura, responde verticalmente para cima no calcanhar, promovendo uma diminuição do gasto de energia, e uma energia extra para a propulsão.
O autor dessa hipótese, um dos maiores do mundo, Benno Nigg relata que é preciso alguns pré-requisitos para que isso aconteça e citados abaixo, que também NÃO FOI TESTADO AINDA, ok?
Uma curvatura adequada da placa de carbono, principalmente na região do Antepé (parte da frente).
Ponto de pivô (caracterizador do efeito gangorra), não pode ser localizado tão à frente do tênis, fazendo com que o próprio tênis seja o eixo da alavanca.
A rigidez da placa de carbono deve ser o suficiente para que a força de reação do solo ocorra na região do Antepé da placa, durante o contato com o solo.
NÃO sabemos também, nada sobre aumento ou diminuição de lesões.
NÃO sabemos quais características são as mais importantes para a melhora do desempenho, se a placa, se a espuma, se a mistura dos dois.
Deixo aqui uma constatação final, sabemos muito pouco sobre a maioria das perguntas sobre os tênis de placa de carbono e as respostas ainda levarão um tempo para começarem a serem esclarecidas!

Vou ficando por aqui, espero ter ajudado a tirar suas dúvidas também!
Procure sempre um profissional gabaritado para te atender.
Se você quer saber mais, não percam as nossas próximas colunas.

Até Mais RUNNERS.

Por: Felippe Ribeiro

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Biomêcanica da Corrida

A dor anterior no joelho: A lesão mais comum do corredor

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RUNNERS, hoje é a nossa última matéria de uma série de 5, sobre as lesões mais comuns de vocês, corredores. O intuito aqui é ser bem direto, resumindo as evidências para as lesões mais comuns e tentarei entrar o menos possível no nível técnico e detalhes específicos, trazendo assim uma fácil leitura e aplicabilidade.

Hoje falaremos da Dor Anterior do joelho, a mais comum lesão articular dos corredores, por isso será uma coluna mais longa.

Sabe aquela dor na região da frente do seu joelho? Pode ser acima da patela, pode ser em uma região que abrange o joelho todo, ou um pouco mais para o lado de dentro do seu joelho próximo a sua patela? Ou para alguns uma dor atrás da patela!

Sim, você pode estar com a dor anterior do joelho.

Essa lesão segundo alguns trabalhos fazem parte de aproximadamente 40 a 50% das lesões em corredores, sendo a 1º lesão mais comum articular em corredores. Existem várias nomenclaturas para ela, como DFP, Disfunção Femoro Patelar, Disfunção Patelo Femoral, Dor Patelo femoral e também é sinônimo de se falar “eu tenho Condromalacea” eu tenho “Condropatia” grau 1 ou 2, que seria o nome dado para doenças que geram os sintomas de dor anterior no joelho. Para ficar didático, colocaremos todas no mesmo balaio. No meu dia também é a lesão mais comum que atendo em corredores, e na maioria dos casos há uma boa evolução quando se identifica os multifatores dessa lesão em pacientes do grupo de modelo mecânico, que explicaremos o que é a seguir.

E o que dizem as evidências?

Atualmente existem dois modelos para entendermos essa lesão, UM MECÂNICO e NÃO MECÂNICO. Para ser mais claro há o modelo em que esse sintoma tem mais participação de alterações mecânicas e de sobrecarga, e no outro modelo, o não mecânico, que está mais ligado a alterações não físicas e sim psicossociais, alterações do nosso sistema central e periférico, que também pode estar presentes nos casos crônicos dessa doença ou somado as alterações mecânicas. Sim isso é muito comum!

Importante salientar que em corredores a incidência é alta, porem nas atividades de academia, crossfit, levantamento de peso entre outras ela também aparece com frequência, porém vamos nos ater a vocês, meus caros leitores e corredores.

Falaremos aqui do modelo mecânico, aonde os trabalhos evidenciam que devemos ter um olhar diretamente para os exercícios gerais, e olhar com um pouco mais de carinho para os exercícios do complexo do joelho e do quadril e a não menos importante, EDUCAÇÃO.

A prioridade no tratamento serão os músculos da coxa, sendo o quadríceps nosso principal ator, podemos e gosto muito de realizar o fortalecimento em angulação de menor sobrecarga patelar, sendo o ângulo de 90º a 60º na mesa extensora uma angulação protetiva muito benvinda, no Leg Press e agachamentos 0º a 70º também traz uma angulação de menor sobrecarga. Os músculos do quadril, Gl. Médio e Gl. Máximo também tem boa indicação.

Trabalhos atuais também têm mostrado bons resultados fortalecendo também adutores e flexores de joelho, me parecendo que o exercício físico como um todo, trará sempre benefícios diversos a esses pacientes.

A bicicleta com uma boa angulação dos joelhos e a piscina poderá ser usada de forma aeróbica no complemento do trabalho. Na corrida, normalmente a descida causa maior sobrecarga e dor, agachamentos profundos, subir escada, o famoso sinal do cinema (muito tempo sentado em uma mesma posição) e o tão discutido Valgo Dinâmico (seu joelho entrar para dentro durante a corrida) podem estar presentes também em nesses pacientes.

Atenção que parece que nesses pacientes, terapias passivas não evoluem muito bem!
Alguns pacientes e certa evidência mostram também que joelheiras sem o orifício patelar pode trazer mais segurança e confiança para o pacientes, fazendo assim uma exposição gradativa a atividade desejada. Outro questionamento diário desse pacientes, são de crepitações, e as evidências não mostram que isso estaria relacionado a mais lesão ou de um futuro problema no seu joelho, RELAXE !

A educação vem muito forte com ótimos resultados para esses pacientes, e se mostram muito eficazes. Aqui a educação entra, por exemplo, em modificar a demanda de treino, aumentando a frequência e diminuindo a volume, em escutar o próprio corpo, atenção para as dores, diminuir corridas em declives, escadas, controlar velocidade e todas as orientações nesse sentido, focado em dosagem, descanso e modificações de tarefas que aumentem a sobrecarga. Acreditem isso é muito válido e é tão bom quanto os exercícios, COMPROVADAMENTE!

Para finalizar, o retreinamento da biomecânica tem alguns resultados animadores, fazendo uma mudança da pisada, ou inclinando o tronco ou aumentando a cadência poderá ser um bom complemento para esses pacientes durante a corrida, lembrando que cada alteração biomecânica tem suas respectivas mudanças de sobrecarga e devem ser trabalhadas previamente conforme já discutimos na coluna de retreinamento numero 9 e 10 e que estão site da RUNNERS BRASIL.

Vou ficando por aqui, espero ter sido objetivo e que ajude vocês a entenderem um pouco mais dessa lesão, e das outras 4 que falamos anteriormente.

Procure sempre um profissional gabaritado para te atender.

Se você quer saber mais, não percam as nossas próximas colunas

Até Mais RUNNERS.

Por: Felippe Ribeiro

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Biomêcanica da Corrida

A síndrome da Banda Iliotibial, mais conhecida como “Síndrome do corredor”

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RUNNERS, hoje é a nossa penúltima matéria de uma série de 5, sobre as lesões mais comuns de vocês, corredores. O intuito aqui é ser bem direto, resumindo as evidências para as lesões mais comuns e tentarei entrar o menos possível no nível técnico e detalhes específicos, trazendo assim uma fácil leitura e aplicabilidade.

Hoje falaremos da Síndrome da banda iliotibial ou mais comumente conhecida como Síndrome do Corredor.

Sabe aquela dor na região do lado de fora do seu joelho? Que dá uma sessão de queimar ou que chega até travar seu joelho?

Sim, você pode estar com a Síndrome do Corredor!!!!

Essa lesão segundo alguns trabalhos fazem parte de aproximadamente 14% das lesões em corredores, sendo a 2º lesão mais comum do joelho, perdendo somente para as disfunções femoro patelares ou a dor anterior do joelho que chegam ser 40% na média das lesões dos praticantes.

Em meu dia dia, em nosso laboratório de avaliação, é a 3º lesão que mais atendo baseado na coleta de mais de 600 corredores atualmente, e sinceramente é bem chatinho e a melhora também é demorada, infelizmente.

Outro fator negativo, para essa doença, é que temos poucos trabalhos, tanto para entender de como ela aparece e o porquê, e também para entender as alterações de movimento que podem ajudar a desencadear a Síndrome do Corredor. Sabendo disso vou trazer o que temos de mais atual, mas ainda, é importante salientar que precisamos de mais estudos.

A Síndrome do Corredor ou Síndrome da Banda Iliotibial, é uma doença que até alguns poucos anos atrás, acreditava-se que era devido a um atrito da banda iliotibial na região do lado de fora do seu joelho, porém os trabalhos recentes mostram que há na realidade, uma compressão dessa banda na região lateral, englobando tanto a parte inicial da sua tíbia, quando a parte final do seu fêmur e região lateral da sua patela. Ali pessoal, existe uma gordurinha superinervada e altamente sensível, que dá a característica dessa dor em queimação. Importante ressaltar que apesar do nome, ela também é bem incidente em ciclistas e explicaremos a seguir o porquê.

O sintoma clássico além dessa dor em queimação na região lateral é de um travamento no joelho durante ou após a atividade. Em corredores principalmente, parece que correr em pistas circulares e em descidas contribuir de alguma forma para aumentar a sobrecarga e a compressão dessa região, que se dá próxima a 30 graus de flexão, que é o pico do momento varo do seu joelho (momento em que naturalmente seu joelho biomecanicamente e de forma sutil “abre”), fato que também ocorre no ciclismo quando nosso joelho fica na flexão próxima de 30 graus.

No tratamento, como nas outras lesões é importante essa reeducação de carga, diminuindo inicialmente a demanda, e ou modificando a atividade e o descanso deve estar presente. Antinfamatório são indicados pelos médicos e infiltração local guiada por ultrassom pode trazer algum beneficio comprovados pela a literatura. Aumentar a esteira levemente de 8 a 10% pode amenizar o tal do momento varo do seu joelho, e usamos como alternativa, assim como abaixar o banco da bicicleta a aproximadamente 35 graus. Evitar as decidas, fortalecimento gradual dos músculos envolventes e principalmente do quadril como o Glúteo Médio e Máximo em cadeia cinética aberta e evoluindo para cadeia cinética fechada.

Alongamentos, rolinhos de soltura parecem não ter efeito algum, a não ser causar mais dor na região da fáscia e não atingir ganho de flexibilidade alguma. A reeducação da biomecânica da corrida pode ser um bom complemento diminuindo o padrão de cruzamento e queda da pelve.

Na falha do tratamento conservador, novamente a terapia de onda de choque (TOC) pode ser a ultima alternativa, e se sem sucesso, a cirurgia esta indicada e a ciência mostra bons resultados evidenciando retorno ao esporte de 81 a 100% dos casos.

Vou ficando por aqui, espero ter sido objetivo e que ajude vocês a entenderem um pouco mais dessa lesão.

Procure sempre um profissional gabaritado para te atender.

Se você quer saber mais, não percam a ultima lesão da nossa série na próxima coluna.

Até Mais RUNNERS.

Por: Felippe Ribeiro

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