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Running Crew – Damn Gang

18/07/2022 | De Robson Silva

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Running Crew – Damn Gang

Se tem uma running crew no Brasil que segue na essência a origem do movimento, “ipisis litteris”, essa é a Damn Gang. Felipe Paku e Luciana David correm desde 2015. Mas criaram a crew em 2016. Foi quando eles se juntaram e começaram a chamar as pessoas para correr. “O lance é que correr é um saco (sic). É chato demais. A Lu começou a correr porque tinha que fazer algum esporte aqui em São Paulo. Meu pai é maratonista. Então eu fui meio que junto com eles.” Me contou Paku logo após um dos corres da Damn em 2018.

“É difícil descrever o que a gente faz”. E ao contrário do que você possa pensar, essa fala não soa arrogante. Ao contrário, me pareceu uma dúvida real que ele mesmo parecia ter naquele momento. Ao longo da conversa fomos chegando a algumas conclusões que talvez descrevam melhor o que essa crew criada no final de 2016 faça hoje.

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Não é um “corre” popular. É nicho. É underground. É com propósito. Para mim a Damn Gang é a crew que tem mais personalidade entre todas. Eles não se preocupam se vai aparecer 100 ou 2 pessoas. Os corres são marcados. Se você for, ótimo. Se não for, ótimo também. Tanto faz. Eles estarão lá e vão correr. Com a mesma vibe, com a mesma dinâmica. Eu mesmo fui em corres da Damn com muita gente e com pouca gente. E era igual. Nenhum choro pela quantidade de pessoas. Até porque, você é convidado a ir correr com eles. Esse é o espírito.

Mas ao invés de eu escrever aqui o que penso, prefiro deixar o próprio Paku de 2018 dizer o que pensa. Abro aspas para ele.

Sobre cultura de corrida de rua: “O que eu mais ouço os caras lá de fora falar é que esse tipo de corre é como se fosse uma mesa de jantar da sua casa onde você recebe os amigos. Só que, no caso dos grupos de corrida, a gente recebe as pessoas na rua. A verdade é que a gente prefere muito mais o pré e o pós corre. O durante é só a ferramenta que junta. O legal mesmo é conversar, conhecer novas pessoas, fortalecer os laços, beber, comer, celebrar.”

Sobre como a corrida de rua muda a relação das pessoas com a cidade: “Mudou muito. A gente sente que a cada esquina que a gente passa de carro, quando a gente passa correndo a pé a gente vê coisas que a gente nunca viu. A gente se sente mais parte da cidade. E a gente quer compartilhar isso com mais pessoas. E de certa forma é uma espécie de ativismo sem ser agressivo. Porque o nosso convite é: vamos tomar uma cerveja e comer algo. Na paralela você vai conhecer melhor a sua cidade e aumentar a sua rede conhecendo pessoas.”

Sobre a “cena” das crews em São Paulo: “Pra mim crew não é correr com roupinha colorida, com camiseta cheia de patrocínio parecendo macacão de formula 1. Não é ficar fazendo merchan, ficar mostrando toda hora vídeo seu na academia treinando. Tem o lance da sub cultura e do propósito que uma crew faz que nem cabe esse tipo de coisa. Eu acho positivo porque tem mais gente na rua e correndo. Tem bastante gente montando grupos. Mas cena de crew igual existe lá fora aqui em São Paulo não tem.”

Daqui a 15 dias vamos conhecer a história de 7 corredores que criaram uma running crew depois que o Nike Run Club SP decide mudar sua estratégia e focar no público jovem: a Seven Runners Crew

Sobre o autor

Robson Silva

Fotográfo

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