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Campeão olímpico, Bruno Schmidt planeja parar no meio da Dez Milhas para abraçar os filhos

19/09/2026 | De Runners Brasil

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Campeão olímpico, Bruno Schmidt planeja parar no meio da Dez Milhas para abraçar os filhos

A grande maioria dos 20 mil corredores inscritos na 35ª Dez Milhas Garoto pretende completar os 16,1 km entre Vitória e Vila Velha sem parar. Bruno Schmidt, não. O campeão olímpico do vôlei de praia na Rio 2016 está programando um pit stop especial no dia 27 de setembro: encontrar a mulher e os filhos gêmeos, de pouco mais de um ano, para um abraço antes de seguir até a chegada.

“Vou combinar com a minha esposa de, em determinado ponto, saber que eles vão estar ali. Vou passar correndo e parar para dar um abracinho rápido. Acho que eles vão curtir, e eu mais ainda”, conta Bruno, morador de Vila Velha.

Um namoro antigo com a prova

A relação dele com a corrida capixaba vem de longe. “Sempre tive um namoro bem grande com a Dez Milhas Garoto. Cresci vendo o pessoal correr, mas enquanto competia no vôlei de praia, só ficava olhando. Na época de atleta, eu evitava ao máximo correr em piso duro em função do desgaste com os saltos na areia. Assim que parei de jogar, marquei de participar”, relembra.

A estreia foi em 2023, com 1h10min. “Corri superbem. E embora tenha corrido sem cobrança, curtindo o percurso, ainda trazia o bom condicionamento físico. Agora é outra história”, brinca. E arremata: “Acho inadmissível uma pessoa morar aqui no Espírito Santo e não participar da Dez Milhas”.

Do trabalho ao prazer

Hoje advogado, Bruno divide o tempo entre o trabalho, os cuidados com as crianças e as atividades que consegue encaixar na semana, entre corrida, academia e pedal. O objetivo mudou: não é mais performance, e sim saúde.

“Antigamente era meu trabalho, com muita cobrança, busca por resultados, uma coisa não tão prazerosa como as pessoas acham que é. Hoje em dia é um prazer, por exemplo, no final de semana, ver o calçadão aqui do Espírito Santo lotado e me integrar à galera”, diz. “Não tenho essa obrigação de treinar todo dia como tinha antigamente, mas sempre tento colocar duas vezes na semana uma corridinha, uma academia.”

O conselho de quem já subiu ao pódio olímpico

Para quem larga ao lado dele, a mensagem começa pela preparação e passa pelo respeito aos próprios limites. “A prova é sempre dividida entre as pessoas que vão competir, fazer tempo, e as pessoas que participam para confraternizar e sentir a endorfina. Eu faço parte desse segundo grupo, então o principal é não extrapolar nada ou querer bater recordes se você não está preparado para isso”, afirma. “Vou aproveitar cada metro, cada milha.”

Fontes das imagens

Foto: Arquivo pessoal

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