Qual o seu tipo de pisada?

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Esta é uma pergunta muito, mais muito comum no meio da corrida. Mas qual o impacto da pisada para o corredor?

É possível determinar o tipo de pisada apenas olhando o pé da pessoa estando ela parada? (como já vi várias vezes acontecendo em lojas de calçados esportivos)

Ao observarmos os pés na posição estática podemos apenas dizer se a pessoa tem o pé cavo ou plano, que são alterações estruturais. A resposta que talvez não seja esta a resposta que o questionador esperava ouvir. Já a pronação e supinação são eventos dinâmicos.

A título de curiosidade, pé plano é a diminuição parcial ou completa do arco plantar por desalinhamento ósseo ou problemas ligamentares. Já no pé cavo, o arco do pé se torna extremamente elevado e rígido.

A Marcha Humana

A marcha ou simplesmente o gesto de andar pode ser dividido em 4 fases claramente distintas:

Choque de calcanhar – primeiro contato do pé com o solo.

Pés planos – pé completamente apoiado no chão

Calcanhar fora – Inicio da impulsão, o pé começa a sair do contato com o solo

Dedos Fora – Final da fase de impulsão, pé se prepara para entrar na fase de balanço

As duas primeiras fases tem objetivo de amortecimento do impacto e adaptação do pé ao solo. Já as duas últimas o objetivo maior é a impulsão.

Na corrida a primeira fase pode não existir ou o contato inicial pode acontecer com o meio do pé, depende da técnica de corrida. Porém a grande diferença biomecânica entre a marcha e a corrida é a chamada fase aérea, onde durante uma fração de segundos, não há contato do pé com o solo. Fato que vemos apenas na corrida.

PRONAÇÃO e SUPINAÇÃO

Pronação e supinação são eventos absolutamente normais da marcha humana, com suas funções e ocorrência bem estabelecidas.

A pronação tem o objetivo de amortecer o impacto da marcha. Ela deixa o pé mais maleável facilitando a absorção e dissipação de forças. Acontece na primeira metade da passada.

Já a supinação torna o pé mais rígido facilitando a transmissão de força e consequentemente a impulsão. Ocorre na segunda parte da passada.

Ou seja, pronação e supinação NÃO são vilões, tem suas funções. O erro é quando elas acontecem em excesso ou no momento incorreto.

Quando ao momento certo, pode variar um pouco de acordo com a técnica de corrida (médio pé ou choque de calcanhar)

PRONAÇÃO

A pronação, como já dito, é um evento normal da marcha e da corrida. O corpo necessita desta pronação para a absorção do impacto.

Na pronação observamos uma série de movimentos dos ossos do pé a fim de que ele se torne extremamente flexível, os ossos que compõem o arco passam a se movimentar mais de forma que o pé consiga se adaptar as irregularidades do solo e a força de impacto absorvida pelas demais estruturas.

Mais da metade da população em geral prona em excesso. Fatores como frouxidão ligamentar e sobrepeso contribuem para este percentual.

Supinação

A supinação tem como objetivo tornar o pé rígido para facilitar a impulsão. Os ossos tomam uma configuração que aumenta a estabilidade e consequentemente o arco plantar. A região anterior do pé, no entanto, permanece flexível para facilitar o movimento dos dedos na impulsão.

Alexandre Carlos Rosa

Fisioterapeuta, professor e maratonista

Instagram: @alexandrecarlosrosa

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