Maratonista Brasileiro Daniel Nascimento testa Positivo em Antidoping e está fora das Olimpíadas
O maratonista brasileiro Daniel do Nascimento, conhecido como “Danielzinho”, foi suspenso provisoriamente e não competirá nas Olimpíadas de Paris 2024 após testar positivo para substâncias proibidas em um exame antidoping. A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) realizou um teste surpresa em 4 de julho, no qual foram detectados os esteroides anabolizantes Drostanolona, Metenolona e Noretiocolanolona no material biológico do atleta. Essas substâncias, pertencentes ao grupo S1 de esteroides anabolizantes não especificados, podem resultar em uma suspensão de até quatro anos.
Danielzinho, que possui o recorde sul-americano de maratona com a marca de 2h04min51s, fazia parte do grupo alvo da World Athletics e era uma das esperanças brasileiras para a maratona masculina em Paris. A descoberta do doping representa um duro golpe para o atletismo brasileiro, que vê um de seus principais talentos afastado das competições.
A situação de Daniel é ainda mais complicada devido ao envolvimento de sua namorada, a maratonista Graziele Zarri, em um escândalo de doping no Quênia. Graziele testou positivo para uma série de esteroides anabolizantes, incluindo Pregnanediol, Androsterona e Testosterona, e também está suspensa provisoriamente. O casal reside e treina no Quênia, um dos centros de excelência para corredores de longa distância.
Daniel Nascimento, nascido em Paraguaçu Paulista, começou a se destacar no atletismo brasileiro em 2021, quando venceu a Maratona de Lima e se classificou para os Jogos Olímpicos de Tóquio com um tempo de 2h09min04s. Sua ascensão meteórica incluiu a quebra do recorde sul-americano e a participação em competições de alto nível, como a Maratona de Nova York e o Campeonato Mundial de Atletismo em Eugene.
Apesar de seu talento e conquistas, Daniel enfrenta agora um período de incerteza em sua carreira, com a suspensão provisória e a possibilidade de uma punição severa por doping. As investigações continuam, e o futuro do atleta no esporte está em risco.

