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Q&A Runners Brasil – Armando Marchezani

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Qual corredor começa a correr com chuteira? Armando Marchezani. Aos 17 anos, apaixonado por futebol, começou a correr em chão de terra para buscar a performance para o esporte com bola. Mas a dedicação nos treinos foi ganhando forma e conquistando o paulistano. Não levou muito tempo para o campo ficar para trás, a rua se tornar o local das corridas e o foco ser o novo esporte.  O que ele não imaginava, era que em pouco tempo, já estaria no pódio. De lá para cá são 11 anos como atleta. Paixão que também virou sua profissão. Essas e outras histórias e conquistas você acompanha a partir de agora. O treinador de corrida conversou com a Runners Brasil e contou sobre a forma divertida de falar sobre corrida nas redes sociais e ainda dá dicas para correr no frio, e como tornar um treino difícil, leve para a mente.

Sabine Weiler: Correr por quê? Provavelmente algumas pessoas te perguntam isso…

Armando Marchezani: Sim, recebo muito essa pergunta. Correr para mim significa estar vivo. Quando penso que estou tendo a oportunidade de viver, logo penso em sair correndo e desfrutar do milagre da vida.

Sabine: De que maneira a corrida entrou na sua vida?

Armando: A Corrida entrou em minha vida quando eu tinha 17 anos e tinha o sonho de me tornar jogador de futebol. Lembro que onde eu treinava, os melhores atletas eram aqueles que corriam mais durante o aquecimento do treino e aqueles que continuavam correndo após o treino. Lembro que comecei a correr com o objetivo de alcançar o condicionamento físico deles. Por cinco vezes na semana, corria em média de 1h30 a 2h todos os dias, de chuteira, na terra, sem muitas instruções. Com o passar do tempo, comecei a calçar um tênis e praticar na rua. E ao decorrer do tempo, percebendo minha evolução física e mental, dei continuidade aos treinos (dessa vez sem a bola) e me inscrevi na minha primeira Corrida de Rua. Sem muito conhecimento, me inscrevi de primeira nos 10km, na tradicional prova Troféu Cidade de São Paulo. O que eu menos esperava, aconteceu: eu venci a prova na minha categoria, recebendo assim, além da segunda medalha, um incentivo a mais que me fez nunca mais largar o esporte.

Sabine: Qual a ligação da corrida com a sua profissão de Educador Físico?

Armando: Comecei a correr antes de estudar Educação Física. Eu sempre dizia a minha mãe que se eu não me tornasse jogador de futebol, seria Profissional de Educação Física. E após um ano correndo e jogando futebol, resolvi largar o esporte com bola e focar apenas em correr e estudar, o que se tornaria minha primeira profissão.

Sabine: Qual a sua rotina de treinos?

Armando: Eu nunca treinei para performance, então, não espere de mim uma resposta com segredos de desempenho, ok leitor? (risos) Minha rotina de treinos, na maior parte dos anos foi com foco em saúde, lazer e condicionamento físico, procurando trazer equilíbrio entre mente e corpo e, entre saúde e trabalho, sem pensar muito em tempos ou recordes pessoais a serem batidos. Foi assim desde o começo até o ano passado, onde tive a grata surpresa de começar a me interessar em performar, e, aos poucos, venho introduzindo isso na minha rotina, na minha mente e nas provas que planejo em fazer. Treinos mais volumosos e mais intensos estão sendo inseridos aos poucos na minha rotina. As semanas de treinos variam de acordo com a prova planejada, porém, o que é presente na maioria das semanas, são treinos de corrida fácil, treinos intervalados, treinos de tiro, musculação e descansos.

Sabine: Treinar para uma maratona exige muita dedicação e algumas pessoas pensam que não terão tempo na rotina! Como pensar em treinar para uma maratona de uma forma mais leve?

Armando: Para pensar em treinar para uma maratona de uma forma leve, deve se deixar bem claro, qual será seu objetivo durante a Maratona. Se seu objetivo é completar a prova com segurança e se divertir durante o percurso, seus treinos também poderão ter este espírito mais descontraído. Se seu real objetivo é bater uma marca ou completar a prova sendo um grande desafio a marca dos 42km, os treinos serão desafiadores também. Para mim o grande segredo é o da “clareza”. Deixar bem claro a si mesmo o que você realmente quer, pode tornar aquele treino que seria incrivelmente difícil e pesado, em um treino leve para a mente e que faz todo sentindo para você. Mas claro que, vale ressaltar que para o físico, treinar para uma maratona nunca será tão fácil, visto que precisamos estar prontos para suportar uma grande distância.

Sabine: Tem alguma prova que você sonha em fazer?

Armando: Tenho três lugares que eu sonho em correr Maratonas: Buenos Aires, Paris e Tokyo. Me sinto ligado a Buenos Aires, pois foi lá onde fiquei noivo da minha companheira Fabiana e tivemos uma experiência, por mais que curta, incrível na cidade. Paris, porque em 2020 eu estava inscrito e, por conta da pandemia, não pude ir à França realizar este sonho. Tenho o sentimento de “ficou faltando” cumprir a Maratona por lá. E Tokyo, do outro lado do globo, me sinto com muita vontade de correr por influência da cultura do país e por tudo aquilo que acompanho sobre a história da prova.

Sabine: Qual prova mais te surpreendeu/te marcou até hoje?

Armando: A prova que mais me surpreendeu até hoje foi a ‘Media Del Mar’, prova em Cartagena, na Colômbia. Foi uma prova espetacular, onde toda a estrutura e as pessoas tinham uma energia única! Nunca, na minha vida, em todas as provas que eu fiz, vi pessoas tão alegres, felizes e dispostas a cumprir seu objetivo de prova de uma forma tão especial. Além disso, o lugar é lindo. A prova passa por todo centro histórico da cidade, além de passar próxima de navios e do exército. Os soldados vieram para as ruas apoiar os corredores assim como todos os moradores da cidade. Recomendo a todos que amam corrida, desfrutar dessa prova.

Sabine: Nas suas redes sociais você dá dicas de treinos e de uma forma muito bem-humorada fala de questões da corrida. O que te incentivou a fazer esses vídeos?

Armando: Alguns estudos dizem que nós aprendemos algo quando ensinado de forma significativa e que ocorra identificação com o assunto. Por muitas vezes, em diversos conteúdos, encontro a informação necessária, porém, me sinto um pouco desanimado com a forma que é transmitida o conteúdo. Prefiro então, utilizar do humor e de situações cotidianas para transmitir a informação e as dicas para os treinos e uma vida de melhor qualidade. Além disso, trazer humor para o treino é sempre positivo, pois, por muitas vezes, muitas pessoas treinam de forma triste e por obrigação.

Sabine: Como você encara treinar no inverno?

Armando: Procuro encarar da forma mais leve e simples possível. Deixo claro em minha mente: a chuva, o calor, a neve, meteoros, imprevistos ou qualquer outra situação não deixará que eu perca a minha vontade de correr.

Sabine: Prefere treinar na esteira ou nem pensa no frio, se agasalha e vai?

Armando: Eu realmente só utilizo a esteira em casos em que vejo que será mais seguro para mim e em ocasiões em que só terei aquela possibilidade de treinar. Por exemplo: chuva intensa, intervalo entre minhas aulas de Personal, incentivo ao aluno que quer treinar junto etc. Prefiro 100% treinar na rua, no parque ou em qualquer outro ambiente aberto.

Sabine: Que dicas você dá para quem não gosta de treinar em esteira, mas no inverno (frio ou chuva) acaba sendo uma boa aliada?

Armando: A minha dica principal para este tipo de situação é: deixe o ambiente, seu corpo, sua mente e todo o resto, o mais gostoso possível. Então se você gosta de ouvir uma música, assistir uma série, correr próximo a alguém, correr em uma academia específica… faça! Nem tudo precisa ser de um jeito que a gente ache difícil. Deixe aquilo “a sua cara” e faça do seu jeito.

Sabine: Já fez alguma prova com temperaturas bem baixas ou até abaixo de zero?

Armando: Ainda não tive a oportunidade de fazer uma prova em baixíssima temperatura, porém, nos três meses que tive a oportunidade de morar no interior da Irlanda, mantive minha rotina de treinos mesmo com o frio intenso. Eram toucas, luvas, blusas e meias para que pudéssemos treinar. Foi uma experiência única e que eu teria novamente.

Sabine: O que não pode faltar num treino/prova no frio?

Armando: O que não pode faltar, acima de tudo, é planejamento. Saber como irá se agasalhar, em que momento poderá deixar uma peça de roupa de lado, se vai para a largada agasalhado ou não, se seu corpo reage bem correndo com muita roupa e até mesmo se irá conseguir se manter em uma temperatura ideal correndo com pouca roupa. Já vi casos de pessoas que passaram muito frio na largada por estarem desagasalhadas e pessoas que ficaram com calor durante toda a prova porque acharam que iam passar frio e depois não quiserem descartar a peça de roupa. Mas cada indivíduo tem suas especificidades. Se estamos falando de um ambiente extremamente gelado, fará todo sentido largar aquecido e talvez descartar durante a prova. Porém, nada é regra. O que pode dar certo para um, pode dar errado para outro. O mais importante é treinar e se planejar diante da situação que virá enfrentar durante a prova.

Sabine: Quais as vantagens de treinar no frio?

Armando: A principal vantagem de treinar no frio é adaptar nosso corpo a um ambiente novo, quero dizer, isso se você vive, assim como eu, em um ambiente que na maioria das vezes está quente. Treinar no frio não irá gastar mais ou menos calorias. A diferença é que, por muitas vezes, as pessoas costumam fazer treinos mais “preguiçosos” quando o clima não está bom para elas, então assim, com certeza pode vir a gastar menos calorias.

Sabine: Que mensagem você deixa aos leitores da Runners Brasil?

Armando: “Correr é para todos. Corra da forma que mais lhe agrada. Deixe a corrida se conectar com o seu coração e com sua mente. Entenda que este esporte não é apenas físico. Se divirta, desfrute do percurso, das passadas, dos desafios e de tudo o que você quiser correndo. A corrida se tornará cada vez melhor se ela estiver sendo praticada do seu jeito. E tenho certeza, que sua vida se tornará cada vez melhor se estiver correndo.”

Por: Sabine Weiler

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Entrevista | Um bate-papo com a VEJA sobre propósito, inovação e o futuro da corrida de rua

A Runners Brasil conversou com Fernanda Almeida, gerente de comunicação LATAM da VEJA Brasil, sobre o lançamento do Condor 3 Advanced, nova collab da marca com a Jolie Foulée. Na entrevista, Fernanda fala sobre o processo de desenvolvimento, os materiais sustentáveis, a filosofia por trás da parceria e os próximos passos da VEJA no universo da corrida de rua.

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A VEJA, marca franco-brasileira conhecida por unir propósito, design e consciência ambiental, apresenta uma nova colaboração com o coletivo francês Jolie Foulée. A parceria dá origem ao Condor 3 Advanced, uma evolução da linha de running da marca que busca aliar tecnologia, sustentabilidade e performance, sem abrir mão do estilo e da leveza que marcam o DNA da VEJA.

Com detalhes em verde escuro, preto e rosa vibrante, o modelo simboliza o equilíbrio entre diversão e desempenho. Testado em mais de 10 mil quilômetros por atletas e corredores amadores, incluindo a equipe #untalentedrunners, o Condor 3 Advanced reforça o compromisso da VEJA com a inovação responsável.

Para entender mais sobre o desenvolvimento e o propósito por trás desse lançamento, conversamos com Fernanda Almeida, gerente de comunicação LATAM da VEJA Brasil, que compartilhou bastidores, aprendizados e a visão da marca sobre o universo da corrida de rua.

A VEJA já é reconhecida por unir propósito e estilo. Como foi trazer essa essência para um modelo que também entrega performance em corrida de rua, como o novo Condor 3 Advanced?

    R: O Condor 3 Advanced é resultado de um intenso processo de pesquisa e desenvolvimento. Ele representa a evolução de um modelo que sabíamos não responder como gostaríamos em corridas de performance. Desde o início, nosso objetivo foi criar um tênis que unisse o melhor desempenho possível ao maior uso de materiais de origem biológica.

    O desenvolvimento do Condor 3 envolveu uma ampla pesquisa de materiais, inúmeros testes em diferentes tipos de solo e a colaboração de atletas ao redor do mundo, para entendermos como estávamos evoluindo. Todo esse processo contou com a integração dos times de pesquisa e design, pois queríamos um produto que fosse ao mesmo tempo bonito e eficiente em performance.

    Estamos muito felizes com o resultado e com o reconhecimento dessa evolução: o Condor 3 Advanced foi premiado na ISPO 2023, a principal feira mundial de esportes e atividades ao ar livre.

    Essa é a segunda collab com a Jolie Foulée. O que mais inspira a VEJA nesse grupo de corredores franceses que valorizam o prazer de correr, sem se levar tão a sério?

    Justamente com o intuito de sentir a mudança através do movimento — seja ele qual for, da caminhada à corrida —, o importante é aproveitar a jornada.

    A Jolie Foulée compartilha desse mesmo espírito: o coletivo francês celebra o prazer de se mover, destacando a importância de correr de forma leve, divertida e autêntica.

    Fundado em 2013 por um grupo de amigos, o Jolie Foulée se tornou conhecido por sua abordagem descontraída da corrida, seu bom humor e seu apreço por uma boa cerveja após o esforço.

    Autoapelidados de “corredores sem talento”, eles valorizam o prazer e o companheirismo muito mais do que a simples performance esportiva.

    O Condor 3 Advanced passou por mais de 10 mil km de testes, inclusive na Amazônia. Que aprendizados esses testes trouxeram sobre o comportamento do tênis em diferentes condições e tipos de corrida?

    R: O Condor 3 Advanced nos mostrou que é possível termos um tênis que responde bem à performance, unindo materiais ecológicos, tecnologia e estilo. Ao mesmo tempo que o Condor 3 Advanced é uma resposta para quem gosta de correr, o modelo também é uma provocação para estarmos sempre atentos aos investimentos em pesquisa para que sigamos melhorando o uso de materiais biológicos e tecnologia.

    O design tem uma personalidade única — verde escuro, preto e toques em rosa vibrante. Como essas cores e detalhes traduzem o espírito leve e divertido dessa parceria?

    R: As cores são reflexos da construção da collab entre as equipes das duas marcas, que se veem contempladas nesta combinação alto astral como resultado final desta edição do Condor 3 Advanced. 

    A VEJA sempre teve um olhar forte para a sustentabilidade. Quais materiais sustentáveis estão presentes nesse modelo e como eles refletem o compromisso ambiental da marca?

    R: O tênis conta com cabedal em malha Ketten Engineered Mesh de poliéster reciclado, além de cadarços e palmilha também em poliéster reciclado. A sola é de borracha amazônica e a entressola utiliza EVA (Etileno-Vinil-Acetato).

    Possui ainda a Dynamic Plate, uma placa de EVA rígida de origem biológica (95%, sendo 76% proveniente da cana-de-açúcar), que proporciona estabilidade e resposta durante a corrida. Para maior durabilidade e suporte, o modelo conta também com painéis em poliuretano termoplástico (TPU).

    Com a nova Dynamic Plate e a leveza de apenas 276 gramas, o Condor 3 Advanced combina tecnologia e conforto. Como a VEJA busca equilibrar inovação técnica e estética consciente?

    Trabalhamos com materiais de origem biológica, que unem performance, durabilidade e leveza, sem abrir mão do design. Estamos atentos às novidades e tendências do mercado, trazendo soluções que aprimoram a experiência do corredor. Ao mesmo tempo, mantemos um olhar cuidadoso sobre estética, sem deixar de expressar nossa identidade. Esses princípios também guiam o desenvolvimento de novas collabs que tenham compromissos alinhados aos da VEJA.

    O mercado de corrida de rua cresce a cada ano no Brasil. Como a VEJA enxerga esse movimento e o papel da marca dentro desse universo que mistura saúde, comunidade e estilo de vida?

    R: Nós queremos estar por perto, fortalecendo o senso de comunidade que a corrida proporciona. Esse movimento está em constante crescimento — cada vez mais pessoas se abrem para essa experiência — e reconhecemos que, embora nosso tênis ainda não seja de altíssima performance, ele cumpre muito bem o papel de acompanhar corridas de rua, que refletem o verdadeiro espírito da VEJA: acolher pessoas e promover bem-estar.

    Temos também o Shift Run, um projeto global da VEJA que comunica exatamente essa ideia. A iniciativa busca se aproximar das pessoas por meio do movimento — seja ele qual for — e acontece mensalmente em nossas lojas, oferecendo experiências ligadas à corrida e incentivando um estilo de vida mais saudável.

    Muitos corredores dizem que a corrida é tão mental quanto física. De que forma o espírito “corra pelo prazer, não apenas pela linha de chegada” — tão presente na Jolie Foulée — conversa com os valores da VEJA?

    R: Nós prezamos pelo prazer e bem-estar das pessoas e aí estamos falando de quem corre também, sem a preocupação com tempo ou meta, apenas pela curtição do movimento social e de autocuidado. Simplesmente pelo prazer de correr e estar com pessoas que compartilham desses mesmos sentimentos.

    Além da performance, o Condor 3 Advanced traz uma proposta de versatilidade. Para quais tipos de corrida ou momentos vocês recomendam esse modelo — do treino diário à vida urbana?

    R: Temos escutado muito que o Condor 3 Advanced é o tênis  perfeito para uma  viagem, que pode ser usado tanto para eventos , passeios e é o companheiro de corridas de quem as pratica, justamente pela versatilidade e pela estética, ele cumpre todas essas funções.  Eu particularmente adoro o modelo pois é super confortável e versátil para o dia a dia e para correr.

    O que podemos esperar da VEJA no futuro da corrida? Há planos de expandir essa linha running e continuar conectando propósito, performance e estilo?

    R:  A VEJA está sempre atenta às novas tecnologias e em constante busca por aprimorar seus produtos — seja por meio da inovação em materiais, processos ou design funcional.

    Por utilizarmos matérias-primas de base biológica, nossas pesquisas de desenvolvimento são extensas e muitas vezes fogem do convencional, exigindo mais tempo para alcançar resultados que atendam ao nosso padrão de qualidade.

    Apostamos fortemente na linha de performance e, por isso, há novidades incríveis a caminho para fortalecer ainda mais essa categoria. Podem esperar também por novas colaborações e parcerias que reforçam nosso compromisso com a performance, a responsabilidade socioambiental e o estilo.

    Mais do que um novo tênis, o Condor 3 Advanced representa um passo adiante na jornada da VEJA rumo a um futuro em que performance e sustentabilidade caminham lado a lado.
    Com sua estética moderna, leveza e consciência ambiental, o modelo reafirma que é possível correr com propósito — celebrando o prazer do movimento, a conexão com a natureza e a busca por bem-estar coletivo.

    Disponível no site oficial da marca e na loja da VEJA em São Paulo, o novo Condor 3 Advanced chega para inspirar uma nova geração de corredores a correr não apenas por resultados, mas pelo simples prazer de se mover.

    Fernanda Almeida, gerente de comunicação LATAM da VEJA Brasil

    Por: Pablo Mateus – CEO Runners Brasil

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    Entrevista Doutor Corrida

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    “Aproveitar a jornada com qualidade e alegria é primordial”. Doutor Corrida, como o próprio nome nas redes sociais já diz, é médico ultrassonografista, corredor e um viajante incansável. Em seis anos entre trilhas e asfaltos, Adriano Gomes Muniz Pereira, coleciona uma jornada apaixonante e admirável pelo mundo e vive cada corrida com uma intensidade única.  Só em 2023, enfrentou a incrível marca de 29 provas entre maratonas e ultramaratonas, e começa o ano em busca de mais conquistas e novas experiências por paisagens de tirar o fôlego. Adriano também é criador de conteúdo, e leva às redes sociais, cada nova descoberta, seus treinos, dicas para os amantes do esporte e notícias do mundo da corrida. Sua comunidade nas redes sociais já ultrapassa 120 mil pessoas, entre instagram e Youtube. Mas como se recuperar diante de uma vida tão corrida em meio a uma rotina pesada no trabalho? É o que o pernambucano conta à Runners Brasil, em uma entrevista cheia de inspiração e motivação.

    Sabine Weiler: Corrida para você, é sinônimo de longas distâncias. Qual foi o momento da sua vida de atleta que decidiu correr maratonas e ultramaratonas?

    Doutor Corrida: No início comecei a participar das provas mais curtas como 10km. Sempre associei o prazer de correr em dois aspectos: o “curtir o caminho”, conhecer as paisagens e lugares em que estou correndo e o “superar um desafio”. Com o tempo notei que as longas distâncias me entregavam uma maior variedade de caminhos para curtir, e um desafio mais difícil, consequentemente um sentimento de superação maior. As longas distâncias acabam potencializando os fatores que me dão prazer na corrida.

    Sabine: Como você escolhe as suas provas? 

    Doutor Corrida: Hoje em dia faço uma mescla de provas que gosto e quero correr, outras que não conheço, mas sou convidado e tenho boas referências dos amigos da corrida, e aquelas em que acho que apresentar a experiência será positivo para meus seguidores. Apesar de ser um corredor que gosta muito de correr em trilhas, acabo correndo muito provas de asfalto também. Costumo diversificar as experiências na corrida.

    Sabine: Você viaja o mundo com a corrida! Como planeja cada prova no seu calendário?

    Doutor Corrida: Apesar de algumas pessoas acharem que saio empilhando provas sem critérios, geralmente escolho três ou quatro provas alvo no ano e vou adaptando as outras para entrarem como ferramentas na preparação para essas provas. Não corro as provas sempre buscando performance, em 2023 foram 09 maratonas e 16 ultras, então é humanamente impossível performar em todas, cada uma tem o jeito correto de gerenciar segundo meus objetivos principais.

    Sabine: Como é a sua rotina quando não está viajando? Como concilia o trabalho com os treinos?

    Doutor Corrida: Sou médico e, ao contrário do que alguns pensam, não vivo só de correr, tenho uma rotina bem pesada, e para fazer o volume de treinos necessário, tenho que treinar antes do trabalho e a noite quando chego em casa. Treino dois períodos de segunda a quinta, descanso sexta, e sábados ou domingos tenho longos ou provas.

    Sabine: Como você se recupera de uma corrida? Faz algum intervalo mais longo no pós-prova?

    Doutor Corrida: Como as corridas são muito próximas uma da outra, faço uma recuperação ativa, onde diminuo o volume, e trabalho com massagens e regenerativos. Acaba não sendo muito complicado, pois tenho um corpo adaptado a esse ritmo e que considero de rápida regeneração. Ser médico ajuda muito por saber conhecer os diversos sinais corporais e, apesar de conhecer as opções de medicamentos, raramente recorro a algum deles.

    Sabine: O que considera mais importante para que o corpo se recupere de uma prova de longa distância?

    Doutor Corrida: Saber reconhecer os sinais e atuar naquilo que o corpo te apresenta. Reconhecer quando existe uma simples dor pós-atividade ou algo que pode evoluir para uma lesão, saber a hora certa de exigir dele após um estímulo mais intenso. Saber dialogar com ele.

    Sabine: Qual foi a prova mais longa que você fez e descreva como foi o processo do pós-prova já pensando no próximo objetivo!

    Doutor Corrida: A maior distância foi de 250km, porém foi dividido em quatro dias, o que facilitou o processo de recuperação. O desafio era uma ultra de 55km na semana seguinte que acabei fazendo com cautela e deu tudo certo. Já tive provas de montanha com mais de 30 horas de duração e geralmente uma semana seguinte de recuperação e treinos leves já funcionam para mim.

    Sabine: Você suplementa? Que tipos de suplementos usa para ajudar na recuperação muscular? 

    Doutor Corrida: Considero que o melhor suplemento é disparadamente uma boa alimentação. Tento focar nisso na etapa pós-prova e realmente acho que faz diferença na recuperação. Algumas pessoas acabam querendo extravasar na alimentação nesse período e isso não é bom.  Suplementos que uso no dia a dia incluem Creatina, beta alanina, glucosamina e condroitina. Mas sou reticente ao indicar o que uso para todos. Acho que cada caso é um caso e o melhor é que o atleta converse com um profissional de nutrição para avaliar bem suas necessidades.

    Sabine: Usa algum tipo de tecnologia para se recuperar dos treinos diários ou de uma prova longa para iniciar um novo ciclo de treinamento?

    Doutor Corrida: Único aparelho é uma pistola de massagem. Já usei botas de compressão pneumática, mas não uso rotineiramente.

    Sabine: É adepto a algum tipo de alimentação que o ajuda nos treinos e na regeneração? 

    Doutor Corrida: Já fui o tipo de corredor que não ligava muito para a alimentação. Mas com o tempo realmente percebi que isso é um dos aspectos que mais faz diferença na vida do corredor. Uma alimentação balanceada e bem estruturada realmente funciona muito bem na performance e na regeneração do corredor, especialmente no que se diz a retirar os ultraprocessados e evitar o abuso de carboidratos, gorduras ruins e bebidas alcoólicas.

    Sabine: Em algum momento da sua vida de atleta, você teve que parar algum treino ou até mesmo uma prova, e depois percebeu que não estava recuperado totalmente para voltar a correr? Se sim, como foi esse processo?

    Doutor Corrida: Geralmente não costumo interromper treinos, apenas se sentir que há algum risco de lesão ou que está muito improdutivo. Prova só abandonei por trauma do joelho que bateu em uma rocha durante a corrida. No momento que algo assim acontece, tem que se avaliar os sinais que o corpo entrega e trabalhar bem na recuperação, ser profissional da saúde é fundamental para mim nesses momentos.

    Sabine: Quais são suas metas para 2024 na corrida? Vem alguma prova inusitada, ousada?

    Doutor Corrida: Trilheiro que sou, estou trabalhando para chegar a UTMB, que considero o mais alto patamar de minha categoria. Penso que a UTMB está para o trilheiro, como a Maratona de Boston está para o corredor do asfalto. Faço questão de perseguir esse sonho e mostrar a todos que também o tem, que ele é perfeitamente possível para um corredor amador, que tem uma vida normal, trabalha e tem boletos a pagar.

    Sabine: O que te motiva a percorrer o mundo com a corrida? Você procura fazer provas que não existem no Brasil? 

    Doutor Corrida: Adoro viajar, viver experiências e culturas diferentes, e adoro correr. Por que não unir tudo isso? Geralmente tento correr entre duas e quatro provas internacionais por ano. Sei que é difícil para a maioria das pessoas, mas também sei que se programando e trabalhando nesse sonho, às vezes se consegue viver essa experiência.

    Sabine: No seu Instagram você divulga seus treinos, provas e traz conteúdos que incentivam a corrida e curiosidades! Como você formou a sua comunidade que já chega a 100 mil seguidores? 

    Doutor Corrida: Acho que o principal é criar um conteúdo não focado só no que eu faço. Correr mais de 20 provas grandes em um ano não é o que o corredor normal vai fazer, certamente é uma realidade de poucos. Se só foco apenas nisso, qual o ganho real para o corredor normal? Na verdade, faço um conteúdo para todos, um corredor de trilha vai encontrar dicas para a trilha, um de asfalto vai encontrar dicas para o asfalto, aquele que precisa de uma palavra de estímulo vai encontrar essa palavra e até quem quer só se divertir e ver um meme de corrida vai achar um conteúdo para si também. Essa diversidade que atrai tantas pessoas para o meu perfil.

    Sabine: A sua Bio do Instagram traz a frase “O maior desafio é superar o medo de falhar!” Como lidar e enfrentar isso?

    Doutor Corrida: Muitos pensam que as maiores dificuldades são encontradas na prova em si, naquele momento em que podemos falhar ou não. Mas o momento em que superamos o medo de falhar acontece muito antes da prova em si: é no instante que mesmo podendo falhar, tomamos a decisão de lutar arduamente para superar todos os desafios! Essa é a hora chave da vitória – mesmo sabendo que pode dar errado, nos levantamos e partimos para o combate, nos inscrevemos na prova e iniciamos os treinos.

    Sabine: Qual recado você deixa aos leitores da Runners Brasil?

    Doutor Corrida: Muitos consideram a corrida como um esporte de competição, buscam sempre dar o melhor e conquistar os seus objetivos – e nada mal ter esses pensamentos. Mas meu conselho é: pensem na corrida como uma ferramenta de saúde e felicidade. Aproveitar a jornada com qualidade e alegria é primordial, o restante virá naturalmente.

    Por: Sabine Weiler

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    Uma Odisséia Brasileira: Pedro Luiz Cianfarani na Barkley Marathon

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    Na busca por desafios extremos, poucos eventos se comparam à lendária Barkley Marathon. Este ultramaratonista brasileiro, Pedro Luiz Cianfarani, alcançou um feito notável ao se tornar o segundo brasileiro a se qualificar para essa corrida mítica, depois de seis anos de determinação incansável. Neste Q&A exclusivo, Pedro compartilha sua jornada, revela os desafios enfrentados, e oferece insights valiosos sobre como ele está se preparando mentalmente e fisicamente para enfrentar os terrenos difíceis e condições imprevisíveis da Barkley Marathon. Vamos mergulhar nas profundezas deste desafio extraordinário e conhecer a mentalidade por trás dessa busca épica.

    Runners Brasil: Como você se sente sendo o segundo brasileiro a se qualificar para a Barkley Marathon depois de seis anos de tentativas?

    Pedro Luiz Cianfarani: Um sonho realizado!!! Quando comentei com um amigo escutei muito que seria quase impossível, mas provei que não era impossível, difícil sim, não impossível. 

    RB: Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao longo desses seis anos para alcançar a qualificação para a Barkley Marathon?

    PL: Eu comentei que este desafio começa para conseguir ser chamado, pois como não tem um site ou app para fazer a inscrição tudo fica mais difícil e você precisa descobrir como ser convocado.

    RB: Como foi o processo de seleção e qualificação para a Barkley Marathon? Quais critérios você teve que atender para se qualificar?

    PL: Esta pergunta fica difícil responder por ética ao desafio, nem o dia da competição posso falar, são coisas que é pedido no único canal de informação da prova no Facebook que também é um grupo restrito. Esta competição é única por isso mesmo, pelo mistério que ela envolve.

    RB: A Barkley Marathon é conhecida por seu terreno extremamente desafiador e condições climáticas imprevisíveis. Como você está se preparando fisicamente e mentalmente para enfrentar esses desafios?

    PL: Sei que tudo neste desafio é feito para não completarmos e lutaremos o tempo todo contra. Já estou acostumado com desafios extremos onde levamos o corpo ao limite e mesmo assim sei que nada se compara. Tenho uma equipe de profissionais ao meu lado preciso aprimorar minha navegação com mapa e já estou contatando um profissional para me auxiliar. Minha equipe é coordenada pelo meu irmão que é um profissional de educação física com muitos anos de experiência. 

    RB: A navegação é fundamental na Barkley, já que não há sinalização clara. Como você está se preparando para a parte de orientação da corrida?

    PL: Como disse anteriormente, já contatei um profissional para me auxiliar com navegação por mapa e irei intensificar meus treinos de Trail e força. 

    RB: O limite de tempo da Barkley é notoriamente difícil, com apenas 60 horas para completar as cinco voltas. Como você está planejando gerenciar seu tempo e energia ao longo da corrida?

    PL: Já estou me programando no tempo de 12 horas por volta.

    RB: O criador da Barkley, Gary “Lazarus Lake” Cantrell, é uma figura misteriosa e excêntrica. Você teve a oportunidade de interagir com ele? Se sim, que conselhos ou insights ele compartilhou?

    PL: Já troquei muitos e-mails com ele principalmente quando me classifiquei para o mundial de Backyard (Resta 1), prova idealizada também por ele e que infelizmente não fui devido a pandemia. Quanto a conselhos ele fala muito pouco sobre a prova e conseguimos as dicas e conselhos pelos veteranos no Grupo do Google e Facebook.

    Fotos: Arquivo Pedro Luiz

    RB: Qual é a sua maior motivação para enfrentar a Barkley Marathon, considerada uma das corridas mais difíceis do mundo?

    PL: A participação nesta icônica corrida irá coroar minha trajetória no mundo das ultramaratonas, já fiz as mais difíceis ultramaratonas no Brasil e no Mundo sempre sonhei com esta que seria a cereja do bolo, uma cereja um pouco amarga eu sei rsrsrs 

    RB: Você tem algum plano de estratégia específico para a Barkley Marathon, ou está aberto a improvisar à medida que a corrida se desenrola?

    PL: Irei com uma estratégia, mas tudo poderá mudar conforme a corrida vai acontecendo. Um veterano de 6 participação na Barkley estará comigo para me ajudar no planejamento.

    RB: Como você espera que sua experiência na Barkley Marathon influencie seu futuro como corredor de ultramaratona e seus objetivos no esporte?

    Quero abrir as portas da Barkley para os Ultramaratonistas do Brasil e América Latina, sei que temos muitos ultramaratonistas de nível muito alto que se sairia muito bem.

    Pedro Luiz Cianfarani
    Nascido em 21 de abril de 1968 em São Caetano do Sul mudando para São Bernardo do Campo após o casamento em setembro de 1989.

    Início nas corridas de rua em dezembro de 1998 na corrida de Natal no Ibirapuera e no mundo da Ultramaratona em 2006 em uma corrida de 6 horas organizada pelo Carlos Dias. Deste dia até hoje foram inúmeras provas de longa distância, 100 km, 50 km, 50 milhas, 12, 24 e 48 horas e provas como Brazil 135, Uai, 300 o desafio, Badwater 135, LLAJTAY BACKYARD ULTRA e outras.

    Principais provas

    Brazil 135 (217 a 260 Km pelo Caminho da Fé)- 12 participações e conclusões com melhor tempo de 35 horas / 300 o Desafio/RMR (300km pela Estrada Real) – 3 participações e conclusão – 3º , 4º e 5ª colocação / Badwater 135 (217km no Vale da morte) – concluída em 2018 / LLAJTAY Backyard Bolívia 2019 e 2023 (resta 1) – 2º colocado em 2019 – Com este resultado conseguido na Backyard Bolívia me garantiu uma vaga no mundial no Tennessee (EUA) que infelizmente não participei devido as restrições impostas pelos EUA devido a pandemia em fechar as fronteiras / 48 horas Internacional da Mantiqueira – 316 km – 2º colocado e 19º ranking mundial em 2018 /24 horas – foram muitas pelo Brasil (SP, RJ e Paraná)

    Por: Pablo Mateus

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