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Lombalgia na corrida

11/07/2023 | De Beatriz Conti Naves

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Lombalgia na corrida
A dor lombar é um dos problemas de saúde mais comuns do mundo, 80% dos adultos experimentam em algum momento de suas vidas. Da mesma forma, em relação a população de atletas, os valores percentuais da prevalência de lombalgia permanecem amplos. A dor é localizada na parte inferior da coluna vertebral e se caracteriza pela rigidez, dificuldade de se movimenatr, limitação na área afetada e sensibilidade articular. A corrida é um dos esportes mais praticados pela população adulta em todo o mundo, devido ao custo sustentável dos materiais técnicos e seus grandes impactos benéficos à saúde. Ela é uma das formas mais eficazes de alcançar um bom estado de saúde e condicionamento físico. Os benefícios da corrida incluem controle de peso e prevenção de distúrbios crônicos, como as doenças cardiovasculares, resultando em uma redução geral do risco de mortalidade. No entanto estudos recentes indicam que ela também envolve um risco relativamente alto de lesões associadas. Isso decorre devido aumento do volume dessa pratica de atividade física, aliado a uma possível falta de acompanhamento de um profissional adequado e sem conhecimento da metodologia do treinamento. Esse conjunto de lacunas, desencadeia as dores musculares, tendões e articulações, resultando também na lombalgia. Os fatores de risco responsáveis por esse quadro podem ser distribuídos em extrínsecos e intrínsecos. Os externos são o alto nível competitivo, mais de 6 anos de experiência em corrida, alguns padrões de uso de calçados, não realizar atividade aeróbica semanalmente e a amplitude de movimento. Ao passo que, os internos são discrepâncias no comprimento das pernas, maior estatura física, pouca flexibilidade de isquiotibiais, rigidez dos flexores do quadril, índice de massa corporal maior que 24, que já indica sobrepeso, e falta de flexibilidade na região lombar. Vale lembrar que não é apenas a corrida, mas também atletas de modalidades esportivas específicas como esqui, remo, golfe, vôlei, atletismo, natação ou ginástica, correm maior risco de sofrer de lombalgia do que a população de não atletas. Além disso outra curiosidade é que em relação à quilometragem, a prevalência de lombalgia em corredores parece ser de alguma forma independente da distância percorrida. E, apesar de existir uma correlação significativa entre encolhimento da coluna vertebral, velocidade de corrida e distância percorrida, elas também não estão correlacionadas com aparecimento ou presença de lombalgia. Para nortear o diagnóstico é necessária uma boa história clínica do caso, com perguntas que direcionem o raciocínio para a descrição da dor, como características, intensidade, duração e horário. Aliado a um atencioso exame físico, com testes e manobras que testem a flexão e extensão da coluna lombar. E para complementar a investigação, pode ser utilizado a propedêutica armada, que são os exames de imagem como radiografia, tomográfica computadorizada e até a ressonância magnética. Após identificado a origem do problema, o tratamento deve ser iniciado. Na maioria dos casos, ele dispensa cirurgias e torna-se conservador, dependendo da evolução dos sinais e origem da causa. Nesse contexto, faz parte da conduta conservadora a prescrição de medicamentos, entre relaxantes musculares, analgésicos e anti-inflamatórios. Além desse tratamento reabilitador, há necessidade de uma equipe multidisciplinar em que o médico é o gerenciador do protocolo, e está aliado a um fisioterapeuta e o educador físico. Isso se faz necessário porque deve haver o alinhamento dos diversos fatores que afetam a coluna lombar, em termos de cargas específicas da estrutura e/ou capacidade de carga e a relação dose-resposta, entre a participação na corrida e o risco de lesão. Ao final, a abordagem terapêutica é focada em evitar o uso excessivo do recrutamento dessa estrutura e instaurar um bom equilíbrio entre a capacidade de resistência da musculatura provedora desse movimento e a carga da biomecânica. O trabalho preventivo é direcionado para fortalecer a musculatura e desenvolver a mobilidade natural através da fisioterapia e o auxílio do educador físico. É importante desenvolver o aumento da amplitude dos movimentos, flexibilidade e força de resistência ao exercício. Além de corrigir possíveis dismetrias entre os membros inferiores e aprender a realizar autocorreção ergonômica tanto em atividades do dia a dia, recreativas ou desportivas, aumentando gradualmente a duração e intensidade conforme evolução do quadro.
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Fontes das imagens

Crédito: Divulgação

Sobre o autor

Beatriz Conti Naves

Medicina Esportiva

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