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É prata da casa

01/10/2022 | De Pedro Rodrigues

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É prata da casa

Na minha trajetória profissional, até agora, atuei em empresas multinacionais americanas e europeias e um fato em comum é que; a alta diretoria sempre vinha do país de origem da empresa, e nós colaboradores “mortais” sempre os víamos com bons olhos, admirados por acreditarmos que “eles” eram mais capazes do que nós, os brasileiros.

Nos esforçamos para falar a língua deles, quando na real deveria ser o contrário: “no meu país você fala a minha língua”, mas isso daria um grande debate, que não é o caso nessa pauta.

Felizmente, o avanço da educação, (ainda que não estejamos tão avançados, quando se trata da população com menor renda), a tecnologia da informação e o mundo globalizado, transformaram esse cenário e com isso; cada vez mais brasileiros assumem as operações das empresas “de fora”, e são destaque de gestão, reconhecidos pelo mercado. É só ver as listas da Revista Forbes e notar os brasileiros e brasileiras que são destaque pelo mundo a fora.

Enfim, ainda temos na nossa cultura o vício de valorizar tudo o que é de fora, e desprezar o que é do nosso país.  Marcas de roupas, bebidas, produções cinematográficas, a música, comida, ou seja, se é importado é melhor, ainda que essa afirmação tenha um fundo de verdade, temos muito a valorizar e prestigiar em nosso território.

Isso também acontece no mundo do esporte, no nosso caso a Corrida, embora o Quênia seja uma indústria de criação de corredores de alta performance e batedores de Records, como Eliud Kipchoge que em 2018 completou a maratona de Berlim em 2:01:39.  Mas ainda assim não podemos deixar de valorizar os nossos atletas brasileiros, que diante do baixo investimento e patrocínio estão sempre marcando presença e sendo destaque em suas modalidades.

Em nossa vida como profissionais, assim como corredores e corredoras de rua, devemos sempre ter alguém que nos inspire, que nos leve a sonhar e a por em prática aquilo que esta dando certo para eles, sem ficar se comparando, mas sim com o foco de chegar “naquele nível”, porém muitas vezes essa inspiração está tão lá “no topo”, que com o tempo acabamos por nos desanimar, já que a distância parece ser tão longa.  Sendo assim, uma boa estratégia para que a sua inspiração te transforme dia a dia, ainda que 1% melhor do que ontem, é começar a enxergar e admirar os feitos daqueles que estão ao nosso lado, como diz o ditado popular, “as pratas da casa”

Sobre o autor

Pedro Rodrigues

Essa experiência me trouxe uma reflexão importante: a corrida, assim como a carreira, não é linear. Há fases de evolução, platôs, quedas e retomadas. O que precisamos aprender é a respeitar o momento, cuidar do nosso coração e entender que cada etapa tem seu valor.

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