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O crescimento exponencial do público feminino no Trail

29/04/2024 | De Runners Brasil

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O crescimento exponencial do público feminino no Trail

A mulherada vem mostrando, a cada dia mais, nos mais diversos setores da sociedade, que lugar de mulher é onde ela quiser. Essa mudança vem sendo notada de maneira bem sensível nos postos de trabalho, onde elas passaram a ocupar postos que antes só eram ocupados por homens, além de terem uma remuneração cada vez mais igualitária, apesar de ainda, infelizmente, existirem disparidades. Mas também nas áreas de cultura, lazer, e, claro, nos esportes, que vêm crescendo em representatividade feminina.

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Nas corridas de rua é notório o crescimento, ano a ano, do público feminino. Conforme levantamento da plataforma de inscrições Ticket Sports, segundo dados do ano de 2023, as mulheres respondem por 47,25% do total de inscritos em corridas de rua no país, enquanto os homens são 52,75%.

No Trail running não tenho conhecimento de nenhum estudo comparativo dos públicos feminino e masculino, mas também é sensível aos olhos de todos o aumento do número de mulheres praticantes, acompanhando o grande crescimento da modalidade nos últimos anos.

Eu sou organizador de provas de Trail e já percebi, na prática, esse aumento. Antes da pandemia de Covid-19, em um circuito que eu organizava na minha região, no interior de Minas Gerais, apenas de 2019 para 2020 houve um crescimento gigantesco do percentual de inscrições femininas, saltando de pouco mais de 25% para quase 50% dos inscritos.

Essa evolução no cenário do Trail running é positiva de tantas formas diferentes, quebrando muitos paradigmas, pois a corrida em trilha e montanha passa uma imagem de esporte “bruto”, que exige maiores níveis de força, sendo preciso encarar obstáculos naturais, intempéries da natureza e até a possibilidade de ataques de animais, aspectos que geralmente são associados à figura masculina. No entanto, é cada vez maior o número de mulheres que transpõem todas essas barreiras físicas, mentais, e, as mais difíceis, as barreiras culturais. 

No Trail, inclusive, a discrepância de performance entre homens e mulheres é menos acentuada que nas corridas de rua. Ao contrário desta modalidade, naquela não é incomum ver mulheres chegando entre o top 3 ou top 5 gerais, e até sendo campeãs no geral, em especial em ultramaratonas de montanha. Nessa modalidade, o maior nome atualmente é a atleta dos EUA, Courtney Dauwalter, que coleciona recordes e impõe medo nas cuecas das maiores e mais icônicas ultra trails do calendário mundial.

Esse crescimento do público feminino nas competições foi tão impactante, que, em 2023, uma das maiores e mais cobiçadas (senão a mais) do país, a La Misión Brasil, dedicou muitos esforços extras em prol de um melhor e mais específico atendimento à mulherada, investindo em diversas adequações na estrutura da prova, incluindo até a criação de uma distância exclusiva para as mulheres.

Esse start dado pela La Misión Brasil representa um grande avanço e, certamente, inspirou muitas outras competições a olhar com mais cuidado para o público feminino, que, em contrapartida, também passou a ter maior consciência de sua importância para este mercado e seu direito de reivindicar um melhor atendimento.

A corrida é conhecida por seu uma modalidade esportiva muito democrática, e, com o Trail, isso não é diferente. Há espaço para todo mundo, e o acolhimento de cada novo ou nova integrante é como o de uma família.

Viva a corrida! Viva o Trail running! Viva as mulheres!

Wanderson Nascimento

Jornalista, corredor de trilha e acadêmico de Educação Física 

Sobre o autor

Runners Brasil

Direto da Redação

Runners Brasil, informação de qualidade para quem leva a corrida a sério.

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