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Histórias da Corrida
O que existe por trás de uma prova de 100km na montanha – UTMB Chiang Mai Thailandia
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03/12/2025De
Redação RRBTreinar para uma prova de 100 km parece um grande desafio físico. E é. Mas quem vive esse processo por dentro sabe que a parte física é apenas uma etapa.
Por trás de cada longa distância existe uma rotina ajustada no detalhe, uma mente muito forte (sem outra opção), adaptações constantes no corpo, gerenciamento de dores e desconfortos e renuncias, muitas renúncias.
E quando a prova exige terreno técnico, subidas e descidas longas e muitas horas dentro da trilha, a complexidade aumenta.
Ainda mais se falando de 100km na Tailândia: outro continente, outro fuso, clima muito quente e úmido e uma alimentação completamente diferente.
A rotina molda o atleta
Sem rotina uma ultramaratona tem tudo para dar errado.
Treinar para 100 km é reorganizar prioridades.
No meu caso, é conciliar trabalho, maternidade, vida social, estudos e compromissos com muitas horas de treino.
E existe um ponto importante: treinar trail sendo mulher limita possibilidades. Eu não me sinto confiante em ir para a trilha técnica sozinha. Segurança importa. Depender de companhia para ir correr em trilhas faz com que, na minha realidade, treino técnico seja a exceção, não regra.
Mesmo assim, a preparação acontece. É totalmente possível treinar para uma prova de montanha mesmo sem acesso à montanha. Basta ter método, estratégia e adaptação dentro das condições reais que cada um tem. Não é o ideal, mas é o real. E funciona.
Apesar de a prova ser inteiramente em trilhas, meu treinamento foi
majoritariamente urbano com subidas dentro da cidade e esteira inclinada.



A parte física: estabilidade, resistência e respeito ao corpo
Uma prova de 100 km exige um corpo forte. E aqui não fala de contorno nem volumes musculares. Mas de estabilidade, controle, tendões fortes, articulações preparadas para aguentar horas de impacto, tornozelos com respostas rápidas em terrenos instáveis e por aí vai.
Por isso a preparação não pode ignorar a força. Cada sessão tem propósito, e não existe espaço para improviso quando você está treinando alto volume com uma rotina cheia.
A força mental
A mentalidade numa ultramaratona se constrói na rotina pesada de treinos, no gerenciamento das adversidades que sempre teimam em querer nos testar.
E correr diversas horas na montanha exige mais: são horas de solitude, climas adversos, imprevisibilidade do terreno que muda a todo momento. Na montanha todo km é uma caixinha de surpresa.
Sem falar nas subidas e descidas intermináveis. Para ter uma ideia nessa prova teremos uma subida de 18 km contínuos e uma descida que passa dos 20km.
Isso exige muito mental porque cansa, fadiga e os kms parecem intermináveis.
Sobre a UTMB Chiang Mai
A prova acontece nas montanhas do norte da Tailândia, em uma região de floresta densa, alta umidade e trilhas técnicas que misturam single tracks, raízes, pedras soltas e longas seções de subida.
Serão 100km com 4.600 metros de ganho de elevação, em um percurso que exige estratégia.
Acompanhe comigo essa jornada
A UTMB Chiang Mai 100
Km acontece na sexta-feira, 5 de dezembro de 2025, com largada 9hs na Tailândia (23hs no Brasil)
A transmissão e atualizações rolam no site da UTMB World Series, com live tracking para acompanhar cada trecho.
Acompanhe e torça por nós!
Por: Taís Damasio | Runners Brasil

Notícias
Um casamento, dois nascimentos, três lutos e sete maratonas.
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03/12/2025De
Pablo MateusSe existe alguém que pode nos ensinar que mesmo diante das maiores tempestades, a luz da superação é possível, essa pessoa é Rosana Ribeiro Barreto. Aos 48 anos, advogada por profissão e maratonista de corpo e alma, Rosana, ou @zana_ribeiro0 como a conhecemos nas redes, carrega em sua trajetória uma resiliência que comove e inspira. Sua história, tecida em dores profundas e vitórias monumentais, é um testemunho vivo de como a vida pode, sim, dar segundas chances, principalmente quando se tem um coração que se recusa a parar de lutar.
Aos 18 anos, Rosana iniciou sua vida a dois, casando-se em 1995. Cinco anos depois, em 2000, a alegria da maternidade foi abruptamente interrompida. Seu primeiro filho, Gustavo, nascido prematuro, travou uma batalha de 38 dias contra a vida antes de partir, vítima de complicações severas.
“No dia 18/12/2000, parei na entrada da UTI e chorei. Não conseguia dar um passo, sentia que algo estava acontecendo. Uma enfermeira se aproximou e perguntou o que estava acontecendo; então quis saber se ele ainda estava lá. Naquele momento, ela me pediu para ir me despedir dele. Criei forças, fui até ele, chorando, cantei, beijei a incubadora —e me despedi. Horas depois, recebi a notícia de que ele tinha partido.”
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A perda do pequeno Gustavo mergulhou Rosana em um abismo de depressão. Ela lembra com clareza o medo que a dominava, as crises de choro incontroláveis, o peso no corpo e na alma que a faziam engordar, e um buraco imenso que parecia impossível de preencher. O telefone tocava, a campainha soava, mas ela se isolava, buscando refúgio em si mesma. Foi a fé e o milagre da vida, com o nascimento de sua filha Beatriz em 2002 – a quem ela carinhosamente chama de sua “cura” – que trouxeram de volta a alegria e a esperança para Rosana.
Mas o destino, por vezes cruel, guardava mais uma prova de fogo. Em 2008, após uma gravidez de alto risco, nasceu Felipe, seu segundo filho. A pequena vida de Felipe, marcada por dificuldades desde o berço, como problemas de sucção e crises de cianose, também chegou ao fim em 2009, com apenas 1 ano e 3 meses. Rosana se viu novamente diante do pesadelo, “sem chão”, com o pavor de mergulhar novamente na escuridão da depressão.
Ela se questionava com amargura: por que duas vezes? Por que a dor da perda de um filho se repetia? O luto foi tão avassalador que, para tentar encontrar algum alívio, Rosana doou todos os pertences de Felipe e mudou de casa, buscando desesperadamente superar o luto. Naquele período, as falhas de memória eram um reflexo visível da sua mente sobrecarregada pela dor.
Foi em meio a essa dor, a esse vazio que parecia intransponível, que Rosana encontrou um caminho inesperado para a cura. Em 17 de outubro de 2010, durante um despretensioso passeio no shopping com uma amiga, uma simples placa de inscrição para uma corrida de 9km capturou seu olhar. Sem nunca ter corrido na vida, sem conhecer ninguém que o fizesse, ela sentiu um ímpeto de coragem, uma vontade de fazer “algo diferente”. Aquela inscrição era um grito silencioso por uma nova chance. E assim, de óculos de leitura, Rosana completou sua primeira corrida. Um renascimento. Uma chama reacendida. A partir daquele dia, sua vida nunca mais seria a mesma.
- O que existe por trás de uma prova de 100km na montanha – UTMB Chiang Mai Thailandia
- Um casamento, dois nascimentos, três lutos e sete maratonas.
- Rotas da Consciência: quando correr também é um ato de memória, identidade e pertencimento
- Rio de Janeiro recebe a última etapa do ano, do maior circuito de corridas de rua do mundo, o Circuito das Estações Verão
- Etapa de Itajaí do Circuito CAIXA encerra inscrições nesta terça-feira (2)

A corrida, para Rosana, não é apenas um esporte; é um refúgio, uma terapia, uma “cápsula diária de felicidade” que ela religiosamente consome. É o encontro mais puro consigo mesma, um momento onde a tristeza se dissipa e a superação floresce. A cada passo, a cada suor, ela sente a gratidão por estar curada da depressão, por ter trocado o foco da dor por realizações, por ter redescoberto a paz e o prazer nas coisas mais simples da vida, como sentir o orvalho no rosto nas manhãs de treino, a chuva no seu corpo limpando a sua alma.
Seus objetivos, que começaram com a ousadia de completar 9 km, cresceram junto com sua paixão. De pequenas corridas, Rosana alçou voos maiores, conquistando meias maratonas e corridas de montanha, até encarar o desafio supremo: a maratona. A preparação para a SP City Marathon em 2017, sem um treinador formal e conciliando a rotina intensa de advogada, foi uma jornada árdua, com treinos longos e exaustivos. Mas a determinação inabalável de se tornar uma maratonista a impulsionou. Seu irmão Rogério participou dessa jornada encontrando-a no 21km e concluindo como apoio até a linha de chegada, vivenciando os quilometros mais difíceis de uma maratona, dando forças e em 5h26min não foi apenas a conclusão de uma prova; foi a celebração de uma vitória pessoal grandiosa, a prova de que ela era capaz de superar a si mesma.



O que a manteve de pé e a fez continuar, mesmo nos momentos mais difíceis, foi a incessante busca por transcender a dor. O amor de Beatriz foi o primeiro bálsamo, mas a corrida se tornou o escudo e a espada. Durante a maratona, quando as pernas falhavam por volta do quilômetro 35, Rosana sorria e agradecia a Deus a cada passo, impulsionada pela certeza de que, em breve, seria uma maratonista. Ela se agarrava à meta de superar a si mesma.
No ano 2020 seu irmão Rogério faleceu no Covid, mas deixou a lembrança de celebrar a primeira maratona com ela.
E havia as palavras de uma amiga, que, em um momento de angústia após o divórcio de Rosana, de um casamento de 25 anos a lembrou: “Amiga, você enterrou dois filhos, você supera qualquer coisa nessa vida”. Essa frase ressoou como um mantra, “ressignificando” mais uma vez sua existência e reafirmando sua força.
Hoje, Rosana percebe a corrida como um pilar essencial de sua vida, não apenas um esporte, mas uma fonte inesgotável de bem-estar e autoconhecimento. Ela comemora cada prova, cada treino, como um milagre de estar curada, de ter transformado a tragédia em inspiração. Com sete maratonas e incontáveis meias maratonas no currículo, ela é a prova viva de que a corrida pode ser muito mais do que movimento; pode ser liberdade.
Em sua jornada, Rosana reconhece o papel fundamental da fé, agradecendo a Deus por cada quilômetro vencido. Embora não nomeie todos individualmente, o carinho por sua filha Beatriz e o apoio de suas amigas foram pontos de luz em sua trajetória.
Seus planos para o futuro são tão vibrantes quanto sua energia. Rosana sonha alto, almejando correr maratonas icônicas como as de Nova York, Boston, Chicago ou Berlim. Ela se sente pronta, com a convicção de que não permitirá que os problemas da vida ofusquem sua capacidade de sonhar e de se superar.
Para todos que leem sua história, Rosana deixa uma mensagem que ecoa a sua própria vida: “O esporte cura a depressão, eu sou prova disso.” Sua trajetória é um convite a olhar para dentro, a encontrar a paixão que impulsiona, a não desistir, a persistir apesar dos obstáculos. Ela nos ensina que, mesmo quando a vida parece desabar, há sempre uma corrida a ser vencida, um novo amanhecer a ser celebrado. Lute, viva, corra e seja feliz – essa é a essência do legado de Rosana, um testemunho vivo da incrível força do espírito humano.
E como ela mesmo diz: “Bora viver!” “Bora ser feliz porque a vida tá aí”.
Por: Carlos Campelo

Medicina do Esporte
Rotas da Consciência: quando correr também é um ato de memória, identidade e pertencimento
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03/12/2025Existe algo de profundamente transformador quando a corrida deixa de ser apenas um movimento individual e passa a ocupar as ruas como expressão de história, cultura e comunidade. Em novembro, a Olympikus trouxe uma iniciativa que traduz exatamente isso: o projeto Rotas da Consciência, um ecossistema criado para celebrar a cultura negra dentro da corrida de rua brasileira e para trazer à superfície histórias que, por muito tempo, ficaram apagadas.
E não, não se trata apenas de uma campanha. Trata-se de um movimento construído com escuta, pertencimento e representatividade.
Corrida, ancestralidade e liberdade
O Rotas da Consciência nasceu da cocriação com corredores, artistas, historiadores e lideranças negras — pessoas que já vinham defendendo que a corrida pode e deve ser também um território de memória.
A marca nacional , aos 50 anos, escolheu justamente esse caminho: reconhecer quem pavimenta as ruas muito antes dos tênis tecnológicos e das medalhas brilharem. Reconhecer não como gesto simbólico, mas como prática.
É daí que surge o conceito central do projeto: as rotas representam caminhos abertos por gerações anteriores e que hoje seguimos coletivamente.
Das ruas para o Strava e do Strava de volta para a história
Um dos pilares mais potentes da iniciativa é o lançamento de rotas históricas no Strava, criadas junto às crews negras que movimentam as corridas nas grandes capitais.
Esses percursos passam por lugares que simbolizam a presença e a resistência negra no Brasil:
• Cais do Valongo (Rio de Janeiro)
• Pelourinho (Salvador)
• Praça Brigadeiro Sampaio (Porto Alegre)
• Praça da Sé (São Paulo)
Seguimos por esses caminhos todos os dias mas nem sempre entendemos o que cada rua carrega. Quando corredores das próprias comunidades escrevem sobre a experiência de passar por esses locais, o trajeto ganha uma densidade que nenhum GPS traduz.
Treinões da Consciência: corrida como união
No dia 20 de novembro, o projeto ganha vida coletiva com treinões simultâneos organizados por quatro crews fundamentais desse movimento:
• Arte Corre Crew (RJ)
• SBN Running (Salvador)
• Corre Preto (Porto Alegre)
• Corre Kilombo (SP), que também realiza uma corrida oficial integrada aos 50 anos da Olympikus
A expectativa é reunir mais de 3 mil pessoas num gesto que transcende performance: é sobre ocupar as ruas com identidade, força e alegria.
Um documentário que coloca história em movimento
No mesmo dia, estreia o documentário Rotas da Consciência, gravado em quatro capitais e na Serra da Barriga , berço do Quilombo dos Palmares.
A obra é mais que registro: é reflexão sobre liberdade, aquilombamento e humanidade.
Vinícius Neves Mariano, roteirista do filme, traduz magistralmente o impacto desse movimento: quando entendemos as raízes que vieram antes, ganhamos força para continuar correndo não só no asfalto, mas na vida.
Vozes que constroem essa cena
Cada crew representa uma perspectiva:
• Corre Kilombo (SP): potência, pertencimento e celebração
• Arte Corre Crew (RJ): ressignificação das cidades e visibilidade para coletivos pretos
• SBN Running (Salvador): identidade suburbana, energia e resistência
• Corre Preto (Porto Alegre): corrida como ferramenta para ampliar o debate racial
Todas trazem um ponto comum: a necessidade de enxergar a corrida como cena plural, diversa e representativa.
Um tênis que carrega histórias
A edição especial do Corre da Consciência, assinada pela designer Amanda Lobos, resgata símbolos ancestrais e usa cores inspiradas em 13 bandeiras de países africanos.
O detalhe mais marcante é o Adinkra, ideograma do povo Akan/Ashanti, estampado no lugar do tradicional “Corre”.
Design com função estética, sim mas também com função cultural.
A corrida como espaço de transformação
O Rotas da Consciência é mais do que ativação de marca: é um convite para que corredores de todo o Brasil enxerguem que ocupar as ruas não é só sobre treinar, mas sobre reconhecer quem abriu caminho antes e quem ainda luta para existir nesses mesmos espaços.
Como médica do esporte, vejo todos os dias como a corrida muda vidas.
Mas quando ela também muda narrativas, amplia representatividade e fortalece identidades, o impacto é ainda maior.
Que a gente siga ocupando as ruas com consciência, história, potência e respeito.
Bons treinos valentes !
Dra. Ana Paula Simões – Ortopedia & Medicina do Esporte – CRM 108667

O que existe por trás de uma prova de 100km na montanha – UTMB Chiang Mai Thailandia
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