Nosso amor pela corrida pode nos matar do coração?
Apesar de ser um evento muito raro, a morte súbita em atletas (seja amadores ou profissionais) gera grande impacto social e emocional nas pessoas, principalmente quando a vítima é um jovem, não é mesmo?
Não é novidade que no Brasil, as doenças cardiovasculares apresentam-se em primeiro lugar entre as causas de morte da população.
Muitas pessoas tem medo de morrer por uma possível ocorrência de latrocínio (roubo seguido de morte), ou sofrer um acidente de trânsito ou aéreo. Inclusive tem pessoas que tem medo de voar de avião, eu tenho medo mesmo é de ficar sedentário e me ocupar com a abertura da porta da geladeira em excesso e assim usar e abusar da sua grande capacidade de armazenar mais de meia tonelada de comida.
Ela é encantadora, e pode nos induzir a comer muito mais que o necessário, sem qualidade e assim nos conduzir aos fatores de risco cardiovascular…por excesso de peso.
Não é só isso, tem mais!
O estresse, o tabagismo (e ou drogas ilícitas) e o alcoolismo formam um time que contribuiu para o aumento dos fatores de risco cardiovasculares.
Se seus pais ou avós tiveram problemas cardiovasculares, isso pode refletir em você, fique atento e tenha ainda mais cuidado!
Ou seja, como sempre a genética pode ser mais um fator, que você pode reduzir ou aumentar sua chance de sofrer por problemas cardiovasculares.
E aquelas clássicas perguntas:
“Ela era uma atleta, como pode ter morrido do coração?”
“Mas e o infarto agudo em pessoas que treinam, esportistas altamente ativos?”
“Ele fazia tudo certinho, como pode ter sofrido um infarto, era jovem inclusive, como se explica esta situação?”
Bom, vamos lá!
O nosso coração infelizmente (do nada), pode começar a sofrer algumas alterações, adoecer, falhar, parar subitamente. Claro que, existe um conjunto de condições que aumentam o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares dá-se o nome de fatores de risco, ele foi usado em 1961 pela primeira vez.
De lá para cá, muitas pesquisas provaram que o estilo de vida ativo, impactam diretamente na saúde cardiovascular.
Temos que ter em mente que treinar bem e regularmente, seja uma ou duas modalidades ou um esporte não excluem totalmente o risco de sofrer um infarto agudo, fulminante a ponto de nos tirar a vida. Combinado?!
Vamos além.
Lembram que citei acima sobre os fatores de risco e sobre o estilo de vida e comportamento?
Pois bem, hoje sabemos que os benefícios do exercício regular superam o risco de eventos cardiovasculares, tornando assim nosso sistema cardiovascular mais forte, mais preparado para sua longa jornada de décadas, reduzindo a chance, porém não EXCLUEM a chance de morte! Não zeram!
Estamos entendidos?
Por isso, por recomendação, não podemos deixar para depois e sim fazer no mínimo anualmente um check-up médico completo, incluindo alguns exames de sangue básicos, para melhor controle dos biomarcadores de saúde (colesterol, triglicerídeos e outros). Só treinar e se nutrir bem não resolve, é preciso avaliar a saúde anualmente seja jovem, seja idoso, seja ativo ou sedentário.
Atleta não morre do coração?
- Morre sim! Tanto que vemos jogadores profissionais ativos, que valem milhões, que são monitorados periodicamente por seus clubes, tendo paradas cardíacas em jogos de futebol. Lembram do jogador da seleção da Dinamarquesa, o Christian Eriksen (Eurocopa em junho de 2021). Antes disso, em 2004 o jogador Sérginho sofreu uma parada cardíaca em campo e veio a falecer. E também temos infelizmente atletas amadores que em corridas de rua (tanto no Brasil quanto fora), sofrerem ataques fulminantes seja em exercícios, ou em casa lendo um livro por exemplo.
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