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Fraturas em atletas: desafios e tratamentos específicos

18/07/2023 | De Dra Ana Paula Simões

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Fraturas em atletas: desafios e tratamentos específicos
Atletas jovens apresentam maior predisposição a fraturas agudas durante a prática esportiva em comparação aos adultos. A Dra. Ana Paula Simões, ortopedista e médica do esporte, compartilha informações importantes sobre esse tema. Fraturas podem ocorrer em atletas, afetando significativamente seu desempenho em atividades competitivas e recreativas. Muitas vezes, essas fraturas ocorrem como resultado de acidentes inesperados. Existem três categorias principais de fraturas que afetam atletas: Fraturas por fadiga: Cerca de metade dos estudos na literatura sobre fraturas esportivas trata especificamente das fraturas por fadiga, também conhecidas como fraturas de estresse. Epidemiologia: Nos Estados Unidos, ocorrem aproximadamente 300.000 fraturas esportivas por ano, sendo estimado um total de 38.160 fraturas anualmente no futebol do ensino médio. A incidência geral de fraturas em atletas é de 0,12% por ano. As fraturas por estresse correspondem a 10% de todas as lesões esportivas e 15% de todas as lesões em corredores. A maioria das fraturas por estresse ocorre em corredores durante competições, sendo a tíbia o osso mais frequentemente afetado. Já em atletas recreativos, os metatarsos e a pelve são os locais mais propensos a fraturas. A idade é um fator relevante. Em atletas imaturos, a metáfise proximal da tíbia é responsável pela maioria das fraturas por estresse. Radiograficamente, essas lesões podem parecer preocupantes devido à intensa reação periosteal, que pode sugerir um processo mais agressivo, como uma neoplasia. No entanto, os pacientes jovens, com histórico esportivo e que respondem rapidamente ao tratamento, geralmente apresentam um tempo de cicatrização menor em comparação aos adultos. Os atletas jovens têm maior risco de fraturas agudas durante a prática esportiva do que os adultos. A incidência máxima de fraturas em adolescentes ocorre no período de pico de crescimento ou um pouco antes. Uma teoria que explica essa observação é que a mineralização óssea está atrasada em relação ao crescimento, resultando em maior fragilidade óssea. As fraturas agudas em atletas apresentam padrões de distribuição específicos para cada esporte. Algumas fraturas são causadas pelo estresse agudo provocado pela prática esportiva, como as fraturas do úmero em arremessadores de beisebol, enquanto outras fraturas não são tão intuitivamente óbvias, como as fraturas do metacarpo em boxeadores. Esportes com taxas mais altas de fraturas agudas geralmente envolvem maior energia, como esportes de impacto e alta velocidade. As fraturas agudas resultam da carga direta sobre o osso ou de avulsões de ligamentos ou tendões. O mecanismo mais comum para fraturas por avulsão é uma súbita contração muscular ou uma contração muscular prolongada em uma área de crescimento ósseo aberta. Lesões por avulsão são comuns em atletas com até 25 anos, ocorrendo frequentemente em jogadores de futebol, tenistas, velocistas e saltadores. Fraturas por avulsão ligamentar podem ocorrer quando uma carga súbita é aplicada a uma articulação. Aproximadamente 5% das lesões ligamentares no joelho são, na verdade, avulsões ósseas. Os atletas são pacientes saudáveis e motivados, com altas expectativas em relação ao seu nível de função. Essas características fazem deles bons candidatos para intervenções cirúrgicas. Embora métodos de tratamento conservador sejam adequados para a maioria das fraturas esportivas, em casos de fraturas complexas, uma abordagem mais agressiva utilizando técnicas atuais pode ser necessária para otimizar o desempenho subsequente. Tratamento: O tratamento das fraturas em atletas é influenciado pelas demandas atléticas específicas de cada paciente. O médico do esporte responsável pelo tratamento das fraturas deve considerar a modalidade esportiva e o nível de envolvimento do atleta. Um atleta de elite pode exigir um tratamento diferenciado em comparação a um atleta recreativo, visando o retorno ao seu nível anterior de desempenho e função. Os objetivos do tratamento devem ser discutidos minuciosamente com o atleta, visando melhorar a adesão ao tratamento e obter resultados satisfatórios. O retorno ao esporte deve ser equilibrado com o risco de refratura e outras possíveis complicações a longo prazo. Os objetivos e expectativas do atleta devem ser considerados ao fazer recomendações de tratamento. Sempre que possível, deve-se considerar a realização de cirurgia no final da temporada esportiva. Muitos atletas tentam retornar à prática esportiva antes da cicatrização completa ou do recondicionamento dos tecidos moles, aumentando o risco de lesões recorrentes. Isso destaca a importância de utilizar tratamentos que minimizem o tempo de imobilização e acelerem a reabilitação. Os atletas diferem da população em geral quando se trata de fraturas, uma vez que geralmente são mais jovens e têm melhor estado de saúde. Seu risco de complicações é menor em comparação à população em geral, e sua alta motivação os torna candidatos relativamente bons para intervenções cirúrgicas. A remoção do implante é recomendada após o período de elegibilidade ou no final da primeira temporada competitiva, um ano após a lesão. Conclusão: As fraturas em atletas são comuns e específicas para cada esporte. É importante abordar essas lesões considerando uma perspectiva diferente daquelas que ocorrem na população em geral. Os atletas possuem demandas e objetivos específicos. O tratamento recomendado deve minimizar o tempo de imobilização e permitir um retorno precoce à atividade esportiva e às competições.
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Crédito: Divulgação

Sobre o autor

Dra Ana Paula Simões

Médica esporte e Ortopedista

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