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Trail Running

Entenda porquê cada vez mais corredores trocam o asfalto pelo Trail Running

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O Trail Running é uma das diversas modalidades da corrida tradicional. Segundo a Internacional Trail Running Association (ITRA), trail running é uma corrida a pé, aberta a todos, em um ambiente natural por caminhos, trilhas, montanhas, florestas e até em locais cobertos por gelo e neve, com o mínimo possível de vias calçadas ou pavimentadas e, se essas existirem, não devem exceder vinte por cento da distância total do percurso.

O número de adeptos ao esporte cresceu consideravelmente nos últimos anos e inclusive já é reconhecido como modalidade do atletismo pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

Corro na trilha há 20 anos aproximadamente, e posso garantir que a experiência de correr no meio da natureza é sensacional. Muitos dos corredores já cansados de fazerem seus treinos sempre com a mesma paisagem se apaixonam à primeira vista.  O contato da natureza, conhecer lugares incríveis onde só podemos chegar com as nossas pernas, e o cheiro do mato, são fatores diferenciais para quem sai do asfalto e experimenta se aventurar.

Dentre os diferenciais, podemos destacar que na trilha os seus pulmões não estão sujeitos a poluição das grandes cidades, o que faz com a corrida seja ainda mais saudável para o praticante.

Corredores cansam de correr sempre nos mesmos lugares, de fazer as mesmas provas e percorrer as mesmas distâncias.

Distâncias a percorrer no trail? Temos para todos os gostos!

Existem provas de 5, 10, 25, 30, 40 km, podendo chegar até as ultras 60, 80, 100, 200 e até 300 km … distâncias estas desafiadoras.

Falando em desafios …

…é o que mais temos!

Não só pelas opções de distâncias, mas também porque a variação do tipo de terreno pode dificultar bastante o deslocamento (pedras, lama, galhos, neve).Além disso, subidas e descidas também são uma característica do esporte, existindo provas onde o acúmulo de quilômetros subidos podem chegar a mais de 10km de subida vertical distribuídos ao longo de toda prova.  

Comparar o pace dos corredores na trilha é muito relativo; altimetria, clima, aclives e declives… tudo isso faz o pace cair. Nos primeiros treinos é comum que sua velocidade seja inferior a praticada no asfalto, mas aos poucos você se acostuma e entende que o melhor de tudo não é comparar o seu ritmo com o ‘’ vizinho do lado” e sim a superação pessoal.

A popularização do trail running deve-se também ao fato de poder ser praticada por pessoas de todas as idades. As ultras são dominadas por corredores experientes que trazem para as provas muitas vezes a sua experiência de vida.

Se você ainda não teve essa oportunidade, experimente. Tenho certeza que será um caminho sem volta.

Por: Sabrina S Schirmer

Trail Running

Suplementação em Provas de Trail Running

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As estratégias de alimentação, hidratação e suplementação em uma corrida em trilhas, assim como nas provas de asfalto, são muito individuais, tendo em vista que, cada pessoa tem necessidades específicas, hábitos diversos, níveis diferentes de condicionamento, ritmos diferentes de corrida, dentre outros fatores que vão influenciar nas necessidades do corredor ao longo do treinamento, e, claro, durante as competições.

Esse tema costuma ser polêmico, pois a cada hora surge um suplemento milagroso, que vira moda, mas que logo é substituído por outro, uma vez que o mercado já entendeu o interesse de muitas pessoas por soluções mágicas e rápidas. Mas é um tema de fundamental importância, principalmente nas provas longas, onde os problemas gastrointestinais, como vômitos, náuseas, diarreia e outros são uma das principais causas de abandono de atletas nas competições.

O que mais muda no Trail em relação às corridas de rua é justamente no planejamento da ingestão desses alimentos e/ou suplementos, tendo em vista que, diferentemente das corridas de asfalto, o tempo de duração de uma corrida em trilha e/ou montanha é maior e pode ter uma variação também maior, dependendo de fatores como clima, tipo de terreno, altimetria, entre outros.

Em uma maratona de asfalto o atleta pode planejar sua alimentação e suplementação de acordo com a distância, já que ele tem uma previsão mais apurada de quanto tempo terá cumprido entre cada momento de se alimentar, no entanto, no trail, já é mais viável realizar esse planejamento por tempo, uma vez que a distância percorrida entre cada ponto de apoio, ou entre cada momento de se alimentar, pode ter uma variação muito maior.

Em provas de ultramaratona, por exemplo, que duram muitas horas, a maioria dos corredores vai precisar de maior quantidade de energia exógena, proveniente de alimentos e suplementos, além da reposição de eletrólitos. Nesses casos, a maioria deles escolhe opções mais práticas, que podem ser rapidamente acessadas na mochila; e de absorção mais rápida, como géis de carboidrato, isotônicos, barrinhas de cereal, chocolate, jujubas, enfim, vai da preferência de cada paladar.

Em relação a isso, é importante que a pessoa treine sua alimentação, que não insira nenhum alimento ou bebida, na prova, que não tenha utilizado antes nos treinos. É fundamental, além de treinar o quê, treinar também o quanto. Hoje em dia, os atletas de elite tendem a ingerir grande quantidade de carboidratos, e alguns conseguem ultrapassar a quantidade de 100 gramas por hora.

No entanto, nós, amadores, não podemos apenas nos basear nessa quantidade e querer copiar essa estratégia a qualquer custo, uma vez que, como falei mais acima, temos nossas individualidades. Um atleta de elite, que consegue sustentar um esforço muito próximo do seu limite por muito tempo, tem uma demanda energética muito maior e uma tolerância muito maior àquela quantidade de energia exógena. Ou seja, ele vai conseguir absorver e utilizar grande parte daquilo que ingeriu, enquanto um atleta que termine a prova com 50% a mais de tempo, certamente não terá a capacidade, nem a necessidade de ingerir essas mesmas quantidades.

No meu caso, elaboro minhas estratégias de acordo com o tempo de prova e procuro sempre priorizar alimentos e suplementos 100% naturais. No entanto, não deixo de me render àquela Coca-Cola gelada no último ponto de apoio, quando as energias já estão se esgotando. Porém, algumas pessoas não se dão bem com alguns componentes da coca, como, por exemplo, os corantes artificiais ou mesmo a cafeína.

Por falar em cafeína, e ainda sobre testar nos treinos o que vai utilizar na prova, há detalhes importantes, como, por exemplo, a composição dos geis de carboidrato. Alguns contêm esse e outros estimulantes que, em algumas pessoas pode melhorar o desempenho, mas que em outras é inócuo, ou seja, não afeta em nada, e, em outros ainda, pode provocar perda de desempenho e efeitos indesejados, como irritação, náuseas, taquicardia e até crises de ansiedade, algo nada desejável em uma corrida que vai durar muitas e longas horas.

O exemplo que citei da cafeína vale para qualquer outro suplemento ou substância. Portanto, respeite sua individualidade, suas necessidades pessoais e invista cada vez mais em conhecer seu corpo e analisar suas reações a cada alimento ou suplemento que inserir em sua rotina de treinamento.

Wanderson Nascimento

Jornalista, corredor de trilha e acadêmico de Educação Física

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Trail Running

Edição 2024 da Paraty Brazil by UTMB traz novidades nos percursos

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A prova acontece entre os dias 19 e 22 de setembro em Paraty (RJ)

A cidade histórica de Paraty (RJ) receberá nos dias 19 a 22 de setembro a segunda edição da Paraty Brazil by UTMB, a etapa brasileira do principal circuito de corrida de montanhas do mundo, o UTMB World Series. Os quatro percursos da prova (108 km, 58 km, 34 km e 25 km) terão novidades para uma maior imersão dos atletas na Mata Atlântica e trilhas do Parque Nacional da Serra da Bocaina.

Após o sucesso da primeira edição, os organizadores trazem mudanças para 2024, com o objetivo de melhorar ainda mais a experiência dos atletas e acompanhantes. “A pesquisa pós-prova trouxe uma avaliação muito positiva e ficamos entre as cinco melhores provas do circuito UTMB World Series, sendo comparados a eventos com três ou quatro anos de existência”, afirma Rafael Miranda, diretor geral da Paraty Brazil by UTMB 

Mesmo com o feedback positivo, para esse ano a organização buscou melhorias no percurso para incluir paisagens inéditas. “Ouvimos os atletas e a comunidade local e acrescentamos mais trechos em meio à Mata Atlântica, tornando a prova mais desafiadora e divertida”, comenta Rafael Campos, diretor técnico da Paraty Brazil by UTMB. “Os atletas seguirão largando e chegando do charmoso centro histórico de Paraty, mas após saírem da cidade vão passar por mais locais de single tracks, mirantes e praias”, completa Campos.

Os percursos de 25 km e 34 km foram os que mais tiveram mudanças e melhorias, com uma alteração de mais de 50% no traçado em relação à primeira edição. Os corredores passarão por um lado da Serra da Bocaina com mais trilhas, áreas sombreadas e uma significativa redução nos trechos de estradão.

Já no percurso de 58 km, a principal novidade é passagem pelo cume da Pedra da Macela, o ponto mais alto da prova, com 1840m. “Esse ano, com um pouco mais de esforço, os corredores serão recompensados com uma bela vista de toda a baía de Paraty, chegarão ao cume da Macela, dentro do Parque Nacional da serra da Bocaina e que faz a divisa entre os estados de SP e RJ” ressalta Rafael Campos. “Também reduzimos o trecho compartilhado entre quem sobe e desce, sendo que o descenso será feito por uma trilha paralela, com mais vista para o mar”, enfatiza o dirigente.

Por fim, os atletas dos 108 km também farão a descida da Pedra da Macela por essa nova trilha, tendo mais vista para o mar e menos compartilhamento de percurso com atletas no sentido contrário. “A comunidade de Paraty abraçou o evento e nos apresentou muitas possibilidades de trilhas para deixarmos a prova ainda mais interessante para os amantes do trail running”, comemora Rafael Campos.

Por conta do calor enfrentado na última edição, também faremos as largadas mais cedo do que a edição passada. A agenda oficial da Paraty Brazil by UTMB terá início na quinta-feira (19/09) às 10h com a entrega de kits e abertura da Expo, um dos destaques de 2023 e que até o momento já possui mais de 30 expositores confirmados. Às 18h de sexta-feira (20/09) largam os 108 km, às 5h de sábado (21/09) saem os 58 km, às 7h os 35 km e às 9h os 24 km. 

O domingo (22/09) está reservado para a prova kids a partir das 9h, e logo na sequência, a cerimônia de premiação e o encerramento oficial.

As inscrições são limitadas e podem ser feitas pelo site https://paraty.utmb.world/.

Por: Redação Runnes Brasil

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Trail Running

O crescimento exponencial do público feminino no Trail

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A mulherada vem mostrando, a cada dia mais, nos mais diversos setores da sociedade, que lugar de mulher é onde ela quiser. Essa mudança vem sendo notada de maneira bem sensível nos postos de trabalho, onde elas passaram a ocupar postos que antes só eram ocupados por homens, além de terem uma remuneração cada vez mais igualitária, apesar de ainda, infelizmente, existirem disparidades. Mas também nas áreas de cultura, lazer, e, claro, nos esportes, que vêm crescendo em representatividade feminina.

Nas corridas de rua é notório o crescimento, ano a ano, do público feminino. Conforme levantamento da plataforma de inscrições Ticket Sports, segundo dados do ano de 2023, as mulheres respondem por 47,25% do total de inscritos em corridas de rua no país, enquanto os homens são 52,75%.

No Trail running não tenho conhecimento de nenhum estudo comparativo dos públicos feminino e masculino, mas também é sensível aos olhos de todos o aumento do número de mulheres praticantes, acompanhando o grande crescimento da modalidade nos últimos anos.

Eu sou organizador de provas de Trail e já percebi, na prática, esse aumento. Antes da pandemia de Covid-19, em um circuito que eu organizava na minha região, no interior de Minas Gerais, apenas de 2019 para 2020 houve um crescimento gigantesco do percentual de inscrições femininas, saltando de pouco mais de 25% para quase 50% dos inscritos.

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Essa evolução no cenário do Trail running é positiva de tantas formas diferentes, quebrando muitos paradigmas, pois a corrida em trilha e montanha passa uma imagem de esporte “bruto”, que exige maiores níveis de força, sendo preciso encarar obstáculos naturais, intempéries da natureza e até a possibilidade de ataques de animais, aspectos que geralmente são associados à figura masculina. No entanto, é cada vez maior o número de mulheres que transpõem todas essas barreiras físicas, mentais, e, as mais difíceis, as barreiras culturais. 

No Trail, inclusive, a discrepância de performance entre homens e mulheres é menos acentuada que nas corridas de rua. Ao contrário desta modalidade, naquela não é incomum ver mulheres chegando entre o top 3 ou top 5 gerais, e até sendo campeãs no geral, em especial em ultramaratonas de montanha. Nessa modalidade, o maior nome atualmente é a atleta dos EUA, Courtney Dauwalter, que coleciona recordes e impõe medo nas cuecas das maiores e mais icônicas ultra trails do calendário mundial.

Esse crescimento do público feminino nas competições foi tão impactante, que, em 2023, uma das maiores e mais cobiçadas (senão a mais) do país, a La Misión Brasil, dedicou muitos esforços extras em prol de um melhor e mais específico atendimento à mulherada, investindo em diversas adequações na estrutura da prova, incluindo até a criação de uma distância exclusiva para as mulheres.

Esse start dado pela La Misión Brasil representa um grande avanço e, certamente, inspirou muitas outras competições a olhar com mais cuidado para o público feminino, que, em contrapartida, também passou a ter maior consciência de sua importância para este mercado e seu direito de reivindicar um melhor atendimento.

A corrida é conhecida por seu uma modalidade esportiva muito democrática, e, com o Trail, isso não é diferente. Há espaço para todo mundo, e o acolhimento de cada novo ou nova integrante é como o de uma família.

Viva a corrida! Viva o Trail running! Viva as mulheres!

Wanderson Nascimento

Jornalista, corredor de trilha e acadêmico de Educação Física 

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