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A dor anterior no joelho: A lesão mais comum do corredor

05/12/2022 | De Felippe Ribeiro

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A dor anterior no joelho: A lesão mais comum do corredor
RUNNERS, hoje é a nossa última matéria de uma série de 5, sobre as lesões mais comuns de vocês, corredores. O intuito aqui é ser bem direto, resumindo as evidências para as lesões mais comuns e tentarei entrar o menos possível no nível técnico e detalhes específicos, trazendo assim uma fácil leitura e aplicabilidade. Hoje falaremos da Dor Anterior do joelho, a mais comum lesão articular dos corredores, por isso será uma coluna mais longa. Sabe aquela dor na região da frente do seu joelho? Pode ser acima da patela, pode ser em uma região que abrange o joelho todo, ou um pouco mais para o lado de dentro do seu joelho próximo a sua patela? Ou para alguns uma dor atrás da patela! Sim, você pode estar com a dor anterior do joelho. Essa lesão segundo alguns trabalhos fazem parte de aproximadamente 40 a 50% das lesões em corredores, sendo a 1º lesão mais comum articular em corredores. Existem várias nomenclaturas para ela, como DFP, Disfunção Femoro Patelar, Disfunção Patelo Femoral, Dor Patelo femoral e também é sinônimo de se falar “eu tenho Condromalacea” eu tenho “Condropatia” grau 1 ou 2, que seria o nome dado para doenças que geram os sintomas de dor anterior no joelho. Para ficar didático, colocaremos todas no mesmo balaio. No meu dia também é a lesão mais comum que atendo em corredores, e na maioria dos casos há uma boa evolução quando se identifica os multifatores dessa lesão em pacientes do grupo de modelo mecânico, que explicaremos o que é a seguir. E o que dizem as evidências? Atualmente existem dois modelos para entendermos essa lesão, UM MECÂNICO e NÃO MECÂNICO. Para ser mais claro há o modelo em que esse sintoma tem mais participação de alterações mecânicas e de sobrecarga, e no outro modelo, o não mecânico, que está mais ligado a alterações não físicas e sim psicossociais, alterações do nosso sistema central e periférico, que também pode estar presentes nos casos crônicos dessa doença ou somado as alterações mecânicas. Sim isso é muito comum! Importante salientar que em corredores a incidência é alta, porem nas atividades de academia, crossfit, levantamento de peso entre outras ela também aparece com frequência, porém vamos nos ater a vocês, meus caros leitores e corredores. Falaremos aqui do modelo mecânico, aonde os trabalhos evidenciam que devemos ter um olhar diretamente para os exercícios gerais, e olhar com um pouco mais de carinho para os exercícios do complexo do joelho e do quadril e a não menos importante, EDUCAÇÃO. A prioridade no tratamento serão os músculos da coxa, sendo o quadríceps nosso principal ator, podemos e gosto muito de realizar o fortalecimento em angulação de menor sobrecarga patelar, sendo o ângulo de 90º a 60º na mesa extensora uma angulação protetiva muito benvinda, no Leg Press e agachamentos 0º a 70º também traz uma angulação de menor sobrecarga. Os músculos do quadril, Gl. Médio e Gl. Máximo também tem boa indicação. Trabalhos atuais também têm mostrado bons resultados fortalecendo também adutores e flexores de joelho, me parecendo que o exercício físico como um todo, trará sempre benefícios diversos a esses pacientes. A bicicleta com uma boa angulação dos joelhos e a piscina poderá ser usada de forma aeróbica no complemento do trabalho. Na corrida, normalmente a descida causa maior sobrecarga e dor, agachamentos profundos, subir escada, o famoso sinal do cinema (muito tempo sentado em uma mesma posição) e o tão discutido Valgo Dinâmico (seu joelho entrar para dentro durante a corrida) podem estar presentes também em nesses pacientes. A educação vem muito forte com ótimos resultados para esses pacientes, e se mostram muito eficazes. Aqui a educação entra, por exemplo, em modificar a demanda de treino, aumentando a frequência e diminuindo a volume, em escutar o próprio corpo, atenção para as dores, diminuir corridas em declives, escadas, controlar velocidade e todas as orientações nesse sentido, focado em dosagem, descanso e modificações de tarefas que aumentem a sobrecarga. Acreditem isso é muito válido e é tão bom quanto os exercícios, COMPROVADAMENTE! Para finalizar, o retreinamento da biomecânica tem alguns resultados animadores, fazendo uma mudança da pisada, ou inclinando o tronco ou aumentando a cadência poderá ser um bom complemento para esses pacientes durante a corrida, lembrando que cada alteração biomecânica tem suas respectivas mudanças de sobrecarga e devem ser trabalhadas previamente conforme já discutimos na coluna de retreinamento numero 9 e 10 e que estão site da RUNNERS BRASIL. Vou ficando por aqui, espero ter sido objetivo e que ajude vocês a entenderem um pouco mais dessa lesão, e das outras 4 que falamos anteriormente. Procure sempre um profissional gabaritado para te atender. Se você quer saber mais, não percam as nossas próximas colunas Até Mais RUNNERS.
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Fontes das imagens

Crédito: Divulgação

Sobre o autor

Felippe Ribeiro

Fisioterapueta | Empreendedor

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