Maratona de Nova York

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Maratona de Nova York (oficialmente TCS New York City Marathon) é uma corrida na distância de 42,195 km realizada na cidade de Nova York através de seus cinco bairros, fundada em 1970 por iniciativa de Fred Lebow, um corredor norte-americano nascido na Romênia e grande entusiasta de esportes e corridas de rua. Uma das maiores corridas do mundo, com mais de 50.000 participantes a cada edição, está entre as mais proeminentes corridas anuais dos Estados Unidos, junto com as maratonas de Boston e de Chicago, faz parte do grupo de World Marathon Majors e integra a seleta lista de provas do atletismo com o selo IAAF Gold Label Road Raceda Federação Internacional de Atletismo (IAAF).

A prova é realizada anualmente desde 1970 pelo New York Road Runners (NYRR) à exceção de 2012, quando foi cancelada devido aos estragos causados na cidade pelo furacão Sandy, uma semana antes. A partir de 2014 passou a ser patrocinada pela maior multinacional indiana de capitalização de mercado, a Tata Consultancy Services (TSC), que, por contrato de patrocínio, agrega seu nome à prova. Por causa da enorme popularidade da maratona tanto nos Estados Unidos quanto no resto do mundo, que faz com que o número de interessados chegue às centenas de milhares, a inscrição se consegue por meio de um sistema de loteria. Os afiliados do NYRR podem conseguir inscrição pelo cumprimento de critérios técnicos estipulados ou através da indicação de clubes de corrida associados.

A prova, realizada no primeiro domingo do mês de novembro, é transmitida ao vivo localmente para a cidade de Nova York pela WNBC, pela tv a cabo Universal Sports para todo o país e on line através do próprio site da rede de televisão. Sua audiência mundial anual alcança 315 milhões de espectadores.

História

A primeira maratona foi realizada em 1970, por iniciativa de Fred Lebow e Vincent Chiappetta, com a participação de apenas 127 atletas, 126 homens e uma mulher, que desistiu no meio do percurso. Disputada inteiramente em quatro voltas dentro do Central Park, cerca de 100 espectadores assistiram a chegada do bombeiro novaiorquino Gary Muhrcke, como primeiro vencedor da competição, em 2:31:38. Apenas 55 competidores completaram essa prova e o prêmio dos dez primeiros colocados foi um relógio de corrida. Em 1972, ela assistiu ao primeiro protesto das dez mulheres inscritas, que se sentiram estigmatizadas com as regras da Amateur Athletic Union que as obrigava a largar dez minutos depois dos homens. Com o passar dos anos, a prova foi crescendo em participantes e interesse e em 1976, para celebrar o bicentenário da Independência dos Estados Unidos, o auditor da cidade, George Spitz, sugeriu que ela saísse da limitação do Central Park e atravessasse todos os cinco bairros da cidade. Com o apoio do administrador de Manhattan, Percy Sutton, os dois homens levaram à ideia ao então prefeito Beame e também ao diretor da prova, Fred Lebow. A corrida de 1976 foi realizada assim e foi um grande sucesso popular, com grande participação dos moradores da cidade nas ruas. O que era para ser feito apenas uma vez, na comemoração de uma data histórica do país, acabou se tornando um percurso anual.

A maratona alcançou grande popularidade nacional e internacional de vez quando, dois anos mais tarde, em 1978, a norueguesa Grete Waitz quebrou o recorde mundial da prova feminina nas ruas da cidade, com um tempo de 2:32:30. Waitz se tornaria um símbolo dessa prova e a venceria mais oito vezes. Em 1981 foi a vez do americano Alberto Salazar quebrar o recorde mundial masculino – 2:08:13 – apenas para ter o recorde desqualificado pouco tempo depois, ao se descobrir, pela medição com odômetro usado em provas oficiais de atletismo, que a prova tinha uma distância cerca de 150 m inferior à distância oficial da maratona – 42.195 m – o que seria corrigido depois com um pequeno acréscimo no percurso. Neste mesmo ano, a rede de televisão ABC começou a transmitir a corrida ao vivo para todos os Estados Unidos.

No ano 2000, uma divisão de cadeirantes e competidores deficientes em bicicletas especiais foi adicionada e a partir de 2002, por causa do gigantismo que começou a lhe caracterizar, a largada das corredoras de elite passou a ser 35 minutos antes das dos homens e do resto dos atletas. Trinta anos depois de sua criação, a maratona tinha se transformado na maior do mundo em número de corredores e a cada ano dois milhões de novaiorquinos vão para as ruas saudar os participantes, em longas linhas humanas formadas nas calçadas de todos os cinco bairros.

Atualmente a direção geral da prova é de Mary Wittenberg, uma ex-corredora vencedora da Marine Corps Marathon nos anos 80, hoje CEO do New York Road Runners e a primeira mulher a dirigir uma grande maratona internacional.

Percurso

A massa de atletas cruza a Ponte Verrazano.

O percurso inicial da maratona em seus primeiros anos consistia em voltas em torno do Central Park. Hoje o percurso passa por todos os cinco bairros de Nova York. Ele começa em Staten Island, pouco antes da Ponte Verrazano-Narrows, que leva os corredores até o Brooklyn. A ponte, normalmente com tráfego pesado, é fechada para veículos. Os corredores usam ambas pistas do nível superior e a pista e a pista oeste do nível inferior. Nos primeiros minutos da prova, a ponte fica coberta por uma multidão de atletas criando um espetáculo visual bastante associado ao evento.[10]

Após descerem da ponte, os corredores entram no Brooklyn por onde correm cerca de 18 km, passando por Bay Ridge, Sunset Park, Park Slope, Bedford-Stuyvesant, Williamsburg e Greenpoint. Com então 21 km percorridos desde a largada, cruzam a Pulaski Bridge, que marca a metade da maratona e a entrada de Long Island City, no Queens. Depois de correr cerda de 4 km neste bairro, os atletas cruzam o East River na Queensboro Bridge e entram em Manhattan. Neste ponto muito dos atletas começam a cansar, já que a subida desta ponte é considerada uma das partes mais difíceis do percurso.

Entrando em Manhattan na marca dos 28 km, o percurso cruza a Primeira Avenida para o norte e entra no Bronx por uma milha, retornando a Manhattan pela Madison Avenue Bridge. Daí se dirige ao sul cruzando o Harlem, entra na Quinta Avenida e no Central Park. Na parte sul do parque, saem novamente dele e atravessam a Central Park South, uma grande rua que ladeia o lado sul do parque e onde milhares de espectadores se aglomeram para torcer e incentivar os atletas durante os últimos 1600 metros. Em Columbus Circleo percurso reentra no parque e termina depois de uma reta dentro, em frente à Tavern on the Green. O tempo limite cronometrado oficialmente é de 8½ h contando da largada às 10:10 da manhã.

Em 2008, devido ao grande número de participantes, a organização começou a usar um sistema de largada em “currais”. As mulheres começaram a largar na frente e a massa de atletas masculinos largando separadamente em grupos de acordo com seus tempos prévios. Os tempos passaram a ser cronometrados através de chips amarrados aos sapatos, que calcula o tempo decorrido do momento em que o atleta cruza a linha de largada até o momento em que cruza a linha de chegada. Durante a prova, os corredores também cruzam marcos computadorizados a cada 5 km e notificações por e-mail são enviadas às pessoas que seguem a corrida acompanhando o desempenho de atletas específicos. Apesar de oficialmente a prova usar a marcação do percurso em milhas, uma distância muito popular e segmentada no mundo anglófono, há marcações de distância de de 5 em 5 km, para indicar as parciais e para registrar qualquer recorde mundial que possa ser batido nas distâncias de 20 km, 30 km e outras distâncias menores em quilômetros reconhecidas pela IAAF.

Infraestrutura

As estatísticas referentes à estrutura de apoio dada pela organização da maratona impressionam por si só. Cerca de 100 pessoas trabalham fulltime o ano todo em função dela. No dia da prova, seis mil voluntários participam do apoio nas ruas. 2500 credenciais de imprensa são distribuídas e o jantar de massas na véspera da prova, oferecido pela Barilla, alimenta 15 mil atletas e seus convidados: 6840 libras de massa, 1800 libras de saladas diversas, 15 mil maçãs e 18 mil latas de cerveja light são consumidas nesta festa.

Na linha de largada em Staten Island, o NYRR providencia a colocação de 1.450 banheiros portáteis, fornece 30 mil barrinhas de Powerbar, 90 mil garrafinhas de água e 40 mil copos de café aos atletas antes do início da prova. Durante o percurso, os voluntários entregam um total de 62.370 galões de água e 32.040 galões de Gatorade em 2.250.000 copos de papel, enquanto 80 fotógrafos profissionais tiram 450.000 fotos dos corredores. As 41 estações de apoio médico localizadas a cada quilômetro do percurso, são equipadas com cinco toneladas de gelo, 13.475 bandagens de esparadrapo e 390 tubos de vaselina.

Fonte: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

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