Neurociência e a Corrida

A Jornada no Camping dos Andes em Cochabamba – Altitude e Superação

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A busca por novos limites e aprimoramento contínuo é uma constante na vida de atletas e entusiastas do esporte. Para alguns, isso significa ir além do conhecido, e para Carlos Campelo (@soucarloscampelo), essa busca o levou a um dos cenários mais inspiradores e desafiadores da América do Sul: Cochabamba, na Bolívia. Lá, ele participou do intenso “Camping dos Andes”, uma jornada de autodescoberta e superação que teve o privilégio de ser vivenciada sob a experiente e inspiradora condução do Professor Ademir Paulino.

Ademir Paulino (@ademir_paulino e @ademirpaulinoassessoria) não é apenas um treinador; ele é um ícone do esporte brasileiro. Renomado mundialmente como campeão de Aquathlon (uma disciplina que combina natação e corrida), ele conquistou o título mundial em Pequim em 2011 e foi vice-campeão em 2014 no Canadá, na categoria 35-39 anos da ITU (International Triathlon Union). Sua expertise em provas de endurance é incontestável, forjada em anos de alta performance. Além de sua brilhante carreira como atleta, Ademir canalizou sua paixão e conhecimento para o desenvolvimento de outros esportistas. Ele fundou sua própria Assessoria Esportiva Ademir Paulino, onde treina atletas de diversas modalidades como corrida, natação e triathlon, com um foco holístico que transcende o físico, mirando o desenvolvimento pessoal de cada um. Seu pioneirismo se estende a projetos internacionais, sendo ele o idealizador do “Kenya Experience Brasil“, levando corredores brasileiros para o berço do atletismo de fundo, em Iten, no Quênia, para treinar lado a lado com a elite mundial. Adicionalmente, seu compromisso social se manifesta no Instituto Ademir Paulino, que promove o esporte para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, demonstrando que sua visão vai além das pistas. Ter um mentor com tal calibre e experiência à frente do grupo fez toda a diferença, transformando o desafio da altitude em uma oportunidade ímpar de aprendizado e crescimento.

Carlos Campelo não estava sozinho nessa empreitada. Ele e seus colegas formaram um grupo coeso de oito atletas determinados, todos em busca do mesmo objetivo: aprimorar a performance e a resiliência em condições extremas. Além de Carlos Campelo (@soucarloscampelo), estavam Dany Lira (@danylira), Pablo Aviles (@pablito_pbl), Rogério Zaghi (@rogeriozaghi), Nilson Lee (@leerun42k) e sua esposa Mai Lee (@maiyingna), Zepa (@veioquecorre) e Leandro Yoshimura (@dr.leandroyoshimura). Cada um com sua própria história e motivações, mas unidos pelo mesmo espírito de aventura e superação. E para garantir que cada passo fosse seguro, cada momento registrado e cada necessidade atendida, contaram com o suporte incansável de Betinho (@zeroberto_costa), o verdadeiro “anjo da guarda” do grupo, responsável pela logística, filmagem e fotografias, eternizando a jornada com maestria. Todas as atividades propostas, os horários e a intensidade dos treinos foram meticulosamente planejados e conduzidos pelo Professor Ademir Paulino, que acompanhou o grupo em cada quilômetro e em cada subida, transmitindo seu vasto conhecimento e motivação inesgotável.

Em meio a toda a exigência física, momentos de descontração e a troca de experiências enriqueciam ainda mais a convivência. O grupo teve a sorte de ter entre eles Rogério Zaghi (@rogeriozaghi), que além de corredor, é um talentoso pianista. Suas performances, com músicas clássicas, brindavam o grupo com momentos de pura arte, oferecendo um contraste suave e bem-vindo à intensidade dos treinos e reforçando os laços de amizade e camaradagem que se formaram.

Cochabamba

Carinhosamente conhecida como a “Ciudad Jardín” da Bolívia, é uma pérola encravada em um vale exuberante nos Andes. Situada a aproximadamente 2.558 metros acima do nível do mar, a cidade oferece um clima agradável e, mais importante para um atleta, um ambiente de altitude estratégica. Sua geografia e atmosfera a tornam um local privilegiado para o treinamento de alto rendimento, atraindo esportistas de diversas modalidades em busca dos benefícios fisiológicos que apenas o ar rarefeito pode proporcionar. As paisagens naturais, que variam de planícies a picos montanhosos, criam um pano de fundo espetacular para qualquer atividade física, adicionando uma camada extra de inspiração e beleza à dureza do treino.

Um dos símbolos mais icônicos de Cochabamba, e que se tornaria parte integrante do desafio do grupo, é o Cristo de la Concordia. Erguendo-se majestosamente no topo do Cerro San Pedro, esta imponente estátua de Jesus Cristo é uma das maiores do mundo, superando inclusive o famoso Cristo Redentor do Rio de Janeiro. Além de ser um monumento religioso, o Cristo de la Concordia é um farol que abençoa a cidade e oferece uma vista panorâmica de tirar o fôlego, tornando-o um ponto de peregrinação e um desafio físico para os que ousam subir seus 1399 degraus.

Mas por que, afinal, viajar para a altitude para treinar?

A resposta reside em uma complexa adaptação fisiológica do corpo humano. Quando exposto a altitudes elevadas, onde a pressão atmosférica é menor e o oxigênio é menos abundante, o organismo inicia um processo de aclimatação. Uma das respostas mais cruciais é o aumento da produção de eritropoietina (EPO), um hormônio que estimula a medula óssea a produzir mais glóbulos vermelhos. Com mais glóbulos vermelhos, a capacidade do sangue de transportar oxigênio para os músculos melhora significativamente. Isso significa que, ao retornar ao nível do mar, o corpo opera com uma eficiência de oxigenação superior, resultando em maior resistência, menor fadiga e uma capacidade atlética aprimorada. É a vantagem biológica que muitos atletas buscam para otimizar seu desempenho em competições.

Além dos desafios físicos, Cochabamba brindou o grupo com uma rica experiência cultural e gastronômica. A culinária cochabambina é famosa em toda a Bolívia, conhecida por sua abundância e sabores marcantes. O grupo teve a oportunidade de provar pratos robustos e deliciosos, ideais para repor as energias após os intensos treinos. Destacam-se o “Pique Macho“, um prato farto com pedaços de carne, salsicha, batata frita, ovos e vegetais, perfeito para compartilhar; as “Salteñas“, pasteizinhos assados recheados com carne ou frango, que são um deleite para o café da manhã ou lanche; e o “Silpancho“, um bife empanado finíssimo servido sobre arroz e batatas, coberto com ovos fritos. Essa riqueza de sabores, combinada com a hospitalidade local, tornou a experiência em Cochabamba completa, nutrindo não apenas o corpo, mas também a alma.

Atividade por Atividade

A semana em Cochabamba foi meticulosamente planejada para maximizar cada gota de suor e cada respiração rarefeita, conforme detalhado no planejamento do Cochabamba 2026, e tudo sob a batuta do Professor Ademir Paulino. Com sua vasta experiência como campeão mundial de Aquathlon e especialista em endurance, ele guiou, orientou e motivou o grupo, garantindo que cada um atingisse seu potencial máximo de forma segura e eficiente. A seguir, são detalhadas as atividades que Carlos Campelo e seus colegas foram conduzidos, revelando a intensidade e a variedade de estímulos:

Dia 01: Iniciando a Aclimatação e Explosão em Pista de Elite (12/02/2026 – Quinta-feira)

O primeiro dia foi um “cartão de visitas” da altitude, com o Professor Ademir Paulino instruindo o grupo sobre o ritmo adequado para a aclimatação inicial. Carlos Campelo e os outros iniciaram com 45 minutos de corrida em pista atlética, cobrindo 7 quilômetros. O ritmo na altitude é diferente, e a percepção do esforço é elevada. A sensação de ter que trabalhar mais para cada lufada de ar é imediata. Logo após esta corrida de base, ainda pela manhã, o grupo realizou dois tiros de 200 metros na renomada pista coberta do Estádio Municipal de Cochabamba. Esta não é uma pista qualquer; ela é atualmente a única pista de atletismo indoor oficial e certificada pela World Athletics em toda a América do Sul. Por ser situada em altitude elevada, o que influencia diretamente o desempenho, especialmente em provas de velocidade, e por sua certificação, ela é uma referência para competições indoor no continente, incluindo o Sul-Americano de Atletismo, sendo crucial para a homologação de recordes e índices. Treinar em um local com tamanha importância e especificidade técnica, sob a orientação de um campeão mundial, para focar na velocidade e na explosão, foi um desafio adicional com o oxigênio limitado, sempre com as correções e incentivos do professor. A sessão vespertina foi dedicada ao fortalecimento, preparando a musculatura para as demandas dos dias seguintes. Este dia serviu como uma “entrada” para o que viria, permitindo ao corpo iniciar o processo de aclimatação enquanto ainda mantinha a intensidade.

Dia 02: Desbravando Terrenos e Vencendo a Vertigem com o Cristo de la Concordia (13/02/2026 – Sexta-feira)

O segundo dia testou a adaptabilidade e a resistência do grupo, com o Professor Ademir Paulino incentivando-os a cada passada. Foram 55 minutos de corrida em pista de chão na deslumbrante Laguna Alalay, totalizando 9,5 quilômetros. Correr em terreno de terra exige maior estabilidade e ativação de músculos estabilizadores, além de ser um excelente treino cardiovascular. O ponto alto, literalmente, foi a desafiadora escadaria que os levou até o Cristo de la Concordia. Foram 30 minutos subindo incansavelmente, vencendo 300 metros de elevação e 1399 degraus. Esta atividade é um verdadeiro teste de força muscular, resistência cardiorrespiratória e, acima de tudo, resiliência mental. Cada degrau era uma batalha que o grupo enfrentava junto, com o professor motivando-os, compartilhando sua experiência em desafios semelhantes.

Ao alcançar o topo, a recompensa era grandiosa: uma vista panorâmica espetacular de Cochabamba, que se estendia por todo o vale. A cidade, com suas ruas e edifícios, parecia um grande mosaico sob o céu andino. Ao longe, era possível avistar os picos nevados da Cordilheira dos Andes, um espetáculo natural que lembrava a imensidão da natureza e da própria jornada. Olhar para baixo, para a cidade que haviam percorrido e para onde voltariam, reforçava o senso de conquista e a beleza do sacrifício. A figura imponente do Cristo, com seus braços abertos, parecia abençoá-los e dar-lhes força para o restante do acampamento.

Dia 03: Longão e Recuperação Estratégica para o Grupo (14/02/2026 – Sábado)

O sábado foi o dia do “longão”: 16 quilômetros percorrendo a ciclovia e novamente a Laguna Alalay. Corridas de longa duração são fundamentais para construir a base aeróbica e a resistência mental, e fazê-las na altitude amplifica esses benefícios. A paisagem ao redor da laguna, com sua vida selvagem e a serenidade da água, ofereceu um contraponto calmante à exigência física. O Professor Ademir Paulino lembrava constantemente da importância de manter o ritmo e a hidratação, compartilhando estratégias de endurance que ele próprio aplicou em seus campeonatos. Compreendendo a importância da recuperação em um treinamento tão intenso, a tarde foi dedicada a uma merecida sessão de massagem para todo o grupo, essencial para relaxar os músculos, reduzir a fadiga e preparar o corpo para os próximos desafios.

Dia 04: O Desafio da Laguna Corani (15/02/2026 – Domingo)

O domingo trouxe um dos momentos mais marcantes: 10 quilômetros de corrida na altitude da Laguna Corani, no município de Colomi. Este local, conhecido por sua elevação ainda maior que a cidade de Cochabamba, potencializou os efeitos do treino em hipóxia. Correr em um ambiente com oxigênio ainda mais rarefeito é um divisor de águas, forçando o corpo a se adaptar de maneiras que o treinamento ao nível do mar jamais conseguiria. É um teste de fogo para o sistema cardiovascular e respiratório, que o Professor Ademir Paulino ajudava a monitorar, garantindo que ninguém excedesse seus limites de forma perigosa, aplicando seu conhecimento prático e teórico. À tarde, um fortalecimento seguido de alongamento garantiu que o corpo se mantivesse resiliente e flexível, pronto para a reta final da semana.

Dia 05: Tunari, o Gigante Final (16/02/2026 – Segunda-feira)

O último dia documentado foi uma verdadeira “prova de fogo”: subir o Parque Tunari. Primeiro, 1,6 quilômetros de subida íngreme, exigindo força nas pernas e um pulmão de ferro, tudo sob a supervisão atenta do professor, que os encorajava a cada passo. Em seguida, 6,1 quilômetros de descida do Parque Tunari até sua entrada, um tipo de treino que exige controle, estabilidade e absorção de impacto. Para finalizar, mais 5 quilômetros do Parque Tunari até o Grand Hotel Cochabamba, completando uma jornada variada e extremamente desafiadora, que simulou as diversas condições encontradas em provas de montanha. Este percurso, em particular, sintetizou a essência do treino em altitude: força, resistência, agilidade e adaptabilidade a mudanças de elevação, e a presença e orientação do Professor Ademir Paulino foram fundamentais para superarem cada trecho, com suas dicas valiosas para subidas e descidas em terrenos irregulares.

Os Inúmeros Benefícios Deste Mergulho Andino

A experiência no “Camping dos Andes” em Cochabamba, sob a orientação de um campeão mundial e especialista em endurance como Ademir Paulino, oferece uma gama de benefícios que se estendem muito além da performance física:

  1. Melhora da Capacidade Aeróbica (VO2 Max): O principal benefício da aclimatação à altitude é o aumento da produção de glóbulos vermelhos, elevando a capacidade de transporte de oxigênio. Isso se traduz diretamente em um VO2 máximo superior ao retornar ao nível do mar, permitindo sustentar esforços por mais tempo e em maior intensidade.
  2. Aumento da Resistência Muscular: O corpo se torna mais eficiente na utilização do oxigênio e na remoção de subprodutos metabólicos, retardando a fadiga muscular e permitindo treinos mais longos e eficazes.
  3. Fortalecimento Mental e Resiliência: Enfrentar a altitude é um desafio psicológico. A sensação de esforço amplificado e a superação de cada treino forjam uma mente mais forte, resiliente e focada, crucial para momentos de pressão em competições. A presença e os conselhos do professor, fruto de sua própria vivência em campeonatos mundiais, foram vitais para manter a mente de todos focada.
  4. Adaptação a Terrenos Variados: As corridas em pista de chão, escadarias e os percursos no Parque Tunari e Lago Colomi preparam o corpo para diferentes tipos de superfícies e inclinações, melhorando a propriocepção, o equilíbrio e a força em diferentes planos.
  5. Otimização da Economia de Corrida: O corpo aprende a ser mais eficiente com o oxigênio disponível, o que, ao nível do mar, resulta em uma corrida mais econômica, onde menos energia é gasta para manter um determinado ritmo.
  6. Recuperação Aprimorada: Embora o treino em altitude possa inicialmente dificultar a recuperação, o corpo se adapta e, a longo prazo, desenvolve mecanismos mais eficientes de recuperação, tornando-se mais apto a lidar com cargas de treinamento elevadas.
  7. Experiência e Conhecimento Corporal: Conhecer as reações do próprio corpo em condições extremas é um aprendizado valioso para qualquer atleta, permitindo um melhor planejamento de estratégias de prova e recuperação.

Navegando Pelas Dificuldades da Altitude

Apesar dos benefícios inegáveis, o treinamento em altitude não é isento de desafios. É fundamental estar ciente das possíveis dificuldades para enfrentá-las de forma eficaz, e ter o acompanhamento de um profissional tão qualificado como o Professor Ademir Paulino e o suporte de Betinho foi crucial:

  1. Mal da Altitude (AMS): Os primeiros dias são críticos. Sintomas como dor de cabeça, náuseas, fadiga excessiva, tontura e insônia são comuns. A chave, como ensinou o professor com sua experiência em ambientes de alta altitude, é uma aclimatação gradual, hidratação constante e evitar esforços muito intensos nas primeiras 48-72 horas.
  2. Redução Inicial da Performance: É natural sentir que o desempenho cai nas primeiras sessões. O ritmo de corrida diminui, a percepção de esforço aumenta e a velocidade máxima pode ser comprometida. É vital não se frustrar e entender que isso faz parte do processo de adaptação, algo que o Professor Ademir Paulino sempre lembrava, fundamentado em sua própria vivência e no acompanhamento de inúmeros atletas.
  3. Recuperação Lenta: O corpo gasta mais energia para se aclimatar, o que pode prolongar o tempo de recuperação entre os treinos. Priorizar o sono, a nutrição adequada e sessões de recuperação ativa, com a organização de Betinho, foram essenciais.
  4. Desidratação Acelerada: O ar seco da altitude e o aumento da frequência respiratória contribuem para uma perda maior de líquidos. A hidratação deve ser redobrada para evitar a desidratação, que pode agravar os sintomas do mal da altitude e comprometer o desempenho.
  5. Exigência Mental: A constante sensação de esforço e a necessidade de superar a si mesmo dia após dia podem ser desgastantes. Manter uma atitude positiva e focar nos objetivos a longo prazo é crucial, e o apoio do grupo e as palavras de incentivo do professor, um verdadeiro mestre em resiliência mental, foram um combustível inestimável.
  6. Planejamento Nutricional: As necessidades energéticas e nutricionais podem mudar. Uma dieta balanceada, rica em carboidratos complexos e proteínas, é vital para sustentar o corpo e auxiliar na recuperação, e a rica e reconfortante gastronomia local de Cochabamba foi uma aliada nesse aspecto, proporcionando pratos nutritivos e saborosos.

Uma Transformação que Ressoa, Marcada por Companheirismo e a Liderança de um Campeão

A participação de Carlos Campelo no “Camping dos Andes” em Cochabamba foi muito mais do que uma série de treinos intensos; foi uma jornada de autodescoberta e aprimoramento em múltiplos níveis, profundamente marcada pela liderança e sabedoria do Professor Ademir Paulino, um campeão mundial (@ademir_paulino, @ademirpaulinoassessoria), e pelo companheirismo de ZEPA (@veioquecorre), Rogério (@rogeriozaghi), Leandro (@dr.leandroyoshimura), Pablito (@pablito_pbl), Dani (@danylira), Lee (@leerun42k) e Mai (@maiyingna), além do suporte essencial de Betinho (@zeroberto_costa). Cada corrida, cada subida, a escalada até o Cristo de la Concordia, e cada gota de suor foram investimentos na capacidade atlética e na resiliência do grupo. A beleza rústica e desafiadora dos Andes, a imponente figura do Cristo de la Concordia abençoando a cidade, o sabor inesquecível da culinária local e o ar rarefeito, tudo isso combinado, criou um ambiente único que forçou corpo e mente a evoluírem.

A experiência deixou em Carlos Campelo e seus colegas não apenas ganhos fisiológicos significativos, que, sem dúvida, se traduzirão em melhor desempenho ao nível do mar, mas também uma profunda apreciação pela força do espírito humano e pela importância do trabalho em equipe. Enfrentar e superar as dificuldades da altitude, adaptando-se a novos desafios a cada dia, solidificou a convicção de que os limites são, muitas vezes, apenas percepções, e que com a orientação certa de um líder tão experiente e o apoio incondicional dos amigos, é possível ir muito além.

Cochabamba e o “Camping dos Andes” provaram ser o palco perfeito para essa transformação, preparando os atletas não apenas para futuras competições, mas para a vida, com uma capacidade renovada de enfrentar qualquer montanha que se apresente no caminho. A cada passo, a cada respiração, Carlos Campelo e seus companheiros se tornaram atletas mais completos, mais fortes e, acima de tudo, mais resilientes. A Bolívia não foi apenas um destino; foi um catalisador para a melhor versão de cada um, e a gratidão ao Professor Ademir Paulino e a toda a equipe por esta jornada inesquecível que, sob sua batuta, se tornou uma verdadeira lição de superação e camaradagem, é eterna.

Por: Carlos Campelo

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