Já correu alguma corrida virtual?
Ouvi uma notícia esta semana, de que a Europa, recomendou a todos os habitantes do continente para que fizessem um esforço para economizar combustível e energia. Para que todos neste momento crítico, reduzissem os deslocamentos desnecessários devido ao temor de um possível desabastecimento de petróleo. Sabemos que hospitais, serviços essenciais de modo geral necessitam de energia. Enfim, neste caso lembrei de uma história interessante e que pode ajudar os praticantes de corrida de rua recreacionais. Nós, que não corremos profissionalmente podemos neste caso, sermos impactados, pois o que gostamos mesmo é de correr e viajar. Correr por correr corro em qualquer lugar, o que diferencia este esporte de outros é a liberdade de poder correr e conhecer ruas e avenidas de outros lugares fora da nossa casa, fora da nossa região, por aí pelo do mundo.
Neste cenário, há 10 anos atrás, mais precisamente em julho de 2016 lancei no Brasil um projeto inovador e pode-se dizer até ousado para os padrões normais do esporte que tínhamos naquele cenário da corrida de rua no país. O Brasil estava cada vez mais aculturado com a corrida de rua, a popularidade estava em formato crescente desde meados de 2010 e necessitava de mais produtos e serviços.
Pesquisei, organizei e criei assim a primeira corrida virtual do Brasil – a “Corrida Virtual Web DSX – Etapa Running COLORS 2016”.
Foram quatro provas temáticas no mês de julho (etapas YELLOW – 5km, GREEN – 10km, BLACK – 21,095km e GOLDEN – 42,195km), que o participante podia completar “por conta própria” (no parque, bairro ou esteira) e, ao final, receber a camiseta e medalha em casa. Havia ainda um desafio acumulado (X80 km), em que quem completasse todas as etapas ganhava uma medalha extra.
No auge da pandemia da Covid-19, em meados de 2021 este tipo de evento ganhou força, pois muitas assessorias, grupos independentes e organizações de prova resolveram criar suas provas e desafios virtuais e assim manter o pessoal ativo e de alguma forma poder sobreviver financeiramente em meio aquele caos que vivemos.
Mas onde surgiu esta ideia?
Até onde sei, as primeiras corridas virtuais foram organizadas nos EUA no meados de 2010, e em uma das minhas viagens aos EUA, vi a força deste produto por lá e ousei lançando por aqui. Foi o start, pois no Brasil o formato só “se tornou popular durante a pandemia de Covid-19, em 2020”.
Pode procurar, não haverá nenhuma fonte confiável que vai citar eventos similares anteriores a 2016 no Brasil. Infelizmente pouco se acreditava no poder da corrida de rua (nos anos 2000) e como este esporte seria um fenômeno social, tão popular e democrático. Hoje existem empresas e organizações que tem pacotes de corridas virtuais em diferentes distâncias.
Esse é o X da questão, pois não há dúvidas, de que eventos presenciais são muito mais atraentes devido a exposição a diferentes sensações, experiências e toda aquela cultura das massas, mas ainda assim acredito que a corrida virtual e seus desafios desperte o desejo de muitas pessoas que gostariam de ter uma lembrança positiva de algum evento pontual, ou estão impedidas de viajar por inúmeros fatores, como neste caso (devido a incerteza das viagens de longa distância). Eu acredito na força das corridas virtuais em momentos pontuais, assim como acredito no poder da esteira em momentos oportunos, mas isso é conversa para outra publicação.
E história é isso, ou você faz a sua hoje ou estará sempre contando a dos outros. Que histórias estas escrevendo hoje?
Fontes das imagens
Imagem: Freepik
