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Medicina do Esporte

Investir em atividade física reduz o risco de desenvolvimento de câncer

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Nas últimas décadas houve um grande crescimento e envelhecimento da população, nesse ínterim, estudos mostraram que devido a isso casos de câncer e mortes ocasionadas por ele também aumentaram. Atualmente, no Brasil o câncer é a segunda principal causa de morte e anos de vida ajustados por incapacidade. Diante disso, foi analisado um compilado de dados, que correlacionou, em mais de 500 estudos epidemiológicos observacionais, aspectos da associação entre atividade física e incidência de câncer.

               Sabe-se que a atividade física pode prevenir doenças não transmissíveis como acidente vascular cerebral, diabetes e alguns tipos de câncer. Em 2018 esses estudos relacionaram fortes evidências de que a atividade física diminui o risco de câncer de mama, cólon e endométrio. Uma das maneiras de ilustrar esse primeiro passo é através da recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), em que é proposto que adultos façam pelo menos de 150 a 300 minutos na semana de atividade física aeróbia de intensidade moderada e de 75 a 150 minutos na semana de atividade física aeróbica de intensidade vigorosa.

               Esse assunto é de suma importância, uma vez que atividade física insuficiente tem sido associada a muitas doenças crônicas e mortes precoces. Esse cenário representa um desafio social devido ao ônus econômico para os países e o sistema de saúde. Um estudo apontou que no Brasil, essa falta de exercício físico foi responsável por 50 milhões de dólares em custos diretos de saúde para câncer de cólon e mama pós menopausa em 2017. Ainda, estima-se que esse déficit foi responsável por 34 milhões de dólares em custos diretos de saúde para os mesmos tipos em 2018. Após analises e estudos foi concluído que aumentar o incentivo ao esporte até 2030 poderia economizar cerca de 6 milhões em custos diretos na saúde.

Portanto, fomentar essa estratégia de prevenção evitaria um número maior de doenças e sobrecarregaria menos nosso sistema de saúde. Evidências mostram que muitas intervenções eficazes na saúde primária podem ser implementadas pelos formuladores de políticas públicas para afim de incentivar esse novo cenário. Estudos apontam que poderíamos economizar até 5 milhões até 2040 através dessas intervenções multicomponentes adaptadas aos contextos culturais e ambientes locais, adaptando estruturas sociais já existentes.

Vale lembrar que o exercício físico promove o equilíbrio dos níveis de hormônios, reduz o tempo de trânsito gastrointestinal, fortalece as defesas do corpo e ajuda a manter o peso corporal adequado. Com isso, contribui para prevenção do câncer de cólon (intestino), endométrio (corpo do útero) e mama. As atividades indicadas variam desde musculação, caminhada, corrida e pedalada, podem ser executadas na prevenção, bem como no tratamento. A intensidade e frequência devem ser sempre indicadas e acompanhadas por uma equipe multidisciplinar que tenha conhecimento na área do esporte.

Por fim, conclui-se que incentivar o esporte e a prática de atividade física auxiliariam na prevenção e tratamento do câncer, bem como sobrecarregaria menos nosso sistema de saúde. Dessa forma, com essa economia, que chega a milhões, novas estratégias poderiam ser implementadas cada vez, fazendo com que nosso bem-estar e qualidade de vida aumentasse cada vez mais frente as políticas públicas.

Por: Beatriz Conti Naves – Medicina Esportiva, Saúde e Prevenção

Medicina do Esporte

Mitos, Lendas e crenças entre corredores que já escutei por aqui no consultório

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No universo da corrida de rua, mitos e lendas antigas ainda persistem, influenciando como muitos corredores amadores encaram emagrecimento, ganho de massa muscular e alimentação na corrida. Vamos desmistificar alguns dos equívocos comuns, trazendo um olhar atualizado, com base na ciência e na experiência prática.

1. Emagrecimento: Mais Corrida Não Significa Mais Perda de Peso

É comum pensar que, para perder peso, o melhor é aumentar ao máximo o volume de corrida. Afinal, mais tempo correndo queima mais calorias, certo? Não é bem assim. Quando o volume de treino é exagerado sem uma alimentação adequada, o corpo tende a “se defender’’ para isso mecanismos como aumento da fome e diminuição do metabolismo podem segurar a queima de gordura e aumentar o consumo de  massa muscular, via hormônios como cortisol e grelina. Um bom programa de emagrecimento na corrida deve equilibrar o volume de treino com o descanso e uma nutrição adequada para cada fase do corredor.

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Outro mito frequente é a crença de que o jejum é indispensável e superior para a perda de peso. Embora o jejum intermitente possa funcionar para algumas pessoas e para alguns momentos, ele não deve ser encarado como a única formula de sucesso para o emagrecimento, especialmente se você tem treinos longos > 1:00  e está visando melhora de performance.

2. Ganho de Massa Muscular: Sim, é Possível para Corredores

Há um mito de que corredores não podem e nem devem ganhar ou manter massa muscular, e que qualquer treino de força “pesado” atrapalharia o desempenho. Pelo contrário, a incorporação de exercícios de força pode, na verdade, melhorar a eficiência da corrida, ajudando a prevenir lesões e melhorando o desempenho.

Entender em que momento do treinamento você está vai lhe permitir ajustar a melhor estratégia para seus treinos de força, momentos com menor volume de treino de corrida são interessantes para intensificar os treinos de força com intuito de hipertrofia, alinhar a sua alimentação para cada fase e ter atenção especial com a proteína é outro ponto muito importante.

3. Alimentação e Suplementação: A Base é o Equilíbrio, Não o Excesso

Outro ponto onde os mitos se acumulam é a nutrição e a suplementação. Não é incomum ver corredores que se lançam em dietas extremamente restritivas, retirando carboidratos e focando apenas em proteínas e gorduras, acreditando que isso vai melhorar o rendimento. O que a ciência mostra, no entanto, é que os carboidratos são essenciais para corredores, especialmente em treinos longos, pois são a principal fonte de energia durante a corrida, essa energia é dividida em energia do glicogênio muscular e também hepático, o glicogênio muscular corresponde aos carboidratos consumidos 3-4 horas antes dos treinos e o hepático aquele consumido em torno da última hora, como por exemplo os géis de carboidrato, estes aliás são outra fonte de dúvidas e crenças.

4. nunca vou me adaptar aos géis de carboidrato

A suplementação com carboidrato pode gerar desconfortos gastrointestinais, porém, apesar de poder gerar desconfortos isso não quer dizer que você sempre vai ter desconfortos com géis e que não se adapta a nenhum, o consumo de carboidrato é treinável, tanto quanto treinamos para correr uma maratona, também treinamos para o que vamos suplementar e assim nos adaptamos, além disso existem varias opções de géis a serem testadas, o mito aqui é acreditar que você não vai se adaptar a nenhuma opção, procure entender o que está acontecendo com seu corpo.

5. se estou pronto para 21k é só dobrar que corro 42k

A última lenda é o famoso, se eu corro 21k é só dobrar que estou pronto pra maratona, vá com calma, se você iniciou sua jornada da corrida, é natural que queira ir aumentando seus desafios, mas se você quer diminuir suas chances de lesão, vá aos poucos evoluindo seu volume com um plano bem definido e acompanhado por profissionais, tenha calma, programe bem essa evolução, um ciclo de treinamento para uma meia maratona é bem diferente de um ciclo de treinamento para uma maratona, veja bem se é o melhor momento de vida para enfrentar um e se realmente quer correr uma maratona.

Por: Dr. Gustavo Cosenza

Instagram: gustavomcosenza

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Medicina do Esporte

O que é o treinamento de baixa frequência cardíaca e por que é importante?

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O treinamento de baixa frequência cardíaca é uma técnica amplamente utilizada por corredores de todos os níveis para melhorar seu condicionamento físico e desempenho. Essa abordagem consiste em manter a frequência cardíaca em uma zona específica durante a corrida, evitando ultrapassar limites de intensidade.

Uma das principais vantagens desse tipo de treinamento é a capacidade de progredir de forma gradual na corrida. Ao correr em baixa intensidade, o impacto no corpo é reduzido, permitindo que os corredores evoluam de maneira mais segura e eficiente. Além disso, essa técnica ajuda a melhorar a eficiência energética, possibilitando que os atletas corram mais rápido com a mesma frequência cardíaca.

Outro benefício do treinamento de baixa frequência cardíaca é o desenvolvimento de uma base aeróbica sólida. Correr nessa zona de intensidade auxilia no fortalecimento do sistema cardiovascular, aumentando a resistência e preparando o corpo para desafios mais intensos no futuro. Além disso, essa prática contribui para a prevenção de lesões, uma vez que reduz o estresse sobre as articulações e músculos.

Em suma, o treinamento de baixa frequência cardíaca é uma estratégia eficaz para aprimorar o condicionamento físico, prevenir lesões e elevar o desempenho na corrida. Seguir as orientações adequadas e manter a disciplina nesse tipo de treinamento pode trazer benefícios significativos aos corredores, ajudando-os a atingir seus objetivos de forma segura e eficaz.

Por: Redação Runners Brasil

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Medicina do Esporte

Respiração Eficiente na Corrida: Dicas para Melhorar seu Desempenho

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A respiração é um aspecto crucial, mas frequentemente negligenciado, da corrida. A forma como você respira pode afetar significativamente seu desempenho e conforto durante a atividade. Aqui estão algumas dicas para ajudar você a respirar melhor enquanto corre.

1. Respiração Diafragmática

A respiração diafragmática, ou abdominal, é uma técnica que permite uma maior capacidade pulmonar e eficiência respiratória. Em vez de respirar superficialmente pelo peito, concentre-se em respirar profundamente pelo diafragma. Isso pode ser praticado da seguinte maneira:

  1. Deite-se de costas: Coloque uma mão no peito e outra no abdômen.
  2. Inspire profundamente pelo nariz: Sinta seu abdômen se expandir enquanto o diafragma desce.
  3. Expire pela boca: Sinta seu abdômen contrair enquanto o diafragma sobe.

Com o tempo, essa técnica pode se tornar automática, melhorando sua eficiência respiratória durante a corrida.

2. Ritmo de Respiração

Encontrar um ritmo de respiração adequado é essencial para manter um fluxo constante de oxigênio. Muitos corredores utilizam a técnica de respiração 2:2, onde inspiram por dois passos e expiram por dois passos. Para corridas mais intensas, você pode tentar um ritmo 3:2 ou 2:1.

  • 2:2: Inale em dois passos e exale em dois passos.
  • 3:2: Inale em três passos e exale em dois passos.
  • 2:1: Inale em dois passos e exale em um passo.

Experimente diferentes ritmos para ver qual funciona melhor para você.

3. Respiração Nasal e Bucal

Enquanto a respiração nasal é benéfica para filtrar o ar e manter um ritmo mais controlado, durante exercícios intensos, pode ser necessário utilizar tanto o nariz quanto a boca para garantir que você está recebendo oxigênio suficiente. Uma combinação de ambos pode ajudar a maximizar a entrada de ar.

4. Manter uma Postura Adequada

Uma postura correta pode facilitar a respiração. Mantenha-se ereto, com os ombros relaxados e o peito aberto. Evite curvar-se, pois isso pode restringir a capacidade dos pulmões de se expandirem totalmente.

5. Treinamento de Respiração

Assim como outras habilidades na corrida, a respiração também pode ser treinada. Considere incorporar exercícios de respiração em sua rotina, como:

  • Pranayama: Técnicas de respiração do yoga que podem melhorar a capacidade pulmonar e a concentração.
  • Exercícios de respiração profunda: Dedique alguns minutos por dia para praticar respirações profundas e controladas.

6. Praticar a Consciência Corporal

Estar ciente de sua respiração durante a corrida pode ajudar a identificar padrões ineficazes e fazer ajustes necessários. Preste atenção à sua respiração e ajuste conforme necessário para evitar fadiga precoce.

7. Aquecimento e Resfriamento

Realizar um aquecimento adequado antes de correr pode preparar seus pulmões e sistema cardiovascular para a atividade. Após a corrida, um resfriamento gradual pode ajudar a normalizar a respiração e a frequência cardíaca.

Conclusão

A respiração eficiente é uma habilidade fundamental para corredores de todos os níveis. Implementar essas dicas pode não apenas melhorar seu desempenho, mas também tornar a corrida uma experiência mais agradável e sustentável. Lembre-se de que cada corredor é diferente, então experimente diversas técnicas até encontrar o que funciona melhor para você.

Com a prática e a paciência, você pode transformar a respiração em uma aliada poderosa em suas corridas, ajudando a alcançar seus objetivos com mais facilidade e conforto.

Por: Redação Runners Brasil

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