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A síndrome da Banda Iliotibial, mais conhecida como “Síndrome do corredor”

25/11/2022 | De Felippe Ribeiro

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A síndrome da Banda Iliotibial, mais conhecida como “Síndrome do corredor”
RUNNERS, hoje é a nossa penúltima matéria de uma série de 5, sobre as lesões mais comuns de vocês, corredores. O intuito aqui é ser bem direto, resumindo as evidências para as lesões mais comuns e tentarei entrar o menos possível no nível técnico e detalhes específicos, trazendo assim uma fácil leitura e aplicabilidade. Hoje falaremos da Síndrome da banda iliotibial ou mais comumente conhecida como Síndrome do Corredor. Sabe aquela dor na região do lado de fora do seu joelho? Que dá uma sessão de queimar ou que chega até travar seu joelho? Sim, você pode estar com a Síndrome do Corredor!!!! Essa lesão segundo alguns trabalhos fazem parte de aproximadamente 14% das lesões em corredores, sendo a 2º lesão mais comum do joelho, perdendo somente para as disfunções femoro patelares ou a dor anterior do joelho que chegam ser 40% na média das lesões dos praticantes. Em meu dia dia, em nosso laboratório de avaliação, é a 3º lesão que mais atendo baseado na coleta de mais de 600 corredores atualmente, e sinceramente é bem chatinho e a melhora também é demorada, infelizmente. Outro fator negativo, para essa doença, é que temos poucos trabalhos, tanto para entender de como ela aparece e o porquê, e também para entender as alterações de movimento que podem ajudar a desencadear a Síndrome do Corredor. Sabendo disso vou trazer o que temos de mais atual, mas ainda, é importante salientar que precisamos de mais estudos. A Síndrome do Corredor ou Síndrome da Banda Iliotibial, é uma doença que até alguns poucos anos atrás, acreditava-se que era devido a um atrito da banda iliotibial na região do lado de fora do seu joelho, porém os trabalhos recentes mostram que há na realidade, uma compressão dessa banda na região lateral, englobando tanto a parte inicial da sua tíbia, quando a parte final do seu fêmur e região lateral da sua patela. Ali pessoal, existe uma gordurinha superinervada e altamente sensível, que dá a característica dessa dor em queimação. Importante ressaltar que apesar do nome, ela também é bem incidente em ciclistas e explicaremos a seguir o porquê. O sintoma clássico além dessa dor em queimação na região lateral é de um travamento no joelho durante ou após a atividade. Em corredores principalmente, parece que correr em pistas circulares e em descidas contribuir de alguma forma para aumentar a sobrecarga e a compressão dessa região, que se dá próxima a 30 graus de flexão, que é o pico do momento varo do seu joelho (momento em que naturalmente seu joelho biomecanicamente e de forma sutil “abre”), fato que também ocorre no ciclismo quando nosso joelho fica na flexão próxima de 30 graus. No tratamento, como nas outras lesões é importante essa reeducação de carga, diminuindo inicialmente a demanda, e ou modificando a atividade e o descanso deve estar presente. Antinfamatório são indicados pelos médicos e infiltração local guiada por ultrassom pode trazer algum beneficio comprovados pela a literatura. Aumentar a esteira levemente de 8 a 10% pode amenizar o tal do momento varo do seu joelho, e usamos como alternativa, assim como abaixar o banco da bicicleta a aproximadamente 35 graus. Evitar as decidas, fortalecimento gradual dos músculos envolventes e principalmente do quadril como o Glúteo Médio e Máximo em cadeia cinética aberta e evoluindo para cadeia cinética fechada. Alongamentos, rolinhos de soltura parecem não ter efeito algum, a não ser causar mais dor na região da fáscia e não atingir ganho de flexibilidade alguma. A reeducação da biomecânica da corrida pode ser um bom complemento diminuindo o padrão de cruzamento e queda da pelve. Na falha do tratamento conservador, novamente a terapia de onda de choque (TOC) pode ser a ultima alternativa, e se sem sucesso, a cirurgia esta indicada e a ciência mostra bons resultados evidenciando retorno ao esporte de 81 a 100% dos casos. Vou ficando por aqui, espero ter sido objetivo e que ajude vocês a entenderem um pouco mais dessa lesão. Procure sempre um profissional gabaritado para te atender. Se você quer saber mais, não percam a ultima lesão da nossa série na próxima coluna. Até Mais RUNNERS.
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Fontes das imagens

Crédito: Divulgação

Sobre o autor

Felippe Ribeiro

Fisioterapueta | Empreendedor

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