Correr para ser leve?
A corrida sempre foi um convite à liberdade. Para muitas mulheres, é o momento de respirar, organizar a mente e se conectar consigo mesmas. Mas, silenciosamente, a estética tem ocupado o espaço que deveria ser da saúde. O ideal do “corpo leve” — mais seco, mais rápido, mais definido — transformou a corrida em território de cobrança velada.
No Instagram, corpos eficientes.
Na rotina, cansaço constante.
Nos treinos, disciplina.
Nos exames, deficiências.
Essa desconexão não é coincidência. É sintoma.
Cada vez mais corredoras treinam em déficit calórico, restringem carboidratos e normalizam sinais importantes: perda de ciclo, falta de fome, lesões repetidas, sensação de “pernas pesadas”. Esses sintomas apontam para um problema crescente: a síndrome RED-S (Relative Energy Deficiency in Sport), caracterizada pelo gasto energético maior do que a ingestão — algo comum em quem treina forte e come pouco.
A American College of Sports Medicine estima que até 60% das corredoras apresentam baixa disponibilidade energética, muitas sem perceber. RED-S não afeta apenas o rendimento: compromete hormônios, imunidade, densidade óssea, humor e recuperação muscular. E quando o ciclo menstrual falha, o alerta é máximo. Perder a menstruação por exercício não é normal — é sinal de estresse fisiológico.
- Mountain Do volta a Ushuaia em 2027 para corrida com neve e baixas temperaturas
- Mountain Do abre inscrições para etapa Colônia do Sacramento, no Uruguai, em março de 2027
- Projeto State Grid de Braços Abertos realiza corrida gratuita no Rio de Janeiro
- Granado promove a segunda edição da Corridinha Granado Bebê na Lagoa e reúne mais de 600 crianças
- Desafio Energia Petrobras propõe uma nova maneira de vivenciar o Rio de Janeiro de bicicleta
Fontes das imagens
Crédito: Divulgação
