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Durabilidade e o motivo de você “quebrar” em uma prova

19/05/2022 | De Alex Tomé

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Durabilidade e o motivo de você “quebrar” em uma prova

O resultado de uma prova é dependente de várias coisas que acontecem, desde o momento que você faz o planejamento, passando pelo treinamento, período de polimento e dia da prova. Pode ser influenciado pela alimentação, hidratação, temperatura, altitude, sono e até seu estado mental e emocional.

Nesta matéria, porém, vamos isolar alguns fatores e falar de maneira bem específica sobre durabilidade, um conceito extremamente importante que vem ganhando relevância entre os que estudam esportes de endurance.

Durabilidade pode ser definido como “deterioração de características fisiológicas ao longo do tempo em exercícios prolongados”.

Um exemplo para explicar durabilidade é o que acontece quando você corre uma meia ou maratona: no início da prova você está motivado e descansado, então é fácil correr no ritmo desejado. Porém, no final da prova, mesmo que o ritmo seja o mesmo, você sente dores e tem dificuldade para continuar no mesmo pace. Uma das explicações para isso é exatamente a definição de durabilidade: “deterioração de características fisiológicas ao longo do tempo em exercícios prolongados”.

Podemos dividir o esforço em uma prova em duas coisas: carga externa (pace) e carga interna (frequência cardíaca)*. Esses nomes (carga interna e externa) são questionados, mas vamos usá-los para facilitar o entendimento.

Diferenciar essas duas coisas é importante, já que elas atuam de forma diferente em uma prova. Afinal, você pode manter seu pace (carga externa) até o final da prova, mesmo que sua frequência cardíaca (carga interna) continue subindo.

Essa dissociação entre carga interna e externa tende a ser menor quanto melhor for o atleta. Ou seja, quanto mais rápido você for, menor será a diferença de variação entre seu pace e frequência cardíaca.

*Carga interna não é apenas a frequência cardíaca, nesse post usaremos isso pois fica mais fácil de mensurar a variação.

Em um estudo recente, de 2022, os autores analisaram mais de 82mil corredores amadores de maratona para entender em que ponto da prova acontecia a maior dissociação, ou seja, em que momento o corpo dos atletas começou a fazer mais esforço, e mesmo assim os atletas ficaram mais lentos. Alguns achados interessantes:

– Na maioria dos casos, a dissociação começa a partir dos 25km;

– Mulheres tendem a ter melhor durabilidade, tendo a dissociação depois dos homens;

– Corredores que tiveram menor dissociação conseguiram correr em ritmo mais próximo da sua velocidade crítica, e tiveram melhores resultados.

Por que isso é importante?

Entender sobre durabilidade é importante, afinal, é isso que vai determinar se você vai “quebrar” e em que momento isso vai acontecer.

Saber diferenciar carga externa de carga interna também pode te ajudar a tomar uma decisão importante dentro de uma prova.

Para finalizar, um exemplo e uma pergunta: imagine que você está no km 25 de uma maratona e consegue manter o pace, mas vê sua frequência cardíaca aumentando, assim como seu esforço para seguir no ritmo. A pergunta:

Você continua no mesmo pace e arrisca maior dissociação e quebra na parte final da prova ou já se adianta e diminui o ritmo para garantir menor dissociação/quebra?

Esse gráfico é da minha última maratona, menos de 30 dias atrás, e mostra claramente onde houve uma dissociação entre frequência cardíaca (em vermelho) e pace (linha azul).

Perceba que frequência cardíaca e pace estão constantes até o 2:55h de prova (primeira flecha). A partir daí, começa a dissociação, que aumenta de maneira progressiva até chegar no seu pico (segunda flecha).

Alex Tomé – Treinador

@tome.alex

Sobre o autor

Alex Tomé

Treinador

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