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3 inimigos do joelho que podem gerar dor na corrida

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Boragir corredor e corredora!

Olha eu aparecendo aqui para trazer mais algumas informações importantes, que podem minimizar as chances de você sentir dor ou desenvolver uma lesão mais séria no seu joelho.

O joelho desempenha um papel crucial em cada passo que damos. Essa articulação complexa, composta pela junção do fêmur, tíbia, patela e fíbula, é fundamental para a estabilidade e mobilidade durante a corrida. A anatomia do joelho, com seus músculos, ligamentos e meniscos, são essenciais para absorver o impacto a cada batida de pé no chão. Essas estruturas ajudam a manter a integridade dessa articulação. Manter os joelhos saudáveis com o fortalecimento apropriado e uma técnica de corrida adequada é fundamental para reduzir as chances de lesões e garantir que possamos continuar desfrutando das corridas por muitos quilômetros a frente.

O nosso corpo é muito inteligente, ele faz de tudo para economizar energia e manter tudo funcionando. Porém, manter ele funcionando bem requer alguns sacrifícios, porque as vezes nem tudo está em perfeito estado. Por isso, podem ocorrer algumas sobrecargas em regiões especificas, devido alguma estrutura do corpo não está funcionando bem.

Então, esses são três inimigos que podem ocasionar dores no seu joelho:

  • Quadril Fraco;
  • Instabilidade no tornozelo e pé;
  • Tocar o chão com o pé muito a frente do tronco;

Não sei se você percebeu, mas eu falei de três inimigos que podem causar dor no joelho. No entanto, não citei o próprio joelho. Mas fica aqui, eu vou explicar direitinho como isso é possível e como cada tópico desse influência no seu joelho.

O QUADRIL FRACO é um veneno para todo corredor. Quando os músculos do quadril (que são vários) estão fracos, gera uma instabilidade na articulação quando apoiamos o pé no chão e sustentamos o peso do corpo. É nesse momento que o “quadril cai” e o joelho tenta corrigir essa instabilidade, para você não cair e continuar correndo. Entretanto, as estruturas do joelho conseguem corrigir isso algumas vezes. Agora passar uma, duas horas corrigindo essa instabilidade do quadril, vai aumentar muito a sobrecarga nas estruturas do joelho, como os tendões e músculos. Essas estruturas ao passar das semanas vão apresentando dores como as tendinopatias (você pode conhecer como tendinites), condromalácia, síndrome do trato iliotibial e lesões nos meniscos.

Um dos músculos do quadril que é fundamental para corrida é o glúteo médio, quando ele está fraco gera várias repercussões negativas.

Quer saber se o seu está fraco?

Existe um teste simples que você pode fazer em casa, que é o teste de TREDELENBURG. Ele vai avaliar a musculatura abdutora do quadril, em especial o glúteo médio. O teste é positivo quando o quadril “cai” como mostra a imagem abaixo.

A INSTABILIDADE NO TORNOZELO E PÉ não pode estar presente por muito tempo na vida de um corredor. Elas são estruturas importantes que funcionam como base do nosso corpo. A função delas influencia diretamente todas as estruturas acima delas, e mais uma vez o joelho pode ser sobrecarregado para tentar compensar a falha dessas estruturas. Algumas características podem favorecer a instabilidade delas como:

  • Pé sem cava (pá chato);
  • Dedão torto para dentro (hálux valgo);
  • Musculatura do pé fraca;
  • Dedo amputado (principalmente o dedão);
  • Hiperpronação ou hipersupinação do pé.

Ficar pouco tempo descalço, que é bem comum hoje em dia, aos poucos vai diminuindo a funcionalidade dos pés e como consequência vão ficando fracos.

Bora fazer um teste simples?

Tenta mexer os dedos dos pés de maneira separada, só o dedão, só o dedo mindinho, afastar todos os dedos e pegar objetos com o pé.

Se você tiver dificuldade para fazer esses movimentos, já é um sinal que seus pés estão ficando fracos.

TOCAR O CHÃO COM O PÉ MUITO A FRENTE DO TRONCO aumenta muito os efeitos do impacto sobre nosso corpo. Quanto mais próximo nosso pé estiver do corpo quando tocar o chão, melhor será a absorção do impacto durante a corrida. Saber essa informação é mais importante que aquela discussão sobre qual o melhor maneira para correr, realizando o contato inicial com a ponta do pé (antepé) ou calcanhar (retropé). Não existe o jeito errado, por isso, vemos vários atletas profissionais realizando o contato inicial com o calcanhar, que antigamente falavam que era errado. Cerca de 80% dos corredores correm tocando primeiro o calcanhar no chão, e não tem problema nenhum. O problema é quando o pé toca o chão muito a frente do tronco, dessa maneira o aumento do impacto vai gerar grande sobrecarga no seu joelho e quadril.

Quer saber se seu pé está muito a frente do tronco?

Pessa pra alguém filmar você correndo em uma vista de perfil, se seu joelho estiver muito esticado quando toca o chão, é sinal que ele está muito a frente do seu tronco.

Prestou atenção? Esses 3 inimigos podem gerar essas dores e lesões no seu joelho:

  • Tendinopatia do tendão patelar;
  • Síndrome do trato iliotibial;
  • Síndrome femoropatelar;
  • Condromalácia patelar;
  • Tendinopatia da pata de ganso
  • Hoffite;
  • Cisto de Baker;
  • Lesões meniscais;
  • Fratura por estresse;

Agora que você já conhece alguns dos inimigos do joelho, fica mais fácil de combatê-los para evitar problemas futuros nos seus treinos. Lembre-se, quanto mais equilibrado estiver seu corpo, maior será sua longevidade na corrida.

Conhecimento é poder!

Por: Pedro Cardoso – Especialista em Fisioterapia Esportiva

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Esclarecendo 3 segredos vitais para uma longevidade duradoura nas corridas

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Boragir corredor e corredora!

Nossa comunidade é majoritariamente composta por amadores que compartilham um objetivo comum: alcançar uma longevidade duradoura no esporte que tanto amamos. Conscientes disso, é crucial cuidar do nosso corpo para garantir que possamos continuar treinando e participando das corridas por muitos e muitos anos. Um dos maiores obstáculos que enfrentamos são as lesões, que tendem a se tornar mais desafiadoras de lidar à medida que envelhecemos.

Neste artigo, quero destacar três pontos fundamentais que podem ser verdadeiros aliados na busca pela longevidade nas corridas. Embora haja outros aspectos importantes, decidi focar nesses três, pois têm o poder de minimizar os efeitos negativos do impacto constante em nossos corpos. É importante lembrar que a maioria das lesões relacionadas à corrida ocorre devido à sobrecarga de estruturas como tendões, ligamentos, cartilagens, músculos e articulações.

Vamos direto ao ponto:

Cadência: Esse é um aspecto chave na biomecânica da corrida. A cadência refere-se ao número de passos que damos por minuto. É um dado que muitos de vocês já devem ter notado em seus relógios. No entanto, é crucial entender que não existe um número mágico universal de passos por minuto, como muito tentam dizer que é 180pm. A cadência é influenciada por uma série de fatores individuais, como altura, comprimento das pernas, ritmo de corrida e local de treinamento. O importante é encontrar o equilíbrio de cadência que funcione melhor para você, pois uma cadência muito baixa pode aumentar o impacto no corpo e o tempo de contato do pé com o solo, aumentando o risco de lesões. Para aumentar ou diminuir sua cadência se necessário, utilize um metrônomo, ele vai ajudar através do ritmo dos efeitos sonoros.

Oscilação Vertical: Imagine o quanto seu corpo sobe e desce a cada passo na corrida. Uma oscilação vertical excessiva pode ser visualmente semelhante a “correr na lua” é como se estivéssemos quicando no chão. Esse padrão não só aumenta o desgaste físico, mas também promove uma cadência baixa e ineficiente. Muitos corredores iniciantes tendem a adotar esse estilo de corrida, acreditando ser o mais eficiente, o que acaba aumentando a demanda sobre o corpo, especialmente nas zonas chaves como o quadril e pés. Observar sua própria oscilação vertical e trabalhar para reduzi-la pode ser um passo importante na prevenção de lesões. Para verificar se sua oscilação vertical está excessiva, você pode simplesmente filmar sua corrida. Deixe a câmera posicionada e passe correndo na frente dela. Outra opção é filmar sua corrida na esteira, com o celular capturando você lateralmente. Uma pista importante de uma oscilação vertical excessiva é o barulho do pé batendo no chão, quanto mais alto o som, menos eficiente está sendo a absorção do impacto.

Distância do Pé em Relação ao Tronco: Este último ponto está intimamente ligado à cadência e à oscilação vertical. Se o seu pé toca o chão muito à frente do seu tronco, pode resultar em uma frenagem a cada passo, aumentando o impacto sobre as articulações. Corrigir essa alteração, melhorando a extensão do quadril, pode ajudar a garantir uma passada mais eficiente e segura. Corredores amadores tentam crescer a passada erroneamente para frente, promovendo essa ação indesejada de pisar muito à frente do tronco.

Preste muita atenção nessas informações valiosas, pois elas têm o potencial de transformar sua prática de corrida. Se necessário, não hesite em buscar orientação profissional para avaliar e corrigir possíveis alterações em sua técnica. Lembre-se sempre: conhecimento é a chave para uma corrida mais segura e prazerosa.

Então, agora é com você! Observe sua corrida com um olhar crítico e, se necessário, faça os ajustes adequados. Compreender esses aspectos fundamentais pode fazer toda a diferença em sua jornada como corredor.

Conhecimento é poder!

Por: Pedro Cardoso – Especialista em Fisioterapia Esportiva.

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Revelando como a psicologia influencia na recuperação das lesões relacionadas com a corrida.

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Boragir corredor e corredora!

Hoje, mergulharemos em um tema intrigante que pode ter escapado dos seus radares até então. Preste atenção, pois esta matéria tem o poder de transformar sua relação com a corrida.

A corrida de rua está conquistando cada vez mais adeptos, e não é difícil perceber o motivo. Sua praticidade e democratização tornam-na acessível a todos, independentemente de classe social, local de residência, situação financeira ou idade. No Brasil, a maioria das pessoas embarca nessa jornada após os 30 anos.

Entretanto, à medida que o número de praticantes cresce, surge também o fantasma das lesões relacionadas à corrida. Estudos científicos constatam: 80% dos novos corredores enfrentam alguma lesão nos três primeiros meses. Muitas vezes, isso decorre da falta de conhecimento e orientação, pois alguns acreditam erroneamente que esse esporte tão acessível pode ser praticado de qualquer maneira.

Quem já teve o desprazer de se lesionar sabe o quão desafiador é lidar com essa situação. Ficar afastado dos treinos é como retirar um pedaço importante da rotina diária, afetando não apenas o físico, mas também o emocional. A corrida é mais do que um exercício, é um pilar vital para nossa saúde psicossocial. Perder os estímulos e a conexão com outros corredores durante a recuperação pode ser um golpe duro.

Uma lesão é um desafio que transcende o aspecto físico. Profissionais especializados sabem que o processo de recuperação envolve não só a parte clínica, mas também os aspectos psicológicos e sociais. Estudos comprovam que intervenções psicológicas aceleram a volta do atleta às atividades esportivas e tornam o enfrentamento da lesão mais suportável.

O estágio inicial de angústia pode ser avassalador, repleto de sentimentos como raiva, culpa e incapacidade, principalmente quando a lesão ocorre próximo a uma corrida importante. Segue-se a fase de negação, onde o atleta reluta em aceitar a gravidade da lesão e se sente desmotivado. É crucial que o corredor expresse suas emoções, pois somente assim poderá estruturar-se emocionalmente para enfrentar o desafio da recuperação.

O último estágio, o da aceitação e enfrentamento, é quando o corredor percebe a necessidade de encarar o problema de frente, utilizando todos os recursos disponíveis para retornar aos treinos o mais rápido possível.

Certamente, você já se viu nessa situação, imerso em nervosismo e frustração, sentindo-se desconectado de si mesmo. É o reflexo da privação dos benefícios bioquímicos que a corrida proporciona. Quando incorporamos a corrida em nossas vidas, colhemos uma série de benefícios, como melhoria do sono, alimentação e até mesmo da performance sexual, além de fortalecer o sistema imunológico e reduzir a ansiedade.

Estes fatores não só tornam nossos dias mais dinâmicos e menos penosos, como também nos tornam referências para nossos amigos e colegas de trabalho. Em uma sociedade que valoriza o sedentarismo, é vital cuidar da saúde física e mental para enfrentar qualquer obstáculo que possa surgir, incluindo as temíveis lesões.

Acredita-se que toda lesão carrega consigo um componente mental e físico. Por isso, o acompanhamento fisioterapêutico juntamente com o psicológico para corredores não só melhora a performance, como também acelera o processo de reabilitação.

Agora, munido com este conhecimento, você está mais preparado para enfrentar os desafios que os próximos ciclos de treinamento podem trazer.

Conhecimento é poder!

Por: Pedro Cardoso – Especialista em Fisioterapia Esportiva.

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Correndo contra o Sedentarismo: O Poder Transformador da Corrida de Rua

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Boragir corredor e corredora!

No mundo moderno, onde a tecnologia avança cada vez mais rápida e o conforto muitas vezes nos seduzem a ficar parados, a corrida de rua surge como uma poderosa aliada na luta contra o sedentarismo. Enquanto o estilo de vida sedentário pode trazer uma série de consequências negativas para a saúde, a prática regular da corrida traz inúmeros benefícios físicos, mentais e emocionais. As pesquisas cientificas estão aí para comprovar, pessoas ativas diminuem as chances de ficarem doentes e quando ficam a recuperação muitas vezes é mais rápida que pessoas sedentárias. Isso nesses três âmbitos de saúde. 

Para muitos, a ideia de se levantar do sofá e calçar um par de tênis para sair correndo pode parecer intimidante. Porém, todo início é desafiador, sair da zona de conforte muitas vezes pode ser complicado, mas os benefícios compensam cada passo que damos ruma ao exercício físico. A corrida de rua não apenas queima calorias, mas também proporciona várias adaptações fisiológicas como no coração, melhorando sua eficiência de receber sangue e impulsioná-lo pelo corpo, aumenta a resistência respiratória e fortalece o sistema imunológico.

Além dos benefícios físicos evidentes, a corrida também tem um impacto significativo no bem-estar mental. O simples ato de correr ao ar livre proporciona uma sensação de liberdade e conexão com a natureza, reduzindo os níveis de estresse e ansiedade, que hoje em dia estão tomando conta da população. Outro fator determinante são as amizades que os treinos em grupo nos proporcionam, principalmente nos dias que você está desmotivado. Muitos corredores relatam uma melhora na qualidade do sono e um aumento na autoestima e na confiança, relatos estes que já foram comprovados cientificamente.

Um dos aspectos mais atraentes da corrida de rua é a sua acessibilidade. Não requer equipamentos sofisticados para iniciar, basta um par de tênis e disposição para correr. Além disso, a comunidade de corredores é incrivelmente acolhedora e solidária, oferecendo apoio e motivação para iniciantes e experientes. Quando iniciamos de maneira adequada e evoluindo gradativamente nos treinos, a corrida é extremamente “viciante” no bom sentido da palavra, ela mostra o quanto você é capaz de vencer seus limites, porque a corrida para nós amadores é assim, sempre você contra você mesmo.

Enquanto o sedentarismo está associado a uma série de problemas de saúde, como obesidade, doenças cardíacas e diabetes, creio que conheça alguém nessas situações, a corrida de rua oferece uma maneira divertida e eficaz de combater esses males. Com determinação e comprometimento, é possível transformar o sedentarismo em energia positiva, saúde e bem-estar ainda esse ano. Então, que tal calçar os tênis e começar a correr rumo a uma vida mais ativa e saudável? O asfalto está esperando por você! Entretanto, caso você já seja um corredor, coloque isso como uma das suas metas para esse ano, tirar algum familiar ou amigo do sedentarismo, independente que seja para corrida ou outra prática de exercício físico. Comece enviando essa matéria para e ele e dizendo que ele pode contar com você.

Por: Pedro Cardoso – Especialista em Fisioterapia Esportiva

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