Poluição do ar pode deixar maratonistas até 8 minutos mais lentos, aponta estudo com 2,7 milhões de resultados
A qualidade do ar no dia da prova pode pesar no relógio de quem corre uma maratona. É o que sugere um estudo publicado na revista científica Sports Medicine Open, que analisou 2,7 milhões de tempos de chegada em seis das maiores maratonas do mundo: Berlim, Boston, Chicago, Londres, Nova York e Tóquio, entre 2010 e 2024.
Como foi feito
Os pesquisadores cruzaram os resultados de 75 edições dessas provas com estimativas de poluição no dia de cada corrida, a partir de dados do serviço europeu de monitoramento atmosférico Copernicus. Os modelos levaram em conta também calor, umidade, vento e o ano da prova.
O que encontraram
- Nos dias com mais dióxido de nitrogênio (NO2), gás ligado principalmente ao trânsito, os tempos foram mais lentos.
- Comparando dias de poluição mais baixa e mais alta dentro da faixa estudada, a diferença média foi de cerca de 7,3 minutos para os homens e 7,9 minutos para as mulheres.
- O efeito foi bem maior entre os corredores amadores do que entre os mais rápidos.
- As partículas finas (PM2,5) não mostraram relação significativa com os tempos.
Os limites do estudo
A pesquisa mostra uma associação, e não a prova de que a poluição causou os minutos a mais. Os dados de poluição são estimativas para a região da largada, e não medições feitas em cada corredor, e os pesquisadores não conseguiram acompanhar o mesmo atleta em provas diferentes. Ainda assim, o trabalho reforça a discussão sobre qualidade do ar nas cidades que recebem grandes eventos de corrida.
Dúvidas sobre treinar em dias de ar poluído devem ser tratadas com um médico do esporte.
Com informações de Men’s Fitness, via Yahoo Sports.
Fontes das imagens
Foto: DanHuddleston/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Maratona de Londres de 2021
