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Tommy Rivs – Do coma à Maratona de Nova York

14/05/2022 | De Dani Christoffer

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“Frente a frente com a morte eu repetia todos os dias a mesma frase: ‘Hoje não!’ No verão de 2020, momento em que o mundo descobria um vírus mortal chamado covid-19, lá no Arizona, EUA, um dos maiores ultrarunners da atualidade, recebia o diagnóstico de um câncer raro e agressivo nos pulmões e teria que enfrentar o maior adversário da vida. Tommy Rivs ficou mais de um mês em coma na respiração mecânica. Perdeu cerca de 34 quilos e a capacidade de andar, falar, engolir e mover os dedos das mãos e dos pés. Teve que reaprender a fazer todas essas coisas em meses de fisioterapia. Mas, em novembro de 2021, Tommy surpreendeu o mundo da corrida ao concluir a Maratona de Nova York. Cruzou o pórtico sem se preocupar com o tempo, ou com o pace. Ele conta que essa prova foi simplesmente a celebração de estar vivo, uma declaração de que ainda está aqui. Serviu como um ponto de partida sobre o qual futuro poderia construir daqui para frente. Este ano, ainda mais forte, Tommy Rivs correu uma das maiores Majors do mundo, a Maratona de Boston 2022. “Estou feliz por conseguir estar na vertical e seguir em frente.” – Tommy Rivs Thomas Rivers Puzey, conhecido por Tommy Rivs nasceu no Novo México, cresceu no Oregon e no Havaí. Hoje com 37 anos, é casado com  Stephanie Puzey e pai de três meninas. É ultramaratonista, corredor de elite, fisioterapeuta, massoterapeuta, palestrante e um antropólogo que domina cinco idiomas. Começou no esporte na infância jogando futebol e na 6ª série já corria competitivamente. “A corrida sempre foi uma maneira de me conectar com o mundo natural e resolver o caos na cabeça e no coração. É o mesmo agora, apenas muito mais lento.” –  Tommy Rivs Tommy Rivs traz no curriculo inumeros  pódios em maratonas e ultramaratonas, entre elas a TransRockies 120 milhas de 2016. Em 2017 completou a Maratona de Boston em 2 horas e 18 minutos, ficando em décimo sexto colocado. Vinha em ascensão nas pistas até que teve uma lesão no tendão e no menisco e logo na sequência começou a se sentir fraco, mais cansado que o normal e percebeu que algo estava errado. “Rasguei meu menisco na Maratona de Houston, em 2020 e tive que me recuperar dessa lesão. Em junho desse mesmo ano comecei a passar mal em uma corrida no Grand Canyon e cerca de um mês depois fui levado ao Hospital e diagnosticado com linfoma.” – Tommy Rivs O caso se agravou e ele entrou em coma. O diagnóstico de que não era covid-19 e sim um câncer veio em julho de 2020 e ele só foi saber o que realmente estava acontecendo quando recuperou a consciência e saiu do delírio quatro meses depois. A última lembrança que ele tinha antes do coma era do bilhete que a esposa Steph havia escrito e colocado na bolsa do hospital. “ O bilhete dizia: “Fique vivo, porra”. Então eu fiz o meu melhor para fazer isso.” Quando perguntado se a cura está na mente, Tommy responde que NÃO,  definitivamente NÃO.  Ele atribui estar vivo ao esforço heróico de uma equipe brilhante de médicos e enfermeiros, em combinação com tecnologia incrível e intervenção médica. Que a mentalidade e por ser atleta podem ter ajudado sim, mas a cura foi graças aos médicos e à tecnologia.
Do coma à maratona de Nova York o caminho foi longo, ele chegou a pensar que não voltaria mais a correr. “Disseram-me várias vezes que eu nunca mais correria. Mas também foi dito que eu não iria acordar e que eu nunca ia poder respirar sem um ventilador ou oxigênio suplementar. Mas graças a uma equipe incrível de médicos e enfermeiros, tudo isso foi provado errado.” – Tommy Rivs À Revista Runners Brasil ele disse que está feliz por estar aqui, mas que entende que é uma vida nova e um corpo novo, está animado para explorar os limites do meu novo potencial. Sem expectativas para o futuro, apenas esperanças. “Eu gosto bastante de viver. Eu gostaria de continuar fazendo isso o maior tempo possível”. – Tommy Rivs Para os corredores Tommy disse que a corrida, a maratona é uma declaração de humanidade compartilhada, coletiva e individualmente, de todos que participam. Não os aspectos quebrados de nossa humanidade, mas o potencial de grandeza que possuímos. É uma chance para nos avaliarmos onde estamos em nossas jornadas de auto-aperfeiçoamento e ter algo para construir no futuro. O atleta Tommy Rivs tem o apoio da CRAFT SPORTSWEAR. Os rendimentos desta coleção vão diretamente para Rivs e para a cobertura das despesas médicas. https://www.craftsportswear.com/global/collections/run-with-rivs *Leia a entrevista completa com Tommy Rivs na Revista Runners Brasil clicando aqui

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Crédito: Divulgação

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Dani Christoffer

Jornalista

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