Minha história com a corrida – Simoniely

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Senta que lá vem história hehe

21 km em Foz do Iguaçu.

A minha preparação para Foz foi marcada por lesões. Faltando um mês para a prova, a canelite atacou e eu tive que diminuir os treinos e administrar pra não perder muito condicionamento. Por causa dele fiquei muito ansiosa pois não tinha certeza se conseguiria correr bem. Pois correr eu ia, nem que fosse arrastando meu corpo.

Fiz a maratona na forma de revezamento misto com meu esposo. Os primeiros 21 km foram os meus. Largamos na Itaipu e percorremos as subideiras da cidade de Foz.

Eu larguei e senti a dor. Mas era tolerável. Entretanto, o ritmo colocado não estava tão leve como antes. Mesmo considerando as subidas, senti que perdi rendimento.

Mas não me permiti abalar. Me empolguei nos 3 kms iniciais. Via 2 mulheres a minha frente. No 3 km uma corredora incrível que acompanho no instagram passou por mim e abriu um pouco de distância.

Apertei o passo e passei a me ritmar por ela. Sabia o quanto ela corria bem e isso me distraiu um pouco. Pois a prova em si foi bem solitária. Poucas pessoas na rua. Só homens me passara.

Alcancei e ultrapassei uma menina que estava na frente. Me mantendo como a 3 mulher. Estava mantendo o ritmo proposto e ia conversando comigo. Lembrando de tanto que me esforcei para estar ali.

Todos falam sobre a dificuldade que é Foz. Mas não quis acreditar que era tanto hehe. É muito complicado para fazer ritmo. Pouquíssimas descidas e, quanto tinham, eram péssimas para quem tá machucado.

Havia uns tops e muita subida lançante. A medida que os kms iam passando eu percebi que o sub 1 h e30 m não viria pois sabia que o final era terrível de subidas.😂

Porém, não é porque não vou fazer o meu ritmo que vou parar. Enfrentei as subidas em um ritmo maior do que o esperado. Mas tinha 2 pernas para enfrentá-las e os cadeirantes faziam isso sem.

Quando percebi estava no km 20. Essa meia passou ainda mais rápido que a outra. Vi que faria um tempo na casa dos 1 h e 31 m e quis chorar…um fotografo amigo me chamou e eu encarei um Sprint final que não imaginava conseguir.

Entreguei para meu esposo com cara de choro, porém  a endorfina tomou conta e curti meu pós prova. Fui a 3 a chegar, próxima as 2 primeiras…mesmo não tendo muito tempo de corrida, mesmo com dor.

Socializei com a galera, pegamos um ônibus e fomos receber aqueles que finalizavam a prova. Meu esposo fez seu trajeto em incríveis 1 h 28 m e 52 seg. Devido ao fato de ter atletas profissionais no revezamento misto, ficamos em 9 lugar. Tempo 3 h 01 m e 04 seg.

Depois que passou a endorfina as dores aumentaram e fiquei um pouco chateada por não ter chegado no tempo que queria. A própria cobrança é mais cruel que a dos outros. Eu sabia da minha luta, mas me culpava por não ter conseguido o proposto. Isso fez com que eu não aproveitasse mais a prova. Que tolice!

O principal aprendizado de Foz é que se cobrar demais só faz com que perdemos o sabor de importantes conquistas da vida. E meu conselho é esse. Sermos mais humanos consigo mesmo.

@diario.de.corredora

Minha história com a corrida

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