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Cuidados nas corridas de longas distâncias em baixas temperaturas

08/07/2023 | De Eduardo Barbosa

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Cuidados nas corridas de longas distâncias em baixas temperaturas
A organização de uma corrida de rua de grandes proporções é uma tarefa complexa que necessita de grande mobilização como uma boa rede de comunicação, voluntários treinados e uma equipe eficiente. Os extremos ambientais impõem desafios adicionais aos sistemas organizacional e médico, sobretudo a preparação do atleta. Correr pode ser uma atividade desafiadora, mas correr no frio pode ser ainda mais difícil. No entanto, com as roupas e equipamentos certos, você pode continuar a correr mesmo nos dias mais frios do ano. O Colégio Americano de Medicina do Esporte trás algumas orientações a serem seguidas pelos organizadores, diretores médicos, voluntários e atletas para um exercício prolongado ou intenso em ambientes com e sem estresse ambiental. Certifique-se de usar roupas adequadas para o clima frio. Isso inclui uma camada base térmica para manter o calor, uma camada intermediária para maior isolamento e uma camada externa resistente ao vento e à água, não se esqueça de usar luvas, um gorro e meias quentes para proteger as extremidades do corpo. A principal preocupação é com a hipotermia, temperatura corporal central abaixo de 36ºC, ocorrendo quando a perda de calor é maior do que a produção metabólica. Entre os sinais e sintomas precoces de hipotermia podemos incluir calafrios, euforia, confusão mental. Com a queda da temperatura central caindo, podem ocorrer letargia, astenia muscular, desorientação, alucinações, depressão ou comportamento combativo. Nas temperaturas abaixo de 31,1ºC, o calafrio pode parar e o paciente se tornará progressivamente mais delirante. É importante também aquecer bem antes de começar a correr. Isso pode incluir fazer alguns exercícios educativos dinâmicos e caminhar por alguns minutos para aumentar a temperatura corporal. Em eventos de longa distância realizados em temperaturas frias ou muito frias, os distúrbios mais comuns além da hipotermia, são a exaustão e desidratação. As queixas mais comuns são astenia, calafrios, letargia, fala arrastada, tonteira, diarreia e sede. Um corredor se queixar de frio ou calor nem sempre se associa com alterações da temperatura retal. Durante a corrida, preste atenção à sua respiração e tente respirar pelo nariz para aquecer o ar antes que ele chegue aos pulmões. Certifique-se de manter-se hidratado, mesmo que não sinta sede. A desidratação é comum em clima frio. Os corredores devem tentar repor líquidos em uma taxa semelhante à das perdas pela urina e suor. Casos de hipotermia também ocorrem na primavera e no outono, pois as condições meteorológicas podem mudar rapidamente e os corredores podem estar vestindo roupas inadequadas durante um treino ou uma competição. Por fim, lembre-se de diminuir o ritmo e ajustar suas expectativas em relação ao desempenho. Correr no frio pode ser mais desafiador e cansativo do que correr em clima mais quente. Com essas recomendações, organização e conhecimento do local onde será realizada a competição, você poderá continuar a correr no frio e manter sua rotina de exercícios durante todo o ano, inclusive obtendo bons resultados e provas de longa distâncias como Maratonas e Ultramaratonas de asfalto o montanha. Por: Eduardo Barbosa – @edurun
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Fontes das imagens

Crédito: Divulgação

Sobre o autor

Eduardo Barbosa

Treinador, maratonista e pesquisador

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